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RESUMO - Disturbios da Circulação - 2ª prova

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como a 
drenagem do sangue fica bloqueada, o fluxo na microcirculação também se 
interrompe. Com isso, há necrose isquêmica e inundação por sangue da área 
necrosada; é por essa razão que todos os infartos por obstrução venosa são 
vermelhos. 
 
De acordo com a Cor 
 Infartos Brancos (anêmicos): ocorre com oclusões arteriais em órgãos sólidos com 
circulação arterial terminal (como coração, pâncreas, baço e rim), em que a solidez do 
tecido limita a quantidade de hemorragia que possa entrar na 
área da necrose isquêmica dos leitos capilares adjacentes. 
 Infartos Vermelhos (hemorrágicos): é aquele em que a região 
atingida tem cor vermelha por causa da intensa hemorragia que 
se forma na área de necrose. Ocorrem com oclusões venosas; 
nos tecidos frouxos (como pulmão), permitindo que o sangue 
seja coletado na zona infartada; nos tecidos com circulações 
duplas (pulmão e intestino delgado), permitindo o fluxo 
sanguíneo do vaso desobstruído para a zona necrótica; nos 
tecidos que foram previamente congestionados pelo fluxo 
venoso de drenagem lento. 
 
Presença de Bactérias 
 Sépticos e Assépticos: podem ocorrer quando a embolização 
ocorrer pela fragmentação de uma vegetação bacteriana de uma valva cardíaca ou 
quando os micróbios semeam-se numa área de tecido necrótico. Nesse caso, o infarto 
é convertido em ABCESSO. 
 
Morfologia 
 Forma de cunha com o ápice voltado para o vaso ocluído e base para a superfície do 
órgão (branco) 
 Hemorragia – depósitos de 
hemossiderina; depois de uns dias, nas 
margens há a formação de um halo 
hiperêmico-hemorrágico. 
 Necrose – microscopicamente, o infarto é 
caracterizado por necrose de coagulação , 
exceto no cérebro, onde é do tipo 
liquefativo. 
 Resposta Inflamatória – com exsudato de 
neutrófilos e macrófagos, os quais 
fagocitam os restos celulares. (vermelho) 
 Reparo 
A-hemorrágico: infarto pulmonar em forma de cunha. 
B- infarto branco agudamente demarcado no baço 
2ª Prova – PPG- Distúrbios da Circulação 
Alberto Galdino - Biomedicina 
CHOQUE 
Situação de hipoperfusão sistêmica causada pela redução no débito cardíaco ou no 
volume sanguíneo circulante efetivo. QUEDA DA PERFUSÃO TECIDUAL = ↓oferta de O2 e 
nutrientes às células = Não remoção adequada dos catabólitos e o metabolismo celular = 
Metabolismo passa de AERÓBICO → ANAERÓBICO. 
A hipoperfusão pode ser provocada por: 
- Distúrbio inicial na macrocirculação 
- Distúrbio na distribuição do volume sanguíneo 
 
Causas 
 Choque Cardiogênico 
Quando o coração se torna incapaz de bombear 
adequadamente o sangue. (insuficiência grave 
do bombeamento cardíaco) – infarto, choque 
elétrico, pressão na caixa toráxica. 
 
 Choque Hipovolêmico 
Ocorre na perda súbita de quantidade 
apreciável de líquidos do organismo. 
(Volume insuficiente de sangue) - sangramentos 
“traumas e rupturas de vasos”, perda de plasma 
“queimaduras” ou desidratação “diarreia”. 
 
 Choque Obstrutivo 
(Bloqueio das artérias principais) – 
tromboembolismo 
 
 Choque Séptico 
Infecções principalmente por bactérias gram-
negativas produtoras de endotoxinas. 
(Dilatação anormal dos vasos periféricos) 
 
 Choque Neurogênico 
choque que decorre da redução do tônus 
vasomotor normal por distúrbio da função 
nervosa. (Dilatação anormal dos vasos 
periféricos) – acidente anestésico, uso de 
bloqueadores ganglionares. 
 
 Choque Anafilático 
Reação antígeno-anticorpo mediada por IgE na 
superfície de mastócitos e basófilos “reação de 
hipersensibilidade” (Dilatação anormal dos 
vasos periféricos) 
 
 
 
 
 
 
 
2ª Prova – PPG- Distúrbios da Circulação 
Alberto Galdino - Biomedicina 
Etapas 
 Fase Inicial não-progressiva 
- Retenção de sódio e líquido (Sistema Renina Angiotensina-Aldosterona) 
- Produção de Catecolaminas pelas adrenais (Taquicardia e Vasodilatação) 
- Estimulação Simpática 
- Liberação de ADH 
Hipotensão discreta, taquicardia, palidez e sensação de frio; no choque séptico, a 
vasodilatação periférica resulta em face e extremidades quentes e coradas. Se a 
insuficiência circulatória persiste, os mecanismos compensatórios se esgotam e 
aparece a Fase Progressiva. 
 
 Fase Progressiva 
- Acidose Sistêmica / Vasodilatação Arterial / Queda da Pressão Arterial 
- Desvio do sangue do intestino e rim para o Coração e Cérebro 
- Hipóxia renal e estase intestinal 
A pressão arterial cai mais ainda, o pulso aumenta e surgem dificuldade respiratória, 
acidose metabólica e diminuição da função renal. 
 
 Estágio Irreversível 
- Necrose celular do Fígado, Coração e Cérebro 
- Falência múltipla dos órgãos 
- Perda da consciência e Morte 
 
Morfologia 
 Cérebro: Encefalopatia Isquêmica. 
Perda de neurônios; edema cerebral discreto pela hipóxia. 
 Coração: Necrose de Coagulação Focal 
A região subendocárdica é mais sensível, e pode provocar agregação plaquetária nas 
valvas cardíacas (endocardite verrucosa) 
 Rins: Necrose Tubular Aguda 
Edema intersticial e infiltrado de mononucleares = aumento de volume e peso, são 
edemaciados, pálidos. 
 Pulmões: Pulmão de Choque 
Derrame hemorrágico dentro dos alvéolos. Fibrose intersticial e alveolar reduz a 
difusão de gases e a perfusão capilar. 
 Trato Gastrointestinal: Enteropatia Hemorrágica 
A mucosa é a camada mais sensível à hipóxia, desenvolvendo erosões múltiplas e 
hemorragias no estômago e intestinos. 
 Fígado: Degeneração Gordurosa 
As células centrolobulares, por estarem longe dos espaços porta, são mais vulneráveis 
à isquemia e sofrem degeneração ou necrose. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2ª Prova – PPG- Distúrbios da Circulação 
Alberto Galdino - Biomedicina 
EDEMA 
Acúmulo excessivo de líquido no interstício e/ou em cavidades pré-formadas do organismo. 
Líquidos no homem: 20% (16% no interstício / 4% no volume sanguíneo) 
 
Classificação 
Ser LOCALIZADO ou SISTÊMICO (Anasarca). Composição TRANSUDATO ou EXSUDATO. 
 
 LOCALIZADO 
- Hidrotórax 
- Hidropericárdio 
- Hidroperitônio (Ascite) etc. 
 
 SISTÊMICO (Generalizado) 
- Anasarca 
 
 TRANSUDATO (não tem mediadores químicos e alérgicos) 
É um líquido com baixo conteúdo de proteínas e com densidade < 1.020 g/ml. Indica 
que a permeabilidade vascular continua preservada, permitindo a passagem de água, 
mas não a de macromoléculas e proteínas. Líquido claro e seroso. 
 
 EXSUDATO (liberação de mediadores vasoativos, ↑ permeabilidade dos vasos) 
Líquido rico em proteínas e com densidade > 1.020 g/ml. Indica aumento da 
permeabilidade vascular, decorrente da ação de substâncias químicas liberadas nos 
processos inflamatórios. Líquido turvo e, devido ao conteúdo de fibrinogênio, pode 
mostrar precipitado de proteínas “coágulos transparentes”. 
 
Etiopatogênese 
Regulação da homeostase dos líquidos: 
Movimento dos Líquidos VASO ↔ INTERSTÍCIO 
O edema se forma quando surgem transtornos no: 
- Gradiente sangue-interstício de pressão hidrostática e oncótica (forças de Starling) 
- Drenagem linfática 
Ambos são responsáveis pela filtração e absorção de líquidos na microcirculação, sem que haja 
acúmulo de água no interstício. 
 
2ª Prova – PPG- Distúrbios da Circulação 
Alberto Galdino - Biomedicina 
 Aumento da Pressão Hidrostática dos Vasos 
(TRANSUDATO) 
Facilita a filtração líquida para o interstício. 
Relaciona-se à hiperemia ativa ou passiva (com 
suas causas como calor, traumas, inflamações, 
varizes, oclusões venosas etc.) 
- Insuficiencia cardíaca congestiva 
- Cirrose Hepática 
- Obstrução do retorno venoso (trombos, 
imobilização “falta da bomba muscular”, força da 
gravidade (posição ortostática). 
 
 Pressão Oncótica dos Vasos está Reduzida 
A pressão oncótica das proteínas plasmáticas 
opõe-se à filtração capilar. O edema relacionado 
às hipoproteinemias é usualmente generalizado e