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Resumão 2ª prova Parasitologia

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- PARASITOLOGIA 
Resumo – Alberto Galdino 
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o Comprimento: 50 – 55 μm / Largura: 22 μm. 
o Ascendente o hospedeiro. 
o Infecções intensas: Ocupam também, o cólon distal reto e poção distal do íleo. 
o É considerado um parasita tissular: pois toda a região esofagiana do parasito penetra 
na camada epitelial da mucosa intestinal do hospedeiro, a porção posterior fica 
exposta na luz intestina. 
o Alimentam-se de enterócitos e sangue (segundos alguns autores). 
 
Habitat 
 Parasito tissular 
 Intestino grosso do homem, e em infecções moderadas, está localizada no ceco e 
cólon ascendente. Nas infecções intensas ocupam o cólon distal, reto e porção distal 
do íleo. 
 A porção anterior penetra na mucosa intestinal, se alimentando de restos dos 
enterócitos lisados pela ação de enzimas proteolíticas secretadas pelas glândulas 
esofagianas do parasito (esticócitos). 
 A extremidade posterior fica livre na luz intestinal, facilitando a fecundação e a 
eliminação dos ovos. 
 
Nutrição 
 Enterócitos 
 Líquido intersticial, sangue 
 
Ciclo Biológico 
 Tipo monoxeno. 
 Reprodução sexuada. 
 Os ovos são eliminados nas fezes. 
 A fêmea elimina cerca de 3.000 a 20.000 ovos/dia 
 O ovo recém eliminado desenvolve-se no ambiente 
para se tornar infectante, dependendo das 
condições ambientais principalmente a 
temperatura. 
 Os ovos contaminam a água e os alimentos (são 
altamente resistentes) e ao serem ingeridos as 
larvas eclodem no intestino delgado através de um 
dos opérculos polares. As larvas eclodem devido a 
exposição do ovo ao suco gástrico e pancreático. 
 As lavas inicialmente penetram no epitélio da 
mucosa intestinal migram na região duodenal 
(permanecem lá por 5 a 10 dias), depois ganham luz 
intestinal e migram para a região cecal onde 
completam seu desenvolvimento. 
 Em sua migração à luz intestinal, forma tuneis sinuosos na superfície epitelial da 
mucosa. Durante este período, as larvas se desenvolvem em vermes adultos, passando 
pelos 4 estágios larvais típicos do desenvolvimento dos nematódeos. 
 O crescimento e desenvolvimento dos vermes levam ao rompimento das células 
epiteliais e à exposição desta região à luz intestinal. 
 
PERIODO PRÉ PATENTE: 60-90 dias 
Extremidade anterior MUCOSA; Extremidade posterior LIVRE = CÓPULA = liberação de ovos 
não embrionados nas fezes. 
2ª Prova - PARASITOLOGIA 
Resumo – Alberto Galdino 
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Patogenia 
 Maioria assintomático 
 Depende da idade do hospedeiro, estado nutricional (resposta imunológica), carga 
parasitária, distribuição dos vermes adultos no intestino. 
 Lesões confinadas apenas ao intestino 
 Leves: < 1.000 ovos / g de fezes 
 Moderadas: De 1.000 a 9.999 ovos / g de fezes 
 Infecções com ↓ quantidade de adultos (< 100 vermes): os vermes ficam no cólon 
 Infecções com quantidade moderada ou intensa: reação inflamatória aumenta, 
ulcerações na mucosa intestinal. Diarréia, vômito, náuseas, dor de cabeça, dor 
epigástrica e no baixo abdômen. Infecção grave: síndrome disentérica crônica, diarréia 
intermitente com presença de muco, sangue, dor abdominal, desnutrição grave, 
anemia, prolapso retal. 
 Mecanismos irritativos → Terminações nervosas → Motilidade – funções do intestino 
grosso(não realizará sua função de absorver água por causa do alto peristaltismo) = 
diarreia = desidratação. 
 
 Hipersensibilidade aos produtos metabólicos 
 A resposta imune é Th2 
 Mastocitose intestinal, eosinofilia e aumento de IgE e IgG4 
 
 Aumento da produção de muco 
 Descamação da camada epitelial 
 Diminuição da absorção intestinal 
 Presença de eosinófilos próximos aos esticossomos 
 
Th2 IL-4 IL-5 IL-9 IL-13 Novos enterócitos. Aumento da secreção mucosa. 
 
 Ingestão de sangue pelos vermes adultos – volume mínimo 
 Presença de sangue nas fezes – perdas significativas → Quadro Anêmico 
 Níveis elevados de TNF-α – falta de apetite → Quadro de Caquexia 
 Redução dos níveis do hormônio IGF 
 
Edema da mucosa retal + sangramento intenso = Esforço continuado de defecação 
~ Reflexo de defecação na ausência de fezes no reto 
~ Alterações nas terminações nervosas locais PROLAPSO RETAL 
~ Aumento do peristaltismo 
 
Não ocorre comprometimento da musculatura pélvica 
Existem relatos de infecções intensas. 
 
Manifestações Clínicas 
 Depende da carga parasitária 
 Infecções leves: assintomática 
 Infecção moderada: cefaleia, dor epigástrica e no baixo abdômen. Diarreia, náuseas e 
vômitos (é inespecífico). 
 Infecção intensa: síndrome disentérica crônica 
 
 
 
 
- Dor abdominal com tenesmo 
- Diarréia intermitente 
- Presença abundante de muco 
- Sangue 
< 1000 (ovos por grama) – leve 
> 1000 e < 10000 opg – moderada 
> 10000 opg - intensa 
- Anemia 
- Prolapso retal 
- Destruição grave 
- Peso e altura 
2ª Prova - PARASITOLOGIA 
Resumo – Alberto Galdino 
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Diagnóstico 
 O diagnostico clínico não é especifico, devendo ser complementado pelo laboratorial. 
 Presença de ovos nas fezes: principal método utilizado é o método Kato-Katz 
(quantitativo e qualitativo). 
 Vermes no ânus (olho nu) 
 
Tratamento 
As drogas mais eficientes no tratamento da tricuríase humana são: 
 Albendazol (<50% eficácia) – larvicida 
 Mebendazol – bloqueia a captação de glicose e aminoácidos 
 Albendazol + Ivermectina (65%) 
 
Profilaxia 
 Saneamento básico 
 Educação 
 Tratamento 
 Higiene e proteção contra moscas e baratas que conduzem os ovos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2ª Prova - PARASITOLOGIA 
Resumo – Alberto Galdino 
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Enterobius vermicularis 
ENTEROBIOSE 
Família: Oxyuridae 
Classe: Nematoda 
Filo: Nemathelminthes 
Sub-Reino: Metazoa 
 
Epidemiologia 
 Helmintíase cosmopolita de alta prevalência 
 Apenas o homem é capaz de albergar 
 Grande quantidade de ovos eliminados 
 Tornam-se infectantes rapidamente 
 Resistem no ambiente por 3 semanas 
 Ovos leves são facilmente disseminados 
 
Morfologia 
 OVO EMBRIONADO 
 LARVA 
 VERMES ADULTOS ‘macho’ e ‘fêmea’ 
 Asas cefálicas = expansões vesiculares 
 Cutícula finamente estriada transversalmente que forma sobre as laterais do 
corpo uma crista prismática longitudinal, visível ao corte transversal 
 Habitat normal: intestino grosso 
 Outros habitats: fígado, rins e próstata 
 ‘Fêmea’ extremidade posterior afilada, 1 cm de comprimento (↑que o macho) 
Cauda pontiaguda e longa. Vulva abre na porção média anterior, que é seguida por 
uma curta vagina que se comunica com dois úteros. 
 ‘Macho’ extremidade posterior enrolada ventralmente, 3-5mm de comp. 
Cauda recurvada em sentido ventral com um espículo presente. Único testículo. 
 Ovo torna-se infectante após o contato com o O2 no períneo ou no meio 
ambiente (50-60um). 
Habitat 
 Machos e fêmeas vivem no ceco e apêndice. As fêmeas, repletas de ovos (5-16 mil 
ovos), são encontrados na região perianal (acabam morrendo). 
 Em mulheres, às vezes pode-se encontrar o parasito na vagina, útero e bexiga. 
 
Transmissão 
 Heteroinfecção ou Primoinfecção: quando ovos presentes na poeira ou alimentos 
atingem novo hospedeiro. 
 Auto-Infecção Externa ou Direta: a criança leva os ovos da região perianal à boca. 
 Auto-Infecção Interna (reto): larvas eclodem dentro do reto e depois migram até o 
ceco, transformando-se em vermes adultos. 
 Retroinfecção (região perianal): as larvas eclodem na região perianal ‘externamente’, 
penetram pelo ânus e migram pelo intestino grosso