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Os administradores ficam contentes ao ver os membros 
do corpo docente publicando trabalhos; as editoras ficam 
animadas ao vender mais assinaturas; e o jogo continua. 
(...)
Possíveis soluções
Haverá uma solução para essa crise dos periódicos 
científicos? Várias estratégias vêm à mente. Os estudiosos 
podem se recusar a participar de conselhos editoriais, 
deixar de submeter artigos e abandonar as funções de 
avaliação para publicações que sejam claramente de 
baixa qualidade e/ou que tenham preço desproporcional. 
Aqueles que buscam financiamento ou uma promoção 
podem ser obrigados a submeter seu material a apenas 
cinco ou seis publicações referenciais – o importante é que 
a qualidade do trabalho de pesquisa pese mais do que a 
quantidade de trabalhos publicados.
 
As publicações em formato eletrônico de acesso livre 
são promissoras. Muitas organizações de estudiosos e 
universidades criaram novas publicações de acesso livre 
que contam com um processo confiável de revisão paritária 
e também com o apoio de mestres respeitados. 
Introdução aos Estudos Universitários
http://ead.ugf.br/
6
Há mais de 7 mil publicações acadêmicas gratuitas de 
qualidade controlada no Directory of Open Access Journals 
(doaj.org).
Algumas dessas publicações atingiram um alto grau de 
aceitação e respeito, ao passo que outras ainda procuram 
firmar-se, e sem dúvida há exemplos de baixa qualidade 
e pouca relevância. O movimento pelo livre acesso ainda 
está no começo. Se for bem-sucedido, tal movimento pode 
ser um importante veículo para a erradicação das barreiras 
econômicas que dificultam o acesso ao conhecimento que 
resulta das pesquisas. Além disso, se as universidades e as 
sociedades de estudiosos puderem usar a expansão do livre 
acesso para tirar das editoras comerciais – sejam legítimas 
ou ilegítimas – parte do controle da produção e da difusão 
desse material, o preço e o controle de qualidade dessas 
publicações poderia dispor de uma base mais sólida.
 
É inegável que, atualmente, tecnologia e globalização 
trouxeram a anarquia para a comunicação do conhecimento 
nos meios acadêmicos, criando sérios problemas para 
os professores e pesquisadores num momento de 
concorrência cada vez mais acirrada.
Uma solução significativa vai exigir boa dose de diálogo 
e, provavelmente, importantes mudanças na maneira pela 
qual o conhecimento é difundido e o trabalho de pesquisa 
é recompensado.
.....
Vamos testar nosso conhecimento?
1) Esclareça o que o autor está chamando de Síndrome 
do “publique ou pereça”.
2) De acordo com o texto, quais problemas hoje em dia 
envolvem a publicação de artigos científicos?
3) Reconhecendo que as universidades são, a priori, 
hoje em dia, locais de produção de pesquisa, dê sugestões 
de como tornar esse conhecimento mais divulgado para 
um maior número de pessoas.
referênciaS
BRAZIELLAS, Maria de Lourdes; ANÇÃ, Nelza Maria 
Moutinho. Normas para apresentação de trabalhos 
de conclusão de curso, monografia, dissertação 
e tese na universidade. Rio de Janeiro: Gama Filho, 
2005.
CASTRO, Claudio de Moura. A prática da pesquisa. 
São Paulo: McGraw–Hill do Brasil, 1977.
DEMO, Pedro. Desafios modernos da educação. 
Petrópolis, RJ: Vozes, 1997.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. 
Metodologia Científica. São Paulo: Editora Atlas, 
2007.
SALOMON, Délcio Vieira. Como fazer uma 
monografia: elementos de metodologia do trabalho 
científico. Belo Horizonte: Interlivros, 1977.
SANTOS, Antonio Raimundo dos. Metodologia 
Científica: a construção do conhecimento. Rio de 
Janeiro: DP&A, 2004.
SITES
MISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (MEC). Formulário do 
Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI). 
Disponível em http://www2.mec.gov.br/sapiens/Form_
PDI.htm Acessado em 04 maio 2012.
INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDO E PESQUISAS 
EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA (INEP). Sistema 
Nacional de Avaliação da Educação Superior. 
Disponível em http://portal.inep.gov.br/superior–sinaes. 
Acessado em 04 de maio de 2012.
	Os impasses de publicar 
	Anarquia, mercantilismo e a síndrome do publique ou pereça
	Revistas falsas e de baixa qualidade
	A síndrome do publique ou pereça
	Possíveis soluções
	Referências