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Resumão 2ª prova Parasitologia

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tornam-se fibrosados 
HEPATOMEGALIA → Hepatite Larvar. 
- Lesões Pulmonares: pontos hemorrágicos na passagem das larvas para os alvéolos. 
L3/ L4/ L5: são muito antigênicas ‘pulmão’ leva à pneumonia (Síndrome de Loeffer) que 
causa febre, tosse, eosinofilia 50%. 
Infiltração de linfócitos e PMN. Descamação do epitélio (quadro de pneumonite difusa 
ou pneumonia lobar). 
 DIAGNÓSTICO: ESCARRO ou ASPIRADO DO ESTÔMAGO. 
 
 VERME ADULTO 
Em infecções de baixa intensidade (3 a 4 vermes), o hospedeiro não apresenta 
manifestação clínica. 
Já nas infecções médias, 30 a 40 vermes ou maciças ( 100 ou mais vermes) podem ter 
as seguintes alterações: 
 Ação Espoliadora: os vermes consomem grande quantidade de proteínas, 
carboidratos, lipídios e vitaminas A e C, levando o paciente à subnutrição e 
depuramento físico e mental. 
 Ação Tóxica: reação entre antígenos parasitários e anticorpos alergizantes do 
hospedeiro, causando edema, urticária, convulsões etc. 
 Ação mecânica: causam irritação na parede intestinal e podem causar sua 
obstrução (por enovelamento). 
 Localizações Ectópicas: quando o helminto se desloca de seu hábitat normal 
para atingir outro local. Ex: eliminação do verme pela boca e narinas. 
 
Bolo de Ascaris → obstrução intestinal ou necrose → Perfuração intestinal → Peritonite 
Perfil Th2 → eosinófilos e mastócito → liberação de grânulos → enzimas proteolíticas → 
verme 
 
Imunologia 
Resposta imune Th2, com mastocitose, eosinofilia e produção de anticorpos não funcionais. 
Opsonização. 
Mastócitos: Lise Direta e (Indireta: via histamina → eosinófilos) 
Macrófagos Mф → IL-1, TNF-α → ↑produção de muco pelas células caliciformes 
-IgE: aumento da contração da musculatura lisa (processo de arreio) 
 
Manifestações Clínicas 
 Fase Inicial (migração de larvas no tecido, 4 a 16 dias após a ingestão de ovos) 
- Urticária - Edema - Febre - Bronquite - Asma - Pneumonia Intersticial 
 Fase Crônica (6 a 8 semanas após a ingestão dos ovos) 
- Dores abdominais - Diarréia/Disenteria - Abcesso Hepático - Pancreatite Larvar 
 Nervosas (áscaris errático) 
- Agitação - Cefaléia - Sonolência - Epilepsia - Meningite Cardiológica 
 
Diagnóstico 
 Clínico: sinais e sintomas + imagem: radiografia (análise do parênquima hepático: 
focos necróticos). Como o parasito não se multiplica dentro do hospedeiro, a 
exposição contínua a ovos infectados é a única fonte responsável pelo acúmulo de 
vermes adultos no intestino do hospedeiro. 
 
2ª Prova - PARASITOLOGIA 
Resumo – Alberto Galdino 
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 Laboratorial 
Método Direto: ver ovos, larvas, vermes 
- Análise macroscópica (Simples observação, Tamisação) 
- Análise microscópica (Hoffman, Métodos de contagem ‘ovos’) 
- Pesquisa de larvas (Escarro, Aspirado de estômago) 
 
Método indireto: imunológicos (não é satisfatório) 
Indicado apenas nas ‘fases de migração larvária’ e ‘nas infecções apenas com machos’. 
 
Tratamento 
Existem várias drogas eficientes contra o A.lumbricoides, sendo as seguintes mais utilizadas: 
 Tetramisole: dose única. Eficacia de 90-94%. Podendo ter os seguintes efeitos 
colaterais: náuseas, cólicas, mal-estar e vômitos. Contra-indicado para gestantes e 
pacientes transplantados. 
 Piperazina :alta eficiencia e raros efeitos colaterais. Contra-indicado na insuficiencia 
renal e gravidez. 
 Mebendazol: a eficácia de 98% e com raros efeitos colaterais ( dores abdominais e 
diarréia); contra-indicação: gestação. 
 Pamoato de pirantel: com eficacia de 80-100% de cura. Os efeitos colaterais são: 
náuseas, vômitos, sonolência, cefaléia; contra-indicado : gravidez e disfunção hepática. 
 Albendazol: apresenta 97% de eficiência e ausência de efeitos colaterais. 
 Em casos de oclusão e suboclusão: administrar pela sonda nasogástrica 
Hexahidrato de Piperazina + 50 ml de óleo mineral ou laxantes. 
 Tratamento cirúrgico 
 Plantas com atividade helmíntica: pimenta e hortelã. 
 
Profilaxia 
 Educação sanitária, Higiene Pessoal 
 Saneamento básico, com ênfase para o destino adequado das fezes humanas 
 Cuidados higiênicos no preparo dos alimentos (particularmente de verduras) 
 Combate aos insetos domésticos, pois moscas e baratas podem veicular os ovos 
 Tratamento das pessoas parasitadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2ª Prova - PARASITOLOGIA 
Resumo – Alberto Galdino 
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Toxocara canis / Larva migrans 
Os animais domésticos e silvestres possuem uma séria de parasitos, cujas larvas infectantes só 
são capazes de completar o ciclo quando alcançam seu hospedeiro próprio. Quando essas 
larvas infectam um hospedeiro anormal, como o homem, a maioria delas não será capaz de 
evoluir nesse hospedeiro, podendo então realizar migrações através do tecido subcutâneo ou 
visceral. Não atingem a maturidade sexual, produzindo respectivamente as síndromes: 
LARVA MIGRANS CUTÂNEA, LARVA MIGRANS VISCERAL e LARVA MIGRANS OCULAR. 
 
Epidemiologia 
 Cosmopolita 
 Relação direta com animais como cães e gatos 
 Praias, praças publicas, parques, caixa de areia (crianças mais acometidas) 
 
Biologia do Parasito / Morfologia 
 VERME ADULTO ‘macho’ 4 a 10 cm ‘fêmea’ 6 a 18cm 
 LARVA 
 OVO 
Fêmea elimina 2 milhões de ovos por dia (período fértil) e 200 mil (8º mês ate o fim da vida) 
Apenas os ovos embrionados contendo L3 são infectantes. 
 
Habitat 
 Luz do tubo digestivo de cães e gatos 
 Visceras e globo ocular (fígado, pulmões, cérebro, olhos, linfonodos) ‘homem’ 
 
Transmissão 
Cães e Gatos 
 Eles eliminam milhares de ovos diariamente 
 No meio exterior em condições de temperatura e ambiente favoráveis ocorre o 
desenvolvimento de L1 do ovo, que eclode e se alimenta no solo de matéria orgânica 
 Em 7 dias, L1 realiza 2 MUDAS, atingindo o estagio de larva infectante: L3 
 L3 não se alimenta e pode sobreviver por semanas 
 Cães e gatos podem se infectar pelas vias oral, cutânea e transplacentária. 
 As L3 sofrem duas mudas nesse hospedeiro e atingem a maturidade sexual em 4 sem. 
Humanos 
 As L3 penetram ativamente na pele do homem e migram através do tecido subcutâneo 
por semanas ou meses e morrem. 
 Ingerindo ovos L3, onde há eclosão no intestino delgado, e elas penetram a parede 
intestinal, e atingem a circulação, distribuindo-se por todo o organismo 
 A medida que os L3 progridem, deixam atrás de si um rastro sinuoso “bicho geográfico” 
 Ao atingir a circulação sanguínea e ser transportadas aos pulmões, atravessando os 
capilares e alcançam a árvore brônquica (podendo ser encontrada nos escarros). 
 Quando ingeridas, as L3 atingem o intestino e podem migrar através das vísceras, 
provocando o LMV. 
 
OVO L3 → eclosão → L3 (cérebro, perfuração veias mesentéricas...) → circulação (EM 
HUMANOS PARA AQUI) → FP → L4 → L5 → Vermes Adultos (cópula) → OVOS 
 
No homem migram para o órgão, mas não crescem. 
Após migração, são destruídas e formam uma lesão típica: GRANULOMA ALÉRGICO 
Larva + Tecido Necrótico – Eosinofilia e monócitos → Células epitelioides → Gigantócitos → 
destruição dos restos parasitários. 
2ª Prova - PARASITOLOGIA 
Resumo – Alberto Galdino 
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Manifestações Clínicas 
LARVA MIGRANS CUTÂNEA 
 Dermatite serpiginosa e dermatite pruriginosa 
 Apresenta distribuição cosmopolita, porém ocorre com maior frequência nas regiões 
tropicais e subtropicais. Principais agentes etiológicos: Ancylostoma braziliense e 
Ancylostoma caninum, parasitos de intestino delgado de cães e gatos. 
 Sintomas: As partes do corpo frequentemente atingidas são os pés, pernas, nádegas, 
mãos e antebraços e mais raramente boca, lábios e palato. No local da penetração das 
L3, aparece primeiramente uma lesão eritemopapulosa