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RESUMO - Introdução à Patologia (completo) 1ª PROVA

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1ª Prova PATOLOGIA (PPG) 
Alberto Galdino – Biomedicina 
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SINAIS E SINTOMAS 
(Significado Clínico) 
INTRODUÇÃO À PATOLOGIA E SUAS TÉCNICAS DE 
ESTUDO 
 
PATOLOGIA é a ciência que estuda as causas das doenças, os mecanismos que as 
produzem, suas sedes e alterações morfológicas e funcionais que apresentam. 
 
↗ Conceito de Saúde e Doença 
Saúde: 
É estado de perfeita adaptação do organismo ao ambiente físico, psíquico ou social em 
que se vive, sentindo-se bem (saúde subjetiva) e sem apresentar sinais ou alterações 
orgânicas evidentes (saúde objetiva). 
Doença: 
É o estado de falta de adaptação ao ambiente físico, psíquico ou social, no qual o 
indivíduo sente-se mal (sintomas) e apresenta alterações orgânicas evidenciáveis 
(sinais). 
 
Agente etiológico 
É o agente causador ou o responsável pela origem da doença. Considera-se que existam duas 
classes principais de fatores etiológicos: intrínsecos ou genéticos, e adquiridos (ou seja, de 
forma infecciosa, nutricional, químico, físico). 
 
Patogenia 
Refere-se à sequência de eventos da resposta das células ou dos tecidos ao agente etiológico, 
desde o estímulo inicial até a expressão final da doença em si. 
 
Alterações morfofuncionais 
Referem-se às alterações estruturais nas células ou nos tecidos que são característicos da 
doença ou levam ao diagnóstico do processo etiológico. 
 
Manifestações clínicas das doenças 
A natureza das alterações morfológicas e sua distribuição nos diversos órgãos ou tecidos 
influencia a função normal e determina as características clínicas (sinais e sintomas), curso e 
prognóstico de uma doença. As interações célula-célula e célula-matriz contribuem de forma 
significativa para a resposta às lesões levando, em conjunto, à lesão tecidual e do órgão, que 
são tão importantes quanto o dano celular na definição dos padrões morfológicos e clínicos da 
doença. 
 
 
 
 
 
 
Método de Investigação 
 Ferramentas 
 
CAUSA 
(Etiologia) 
MECANISMOS 
(Patogenia) 
ALTERAÇÕES MORFOLÓGICAS 
E FUNCIONAIS 
(Macro e Micro) 
Reunir Informações DIAGNÓSTICO 
1ª Prova PATOLOGIA (PPG) 
Alberto Galdino – Biomedicina 
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↗Métodos de Estudo da Patologia 
 
- ESTUDOS CITOPATOLÓGICOS - 
É o estudo das alterações morfológicas macro e microscopicamente das doenças, e constitui a 
forma tradicional de análise em patologia, tanto para investigação quanto para diagnóstico. 
Podem ser obtidas de raspado, descamação natural ou aspiração. 
 
Tipos 
Exames citológicos 
O estudo/diagnóstico das doenças através da avaliação celular. O ideal é tecido profundo, pois 
o superficial não é organizado. 
{Coleta de fragmento, coloração, montagem em lâmina, observação em microscópio óptico}. 
 
- Todo material coletado tem que ser fixado em ALCOOL 70% (evitará autólise). 
- Descamação celular espontânea. EX: URINA, ESCARRO 
- Descamação celular artificial (provocada). EX: ESCOVADOS, RASPADOS, IMPRINTS 
*Punção Biópsia com Agulha Fina (PBAF) 
*Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF). 
 
- Áreas ricas em queratina ou necrosadas: são contra-indicadas para citopatologia. 
- Espátula de madeira: também é contra-indicada para citopatologia, porque a madeira 
absorve a umidade mucosa e, junto com ela, algumas células. Ou faz-se o uso de espátula de 
metal ou imergir a madeira por 3 minutos em soro fisiológico. 
 
 Exames anatomopatológicos 
O estudo/diagnóstico das doenças através da avaliação histológica. 
{Fragmento ou peça inteira “macro ou micro”}. 
 
~MACRO~ - número de peças, consistência, forma, superfície, coloração, medidas. 
~MICRO~ - aparelho histotécnico, micrótomo, banho-maria, lâmina, bateria de coloração 
 (HE-rotina), exame 5 cabeças. 
 
- Morto: Necrópsia 
- Vivo: Biópsia 
 
Restrições e cuidados a serem adotados 
O ressecamento antes da fixação torna o esfregaço imprestável. Secreções ricas em muco ou 
proteínas podem ser guardadas em geladeira em até um dia antes de ir para o laboratório. 
Quando o material não puder ser encaminhado para o laboratório, é necessário fixa-lo em 
volume de etanol 50%. 
 
Fixação e processamento histológico 
O fixador mais utilizado é o ALCOOL ETILICO em diferentes concentrações. Como citado acima, 
é necessário algumas precauções para não se perder a peça para estudo. A coloração universal 
dos esfregaços celulares é o Papanicolau. 
 
Procedimentos laboratoriais 
O resultado é fornecido em termos de diagnóstico morfológico, e se possível, da etiologia do 
processo, como no caso das doenças infecciosas. Papanicolau empreendeu um quadro de 
pequenas CLASSES, que vão do 0 ao 5 (0 – V), que se baseia em classes de diagnóstico. Além 
dessa divisão em classes, em geral o patologista procura dar informações adicionais, como 
achados de microorganismos específicos ou nos casos positivos de câncer, seu tipo citológico. 
1ª Prova PATOLOGIA (PPG) 
Alberto Galdino – Biomedicina 
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- Biopsia - 
É o exame anatomopatológico realizado em fragmentos de tecido ou mesmo peças cirúrgicas 
retiradas do paciente vivo e se baseia no exame macro e microscópico deste material. 
 
Tipos 
 Incisional (fragmento) 
 Excisional (retira tudo [às vezes é um tratamento]) 
 Por Punch 
 Saca-bocado 
 Biópsia de congelação ou Transoperatório (patologista acompanha a cirurgia). 
 
Restrições e cuidados a serem adotados 
 Amostragem do material – deve ser representativa 
 Fixação (frasco de volume 10:1 em relação ao tamanho do fragmento – formol 10%) 
 Identificação com registro no laboratório (Patologista) 
 
Fixação e processamento histológico 
Após a retirada cirúrgica, o tecido deve ser imediatamente fixado. O fixador (geralmente 
FORMOL 10%) deve estar em recipiente adequado e em volume de 10:1 ao tamanho da peça. 
Após a chegada ao laboratório de Patologia, o material de biópsia deve seguir esta rotina: 
 Identificação 
 Exame Macroscópico: 
Descrição das anormalidades macroscópicas do espécime. Deve ser descrito em uma 
sequencia: 1- Tamanho; 2- Cor; 3- Consistência e 4-Localização das lesões. Tudo deve 
ser documentado. 
 Exame Microscópico: 
Primeiro passarão por desidratação em álcool e xilol, depois são parafinizados, 
desparafinizados e corados com a Hematoxilina/Eosina (HE). Este exame 
proporcionará ao patologista avaliar as alterações morfológicas a nível celular. Depois 
de sua descrição, poderá se ter um diagnóstico final. 
 Diagnóstico das Biópsias: 
Emissão de laudo, que além dos dados clínicos, descrição macro e microscópica, deve 
conter o diagnóstico final da biópsia. Em casos, o patologista pode emitir comentários. 
 
 
 -Autopsia ou Necrópsia - 
É o exame anatomopatológico pós-morte. 
Pode ser subdividida em três tipos: 
 Autópsia médico-legal ou forense: 
Destinada a identificar o processo da morte em casos de violência ou duvidosos; 
 Autópsia hospitalar: 
Realizada por patologistas em pacientes internados falecidos em decorrência de 
doenças e verificação de óbito, realizada em casos de morte não violenta de pessoas 
sem acompanhamento médico. 
 
Importância 
Constitui-se em excelente meio para o estudo da história natural das doenças e oferece as 
condições ideais para avaliação da conduta médica e terapêutica. Também tem grande 
importância epidemiológica nas estatísticas de mortalidade. 
 
 
 
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- Técnicas especiais de estudo - 
Colorações especiais 
 
 
Histoquímica 
A coloração em técnicas tintoriais é empregada para facilitar os estudos dos tecidos e a 
visualização no microscópio. O corante atua fixando-se eletiva ou seletivamente em 
determinadas estruturas celulares, conferindo a elas diferentes graus de absorção da luz 
incidente, e possibilitando a identificação e o estudo de suas alterações por nosso sentido de 
visão, auxiliado pelo