A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
73 pág.
RESUMÃO 1ª PROVA FARMACOLOGIA

Pré-visualização | Página 13 de 20

que resulta em fasciculações e conseqüente bloqueio 
da transmissão neuromuscular. 
Agentes bloqueadores neuromusculares podem ser utilizados como adjuvantes da anestesia cirúrgica e em 
procedimentos ortopédicos, entre outros. 
 
(pós sinápticos) 
� Bloqueador não despolarizante – Bloqueiam os receptores de Ach e/ou canal iônico. 
– Antagonista de receptor nicotínico (revertido por um inibidor da Ach esterase – IAchE (anticolinesterásicos) ). 
-Fármacos bloqueadores não despolarizantes: Tubocurarina, atracúrio, vecurônio, pancurônio 
-Diferem na duração da ação 
-Adjuvantes na anestesia cirúrgica 
-Bloqueio inicia por músculos pequenos 
 -Todos são injetados E.V. 
- Os não-despolarizantes atuam como antagonistas competitivos da ACh nos receptores da placa muscular, impedindo a 
contração mediada por ACh (dependendo da quantidade de bloqueador, visto que a quantidade de ACh nas junções 
neuromusculares é sempre grande). Além da ação de antagonista, alguns estudos mostram que alguns bloqueadores 
não-despolarizantes também se ligam em auto-receptores colinérgicos pré-sinápticos (modulação pré-sináptica), 
inibindo a liberação de ACh na placa muscular durante a estimulação muscular repetitiva. Os efeitos são em série: 
primeiramente, os músculos faciais (oculares extrínsecos, pequenos músculos faciais) são afetados; depois, as 
extremidades e a faringe (dificuldade de deglutição); por último, os músculos respiratórios – que são também os 
primeiros a serem recuperados 
� Bloqueio despolarizante – agonista de receptor nicotínico (promove desativação do canal de sódio por intensa 
ativação, dim a abertura do Voc’s de Ca++ e dim a liberação de Ach, qdo matido a inativação causa espasmos). 
- São agonistas nos receptores de Ach 
• Agentes despolarizantes- Suxametônio, Succinilcolina 
• Agem como a Ach despolarizando a junção 
• 1º abertura canal sódio -despolariza(FaseI) Fasciculações 
• 2º Receptor incapaz de transmitir impulsos -> repolariza, resistindo a despolarização (Fase II) Paralisia Flácida 
 
Utilização: 
• Succinilcolina: Intubação endotraqueal rápida durante a indução da anestesia 
• Eletroconvulsoterapia-ECT 
•O bloqueio despolarizante produz fasciculações iniciais e, com freqüência, dor muscular pós operatória 
 •Administração E.V. -> rápida hidrólise pela AchE 
•Succinilcolina – Hipertermia maligna, Apnéia 
•Suxametônio- bradicardia, disritmias cardíacas (liberação de K+ particularmente em queimados ou traumatizados), 
elevação da pressão intra-ocular e hipertermia maligna (rara). 
 Fármaco 46 
 
_________________________________________________________________________________________________ 
Alguns fármacos importantes (resumo) 
1- Adrenalina: hormônio simpaticomimético de ação sobre os receptores alfa-adrenérgicos (gerando 
vasoconstrição) e beta-adrenérgicos (gerando aumento da força e da frequência cardíacas. É arritmogênico. 
2- Bretílio: agente anti-arrítmico, é anti-adrenérgico, além de bloquear canais de potássio. Pode gerar hipertensão 
seguida de hipotensão e extrassístoles. Usado em taquicardia e fibrilação ventricular, mas recomendado apenas 
em UTI’s, pelo grande potencial hipotensivo. 
3- Atropina: como vimos, é antagonista colinérgico muscarínico. Usado como hipertensivo, em casos de 
bradicardia. Pode gerar aumento da temperatura corporal (inibindo a sudorese). Pode gerar alucinações e 
delírio por ação no SNC, se administrado em altas doses. A estimulação cardíaca pode ser seguida por 
depressão reflexa: colapso circulatório e insuficiência respiratória. 
4- Lidocaína: antiarrítmico e anestésico por ser bloqueador dos canais rápidos de sódio de miócitos e nervos 
periféricos. 
5- Potássio: indução de hipercalemia, que leva a acentuada despolarização – pode gerar parada cardíaca, fraqueza 
muscular, etc. 
6- Cálcio: indução de hipernatremia, que leva a acentuada hiperpolarização – pode gerar parada cardíaca em 
sístole, tetania muscular, etc. 
O potássio pode ser utilizado no tratamento da hipernatremia e o cálcio pode ser usado no tratamento da hipercalemia, 
por possuírem características contrárias. 
 
Curiosidades 
• Cocaína: age bloqueando os receptores pré-sinápticos de dopamina, em especial na área de controle dos 
movimentos voluntários (iniciativa) e na área septal (recompensa, vício). 
• LSD: age como agonista serotoninérgico, em especial no locus cerúleos, que faz sinapses com regiões diversas 
do córtex, criando sensações variadas e alucinógenas. 
• Álcool: auxilia a inibição GABAérgica e é antagonista glutamatérgico (impede a excitação pelo glutamato), age 
especialmente na área pré-frontal do córtex, impedindo a formação de memórias e inibindo o comportamento 
sociável (o bêbado perde a noção do que deve ou não deve fazer). 
• Maconha: mimetiza a ação e é mais durável que o canabinóide natural do SNC ( a anandamida, liberada como 
inibidora dos inibidores normais da dopamina. Causa relaxamento, lentidão e remoção de memória recente. 
• Heroína: ação mimética do opióide natural do SNC (liberado como inibidor dos inibidores normais da 
dopamina), age nas áreas responsáveis pelo processamento da dor, pela resposta ao estresse e pelas respostas 
com caráter emocional. É da mesma família da morfina. 
• Metanfetamina: mímico da dopamina, expulsa a dopamina das vesículas (por captura 1). Age na área pré-septal, 
como estimulante. 
• Ecstasy: mímico pré-sináptico da serotonina, é capturado pelos transportadores de serotonina e leva à extrusão 
da serotonina das vesículas (similar à metanfetamina). Age na área pré-septal e em diversas áreas responsáveis 
pelo humor, pelo sono, pela percepção e pelo apetite. 
________________________________________________________________________________________ 
 
 
 
 Fármaco 47 
 
Hipertensão arterial 
introdução 
A hipertensão arterial (HTA), hipertensão arterial sistêmica (HAS) conhecida popularmente como pressão alta é uma das 
doenças com maior prevalência no mundo moderno e é caracterizada pelo aumento da pressão arterial, aferida 
com esfigmomanômetro (aparelho de pressão) ou tensiômetro, tendo como causas a hereditariedade, a obesidade, o 
sedentarismo, o alcoolismo, o estresse, o fumo e outras causas. Ela ocorre a ativação excessiva de uma proteína 
chamada de RAC1. Pessoas negras possuem mais risco de serem hipertensas. A sua incidência aumenta com a idade, 
mas também pode ocorrer na juventude. 
Considera-se hipertenso o indivíduo que mantém uma pressão arterial acima de 140 por 90 mmHg ou 14x9, durante 
seguidos exames, de acordo com o protocolo médico. Ou seja, uma única medida de pressão não é suficiente para 
determinar a patologia. A situação 14x9 inspira cuidados e atenção médica pelo risco cardiovascular. 
Pressões arteriais elevadas provocam alterações nos vasos sanguíneos e na musculatura do coração. Pode ocorrer 
hipertrofia do ventrículo esquerdo, acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio, morte súbita, insuficiências 
renal e cardíacas, etc. 
O tratamento pode ser medicamentoso e/ou associado com um estilo de vida mais saudável. De forma estratégica, 
pacientes com índices na faixa 85-94 mmHg (pressão diastólica) inicialmente não recebem tratamento farmacológico. 
Fatores de risco 
A hipertensão arterial pode ou não surgir em qualquer indivíduo, em qualquer época de sua vida, mas algumas 
situações aumentam o risco. Dentro dos grupos de pessoas que apresentam estas situações, um maior número de 
indivíduos será hipertenso. Como nem todos terão hipertensão, mas o risco é maior, estas situações são chamadas de 
fatores de risco para hipertensão. São fatores de risco conhecidos para hipertensão: 
• Idade: Aumenta o risco com o aumento da idade. 
• Sexo: Até os cinquenta