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Resumão 2ª prova FARMACOLOGIA

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2ª PROVA - Farmacologia 
Resumo – Alberto Galdino 
Antiinflamatórios Não-Esteróides (AINES) 
 
A classe dos medicamentos antiinflamatórios podem ser divididos em não-esteroidais e 
esteroidais. Os medicamentos antiinflamatórios não-esteroidais (MAINEs ou AINES) são ácidos 
orgânicos fracos (ou seja, que não se ionizam completamente ou com facilidade) usados para 
tratar sinais e sintomas da inflamação. Esses medicamentos são utilizados para tratar 
processos inflamatórios instalados. Apresentam como ações farmacológicas: 
efeito antiinflamatório, analgésico, antipirético. Os salicilatos e outros fármacos semelhantes 
utilizados no tratamento da doença reumática compartilham a capacidade de suprimir os 
sinais e sintomas da inflamação. Essas drogas também exercem efeitos antipiréticos e 
analgésicos, porém as suas propriedades antiinflamatórias é que as tornam de grande 
utilidade no tratamento de distúrbios em que a dor está relacionada à intensidade do processo 
inflamatório. 
 
O objetivo final da maioria das terapias com AINES consistem em inibir a geração de 
eicosanoides proinflamatórios mediada pela COX e em limitar a extensão da inflamação, 
febre e dor. A atividade antipirética desses fármacos provavelmente está relacionada com a 
redução dos níveis de PGE2, particularmente na região do cérebro que circunda o 
hipotálamo. 
“Apesar dos benefícios oferecidos pelos AINES atuais, esses fármacos suprimem apenas os 
sinais da resposta inflamatória subjacente.” 
 
Com exceção da aspirina, todos os AINES atuam como inibidores competitivos e reversíveis da 
ciclooxigenase. Esses fármacos bloqueiam o canal hidrofóbico da ciclooxigenase ao qual se liga 
o substrato ÁCIDO ARACDÔNICO, impedindo assim o acesso do ácido aracdônico ao sítio ativo 
da enzima. Os AINES tradicionais inibem tanto a COX-1 quanto a COX-2 e diferentes graus. 
Devido à inibição da COX-1, o tratamento a longo prazo com AINES apresenta muitos efeitos 
deletérios. As funções citoprotetoras dos produtos eicosanoides da COX-‘ são eliminadas, 
levando a um espectro de gastropatia induzida por AINES, incluindo dispepsia, gastrotoxidade, 
lesão e hemorragia subepteliais, erosão da mucosa gástrica, ulceração franca e necrose da 
mucosa gástrica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2ª PROVA - Farmacologia 
Resumo – Alberto Galdino 
↗Principais Classes de AINES 
 
 Salicilatos (Aspirina, Diflunisal, Salicilato de Metila, Ácido Salicílico*) 
A Aspirina é amplamente utilizada no tratamento da dor leve a moderada, cefaleia, 
mialgia e artralgia. Atua de modo irreversível, acetilando o resíduo serina do sítio ativo 
da COX-1 e da COX-2. A acetilação da COX-1 destrói a atividade de ciclooxigenase da 
enzima, impedindo a formação de prostaglandinas, tromboxanos e protaciclinas 
derivados da COX-1. Os Salicilatos (juntamente com a Indometacina, o Piroxicam e o 
Ibuprofeno) também podem inibir o surto oxidativo dos neutrófilos ao reduzir a 
atividade da ADPH oxidase. 
 
 Derivados da Pirazolona (Fenilbutazona, Oxifenilbutazona, Antipirina, Aminopirina, 
Dipirona -Novalgina- , Apazone) 
 
 Derivados do Para-aminofenol (Fenacetina, Acetaminofeno) 
O Acetoaminofeno embora exerça efeitos analgésicos e antipiréticos semelhantes aos 
da aspirina, o seu efeito anti-inflamatório é insignificante, devido à inibição fraca das 
ciclooxigenases. (Não é tecnicamente um AINE). 
 
 Fenamatos (Meclofenamatos, Ácido Mefenâmico) 
Amos inibem as ciclooxigenases, mas também antagonizam em vários graus os 
receptores de prostanóides. 
 
 Derivados do Ácido Propiônico (Ibuprofeno, Cetoprofeno, Naproxeno, Fenoprofeno) 
O Ibuprofeno é um analgésico relativamente potente, utilizado no tratamento da 
artrite reumatoide, osteoartrite, espondilite anquilosante, GOTA e disminorréia 
primária. O Narpoxeno é 20 vezes mais potente que a Aspirina. 
 
 Derivados Indólicos ‘Ácido Acético’(Indometacina, Sulindaco, Etodolaco) 
Incluem os ácidos Indolacéticos e Fenilacéticos. Além de inibir a ciclooxigenase, muitos 
desses AINES promovem a incorporação do ácido araquidônico não esterificado em 
triglicerídeos, reduzindo assim, a disponibilidade do substrato para a ação da 
ciclooxigenase e lipoxigenase. 
 
 Derivados do Oxicam (Piroxicam, Tenoxicam) 
O Piroxicam exerce efeitos adicionais na modulação da função dos neutrófilos, 
inibindo a colagenase, a proteoglicanase e o surto oxidativo. 
 
 Inibidores preferenciais COX-2 (Nimesulida, Nabumetona, Meloxicam) 
Tem a vantagem teórica de inibir os mediadores químicos responsáveis pela 
inflamação, enquanto mantém os efeitos citoprotetores dos produtos da atividade da 
COX-1. 
 
 Inibidores seletivos COX-2 (Celecoxib, Rofecoxib -Vioxx-, Valdecoxib) 
São derivados do ácido sulfônico, com seletividade 100 vezes maior para a COX-2. Os 
inibidores seletivos da COX-2 possuem propriedades anti-inflamatórias, antipiréticas e 
analgésicas semelhantes aos AINES tradicionais, porém não compartilham as ações 
antiplaquetárias dos inibidores da COX-1. 
 
 
 
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Resumo – Alberto Galdino 
↗Mecanismo de Ação 
Inibição periférica e central da atividade da enzima ciclooxidase e subsequente diminuição da 
biossíntese e liberação dos mediadores da inflamação, dor e febre (prostaglandinas). 
Assim como qualquer fármaco, os AINES, para realizar qualquer efeito molecular em nível 
celular, deve-se ligar a um receptor farmacológico específico e desencadear sua atividade 
intrínseca. Ao ser ativado, o receptor inicia uma cascata de eventos que culmina em uma 
transdução de sinal. 
 
-Analgésicos 
 Cefaléia 
 Mialgias 
 Dor odontológica 
 Artralgias 
 Dor pós-operatória 
 Dismenorreias 
 
Inibição COX Bloqueio da formação de PGs 
Fenamatos Antagonista receptores PGs 
 
 As citocinas do processo inflamatório (principalmente a IL-1 e IL-8) induzem a 
produção de COX (principalmente a COX-2) por meio 
do aumento da transcrição gênica desta enzima. O 
aumento da COX promove o aumento da síntese de 
PGE2, que tem a função de sensibilizar os receptores 
de dor (nociceptores). Quando o nociceptor é ativado 
e sensibilizado, o limiar de dor diminui, o que pode 
desencadear esta modalidade sensitiva com maior 
facilidade. Como os AINES inibem a COX, há uma 
diminuição das concentrações de PGE2, fazendo com 
que o limiar de dor dos nociceptores seja restabelecido. 
 
 
-Anti-piréticos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2ª PROVA - Farmacologia 
Resumo – Alberto Galdino 
O processo inflamatório estimula a produção de 
citocinas (principalmente, a IL-6). A IL-6 induz a uma maior 
produção de COX no sistema nervoso central (especialmente 
a COX-3 no centro termorregulador do hipotálamo). 
 O AINE atua inibindo esta COX-3. Esta enzima produz 
PROSTANÓIDES, como o PGE2 no hipotálamo. A PGE2 ativa 
seu receptor que, por transdução do sinal, faz com que o 
hipotálamo induza uma maior produção de calor pelo corpo. 
Desse modo, instala-se a febre. Inibindo a COX-3, este 
mecanismo é impedido. 
 
- Anti-inflamatórios 
Artrite Reumatóide, Espondilite Anquilosante, Osteoartrite 
 Bloqueio da formação de PGs por inibição da COX 
 Diminuição da migração (PMN e Monócitos) 
 
↗Efeitos Colaterais 
 Distúrbios Gastrointestinais (úlcera): 
Por inibirem a COX-1, os AINEs impedem a síntese de prostaglandinas gástricas, 
especialmente PGI2 e PGE2, que servem como agentes citoprotetores da mucosa 
gástrica. Estes eicosanóides agem inibindo a secreção ácida pelo estômago, 
aumentando o fluxo sangüíneo na mucosa gástrica e promovendo a secreção de 
mucocitoprotetor. A inibição da sua síntese, portanto, acarreta ao estômago uma 
maior suscetibilidade às lesões; cujo aspecto característico, com infiltrado 
inflamatório, levou ao uso da denominação de gastropatia por AINE. 
 
 Renal: 
Os AINEs podem