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Resumo Diagnostico Tecnicas Imunológico

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em cultura 
 
 
Strongyloides stercoralis 
 
IMUNOLÓGICO 
Produção de IgG, IgA, IgM e IgE 
Resposta Th2 (IL4,Il5,IL10 e IL13) protetora. 
 
 A resposta imune à doença do verme parasitário é principalmente do tipo TH2, com 
uma complexa interação entre anticorpos como o IgE, IgG4, citocinas (principalmente 
IL-4 e IL-5) e eosinófilos circulantes e dos tecidos (eosinofilia e mastocitose). 
 Em pacientes sob tratamento com corticosteroides pode ver a supressão aguda de 
eosinófilos e ativação de células T, enquanto o HTLV-1 aumenta a produção de IFN-
gama e redução dos níveis de IgE. 
 Mф → IL-1, TNF-α: Estimula a atividade das células: Aumento da contração da 
musculatura lisa. 
 
DIAGNÓSTICO CLÍNICO 
- É dificultado, uma vez que aproximadamente 50% dos casos não há sintomas: quando estes 
existem, são comuns em outras helmintíases intestinais. 
-A tríade clássica de diarréia, dor abdominal e urticária é sugestiva e a eosinofilia e os achados 
radiográficos e sorológicos podem auxiliar na suspeita diagnóstica. 
-Uma história de permanência ou residência em áreas endêmicas e a presença de eosinofilia 
periférica (em indivíduos imunocompetentes, não sujeito a esteróides) são muito úteis. 
 
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 
 Métodos Diretos: Parasitológico de Fezes 
 Métodos Indiretos: Hemograma, Imunológicos, Imagem, Biologia Molecular 
 
Resumo DIAGNÓSTICOS, TÉCNICAS e IMUNOLÓGICO 
(Exames Parasitológicos) 
Alberto Galdino - Biomedicina 
 
 
Parasitológico de Fezes: 
- Hoffman 
- Ritchie ou Formol-éter 
E, de acordo com a aula: 
- Bearmann – Moraes 
- Rugai 
- Coprocultura – Harada & Mori 
 
Pesquisa de larvas em secreções: 
- Líquidos orgânicos = BAL, escarro, urina, líquido pleural 
- Biópsia 
- Esfregaço citológico 
 
 Raio X, ultrasonografia - alteração no relevo mucoso Duodenojejunal 
 ELISA 
 Endoscopia digestiva 
 Biopsia intestinal 
 
 
~~ ANCILOSTOMÍASE / NECATORÍASE ~~ 
Ancylostoma duodenale e Necator americanus 
 
IMUNOLÓGICO 
 A eosinofilia é marcante na fase aguda da patologia, apresentando, também, uma 
pequena elevação das quantidades de IgE e IgG. Apesar de aparecerem na fase aguda, 
esses anticorpos são insuficientes para evitar reinfecções. 
 Na fase crônica, ocorre aumento significativo da quantidade de IgE e das 
imunoglobulinas IgG, IgA e IgM. 
 
 
DIAGNÓSTICO CLÍNICO 
 Difícil, inespecífico. 
 Pode ser coletivo quando realizado a partir da observação epidemiológica da 
população ou individual (através da anamnese e associação de sintomas cutâneos, 
pulmonares e intestinais, com ou sem anemia). 
 
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 
 Parasitológico, imunológico e imagem. 
- Para diagnosticar o parasitismo, é realizado o teste qualitativo para detecção de ovos de 
ancilostomídeos nas fezes através da sedimentação espontânea (Hoffman), de sedimentação 
e centrifugação (Blagg e cols.) e flutuação (Willis). 
 HOFFMAN 
 WILLIS 
 HARADA-MORI 
 
Resumo DIAGNÓSTICOS, TÉCNICAS e IMUNOLÓGICO 
(Exames Parasitológicos) 
Alberto Galdino - Biomedicina 
- É possível determinar quantitativamente o grau da infecção através do método de Stoll 
(resultado expresso no número de ovos por grama de fezes – OPG). 
Testes imunológicos como a imunofluorescência, fixação de complemento, hemaglutinação, 
precipitação e ELISA podem ser utilizados, porém são pouco usados na prática. 
 
 
Schistosoma mansoni 
A patogenia da doença está ligado a vários fatores, tais como cepa do parasito, carga 
parasitária adquirida, idade, estado nutricional e resposta imunitária da pessoa. De todos estes 
fatores parece que os dois mais importantes são a carga parasitária e a resposta do sistema 
imune do paciente. Assim, em população com a média do número de ovos nas fezes muito 
elevada, é mais frequente a forma hepatoesplênica e as formas pulmonares. sabe-se também 
que as alterações cutâneas e hepáticas são grandemente influenciadas pela resposta imune do 
paciente, frente aos antígenos dos esquistossômulos e dos ovos. 
 
DIAGNÓSTICO CLÍNICO 
No diagnóstico clínico, deve-se levar em conta a fase da doença. Além disso, é de fundamental 
importância a anamnese detalhada do caso do paciente. O diagnóstico pode ser direto através 
de exame de fezes, biópsia ou raspagem da mucosa retal; ou ainda através de métodos 
imunológicos ou indiretos. 
 
 Hoffman, Pons e Janer 
 Kato-katz 
 Biópsia ou raspagem da mucosa retal 
 
 
DIAGNÓSTOCO IMUNOLÓGICO 
 RFC 
 Hemaglutinação indireta 
 RIFI 
 ELISA 
 PCR 
 
 
Enterobius vermicularis 
 
PATOGENIA 
 O paciente só nota que alberga o verme quando sente prurido anal (principalmente a 
noite) ou quando vê o verme nas fezes. 
 Em infecções maiores, pode provocar enterite catarral por ação mecânica e irritativa. 
O ceco apresenta-se inflamado, e às vezes, o apêndice também é atingido. 
 O ato de coçar a região anal pode lesar ainda mais o local, possibilitando infecção 
bacteriana secundária. 
 
- Ação mecânica: erosões (inflamação catarral) 
- Ação irritativa: ação das fêmeas e substância gelatinosa durante a ovoposição 
- Hipersensibilidade: prurido anal + crises urticárias 
 
 
Resumo DIAGNÓSTICOS, TÉCNICAS e IMUNOLÓGICO 
(Exames Parasitológicos) 
Alberto Galdino - Biomedicina 
* Irritação perianal → prurido anal → perda de sono, irritabilidade → masturbação/erotismo 
* Eritema/congestão/muco 
* Escoriações na pele 
* Apendicite 
 
DIAGNÓSTICO CLÍNICO 
 prurido anal + sinais de irritação cutânea + Eosinofilia 4-15% 
 
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 
 métodos diretos e indiretos 
- Análise macroscópica: (simples observação / tamisação) 
- Análise microscópica: (Hoffman – pesquisa de ovos / Graham ou fita adesiva) 
- Análise histológica 
 
“OS MÉTODOS DE ROTINA NÃO SÃO ÚTEIS NO DIAGNÓSTICO DA ENTEROBIOSE.” 
 
 
 
Trichuris trichiura 
 
IMUNOLÓGICO 
 Hipersensibilidade aos produtos metabólicos 
 A resposta imune é Th2 
 Mastocitose intestinal, eosinofilia e aumento de IgE e IgG4 
 
DIAGNÓSTICO 
O diagnostico clínico não é especifico, devendo ser complementado pelo laboratorial. 
 
 
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 
 Presença de ovos nas fezes: principal método utilizado é o método Kato-Katz 
(quantitativo e qualitativo). 
 Vermes no ânus (olho nu) 
 
 
Resumo DIAGNÓSTICOS, TÉCNICAS e IMUNOLÓGICO 
(Exames Parasitológicos) 
Alberto Galdino - Biomedicina 
 
~~ TENÍASE E CISTICERCOSE ~~ 
Taenia saginata e Taenia solium 
 
IMUNOLÓGICO 
Cisticercose 
 Aumentos significativos de infócitos T e B, ↑ de eosinófilos no sangue e LCR 
 Predominância de IgG, havendo aumento menos acentuado de IgE e IgM (indicando 
que a resposta imunológica, tanto celular quanto humoral ao parasito está relacionada 
com a quantidade e viabilidade de cisticercos, localização nos órgãos, ou na 
musculatura ou com a reatividade imunológica do hospedeiro. 
 O cisticerco é capaz de produzir um escape da resposta imune humoral. O 
componente C1q pode ser inibido pela ação da paramiosina. 
 A taenistatina inibe as vias clássicas e alternativas do complemento, e parece interferir 
juntamente com outros fatores com a proliferação de linfócitos e com a função dos 
macrófagos, inibindo a resposta celular. 
 Nos paciente com neurocisticercose tem-se observado aumento da concentração das 
imunoglobulinas IGg, IgM, IgE, IGA e IgD. 
 
 
DIAGNÓSTICO CLÍNICO 
Teníase 
O diagnóstico pode ser clínico (mais difícil por ser predominantemente assintomática). 
- Parasitológico de fezes (direto ‘fita gomada/cálice de sedimentação’ e indireto ‘toxinas’) 
O exame laboratorial para investigação de ovos é mais utilizado empregando métodos 
rotineiros como o método de Faust e Hoffman, ou pelo método da fita gomada. 
-Para o diagnóstico específico/diferencial, há necessidade de se fazer tamização (lavagem em 
peneira fina) de todo o bolo fecal, recolher as proglotes existentes e identificá-las pela 
morfologia da ramificação uterina. 
 Métodos de Rotina (ovos) 
-FAUST 
-HOFFMAN 
-GRAHAM 
 Tamização 
 
 
 
Resumo DIAGNÓSTICOS, TÉCNICAS e IMUNOLÓGICO