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Resumão 2ª prova Parasitologia

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que evolui, assumindo um 
aspecto vesicular. 
 Diagnóstico: Anamnese, sintomas e aspecto dermatológico da lesão, caracterizado por 
erupção linear e tortuosa na pele. 
 Tratamento: tiabendazol, albendazol, ivermectina, cloretila e neve carbônica, etc. 
 
LARVA MIGRANS VISCERAL 
 As manifestações clínicas causadas pela migração das larvas podem ser assintomáticas, 
subagudas ou agudas. 
 Na maioria dos casos apresentam um quadro subclínico e sem diagnóstico. 
 A severidade do quadro clínico depende da quantidade de larvas presentes no 
organismo, do órgão invadido e da resposta imunológica do paciente. 
 Sintomas: o quadro clássico de LMV caracteriza-se por hipereosinofilia sanguínea, 
hepatomegalia e linfadenite. Em alguns casos, pode-se observar infiltrados 
pulmonares acompanhados de tosse, dispnéia, anorexia e desconforto abdominal. 
 Diagnóstico: Difícil, pois a única evidência de certeza é a identificação da larva nos 
tecidos através de biópisias. Na maioria das vezes, os exames histológicos são 
inconclusivos, devido à dificuldade do encontro das larvas. 
 Tratamento: Vários anti-helmintícos são usados no tratamento da LMV, mostrando 
diferentes graus de eficácia e segurança. Ex: Albendazol. 
 
LARVA MIGRANS OCULAR 
 Geralmente não apresentam hipereosinofilia e a resposta imunológica é menos 
intensa que na LMV. 
 A forma ocular ocorre quando o número de ovos ingeridos é reduzido (menos de 100) 
 A maioria das infecções oculares é unilateral, e são vários os aspectos clínicos que 
podem assumir, sendo e endoftamia crônica é a forma mais comum, geralmente 
envolvendo a coróide, retina e vítreo, determinando a perda de visão em casos graves. 
 Pode também ocorrer granuloma do pólo posterior, 
granuloma periférico do olho, hemorragia retiniana, papilites, 
iridociclites, catarata, queratite e lesões orbitárias 
 
HUMANOS NÃO LIBERAM OVOS! 
 
Tratamento (no geral) 
 Fundamenta-se em todos os dados clínicos, hematológicos, radiológicos e 
imunológicos. O exame de fezes É SEMPRE NEGATIVO, visto não competar-se no 
homem a evolução de Toxocara (a não ser que tenha ocorrido ingestão de L5). 
 Há êxito em ELISA, utilizando-se como antígenos, larvas L2, mantidas em cultura 
 
Profilaxia 
 Tratamento anti-helmintico de cães e gatos 
 Reduzir população de cães e gatos errantes 
 Proteger espaços destinados à recreação das crianças usando cercas teladas 
2ª Prova - PARASITOLOGIA 
Resumo – Alberto Galdino 
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ANCILOSTOMÍASE / NECATORÍASE 
Ancylostomidae se constitui numa família de helmintos, de ampla distribuição geográfica, com 
significativa importância clínica na etiologia da ancilostomose (uma enteroparasitose também 
conhecida como amarelão, opilação, etc.), doença de curso crônico mas que pode que evoluir 
ao óbito. A parasitose pode ocorrer em diversos mamíferos: cães, gatos e também no homem. 
Enquanto o A. duodenale se encontra em maior proporção em áreas temperadas, o Necator 
americanus tem maior incidência em regiões tropicais. 
- Helminto cosmopolita, causador das helmintíases: 
 Ancylostoma duodenale 
 Necator americanus 
 Ancylostoma ceylanicum 
 
- Família: Ancylostomatidae/Ancylostomidae 
- Gênero: Ancylostoma / Necator 
- Espécie: A. duodenale (20-30 mil ovos) / N. americanus (6-11 mil ovos) 
 
Epidemiologia 
- Fatores que contribuem: tempo de vida do parasito; viabilidade das larvas; Condições de 
saneamento precárias. 
- Para os estágios de vida livre, um solo arenoso, que preserva umidade e aeração, bem como 
rico em matéria orgânica, fornece condições suficientes para seu desenvolvimento. A 
temperatura também é um fator importantíssimo nesse processo. Em regiões de clima frio e 
em de semi-árido não há sobrevivência de ancilostomídeos. 
 
Morfologia 
Em ambos os sexos, a cápsula bucal é uma modificação da extremidade anterior. 
 A. duodenale: com 2 pares de dentes na cápsula bucal 
 N. americanus: com lâminas cortantes na cápsula 
 A. braziliensis: com um par de dentes grandes e um pequeno 
 A. caninum: com 3 pares de dentes 
 
‘Macho’ – um testículo 
‘Fêmea’ – dois ovários 
Ovo: membrana fina – blastômero 
 
OVO → Blastômeros → L1 (eclosão) → L2 (ambiente) → L3 
1 a 3 semanas para maturação completa. 
 
 OVO 
Tem aspecto arredondado ou elipsóide, com dimensões de 60m x 40m para 
A. duodenale e 70m x 40m para o N. americanus. Entre a casca e a massa germinativa 
existe um halo cristalino, característica que é comum a ambas as espécies. 
 
 LARVA RABDITÓIDE (L1/L2) 
Possui vestíbulo bucal longo, com tamanho equivalente ao seu diâmetro. Apresenta 
apenas um vestígio de primórdio genital, sendo, por isso, pequeno e pouco visível. 
Presença de cutícula única. 
 
Larva Rabditóide Ancylostomatidae: vestíbulo bucal longo, vestígio do primórdio 
genital, cutícula única, EXTREMIDADE PONTIAGUDA 
Larva Rabditóide Strongyloides stercolaris: primórdio genital, extremidade bifurcada. 
Sistema reprodutor tipo tubular e bastante simples (todos Nematelmintos) 
Diferenciação de Ancylostomatidae e Strongyloides: 
requer visualização do PRIMÓRDIO GENITAL 
2ª Prova - PARASITOLOGIA 
Resumo – Alberto Galdino 
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 LARVA FILARIÓIDE (L3) 
Apresenta cauda afilada, diferentemente da cauda talhada própria da espécie 
Strongyloides stercoralis. Sua bainha é constituída por uma dupla cutícula (interna e 
externa). 
 
 VERMES ADULTOS 
Ancylostoma duodenale: Os helmintos adultos (de ambos os sexos) são 
cilindriformes, com extremidade anterior curvada (em forma de “c”), exibem um 
par de dentes ventrais na margem interna da boca e duas lancetas subventrais no 
fundo da cápsula bucal. Quando analisadas a fresco, tem a cor róseo-
avermelhada, enquanto que, depois de fixados, assumem coloração 
esbranquiçada. O dimorfismo sexual é bastante evidente, sobretudo no 
que se refere à extremidade posterior. 
Macho: Tem entre 8 e 11mm de comprimento por 400m de largura e 
bolsa copuladora significativamente desenvolvida e gubernáculo 
evidente. 
Fêmea: Nitidamente maior que o macho, possui entre 10 e 18mm de 
comprimento por 600m de largura, extremidade posterior afilada e 
abertura genital (vulva) em seu terço posterior. 
 
Necator americanus: Vermes adultos cinlindriformes, de extremidade 
cefálica recurvada dorsalmente (forma de “s”), extensa cápsula bucal, 
duas lâminas cortantes subventrais, na margem interna da boca, e duas 
outras subdorsais também na margem interna da cápsula 
bucal (enquanto no fundo se encontra um dente longo 
sustentado por duas lancetas subventrais). 
Macho: Mede de 5 a 9mm de comprimento por 300m de 
largura e possui bolsa copuladora bem desenvolvida. 
Ausência de gubernáculo. 
Fêmea: Maior que o macho (entre 9 e 11mm de 
comprimento por 350m de largura), apresenta abertura 
genital na proximidade do seu terço posterior (o qual é afilado e sem 
processo espiniforme terminal). 
 
Características 
 Geotropismo Negativo 
 Tigmotropismo 
 Hidrotropismo 
 Termotropismo 
 
Habitat 
Intestino Delgado 
 
Ciclo Biológico 
 Posteriormente à cópula, a fêmea realiza a postura dos ovos no intestino delgado do 
hospedeiro, os quais são eliminados pelas fezes. 
 Ao encontrar condições ideais de desenvolvimento (oxigenação satisfatória e umidade 
e temperatura elevadas) ocorre a embrionia e formação da larva rabditóide L1 (realiza 
movimentos serpentiformes e se nutre de matéria orgânica e microorganismos), 
culminando, por fim, em sua eclosão do ovo (ocorre em 12 a 24 horas). 
2ª Prova - PARASITOLOGIA 
Resumo – Alberto Galdino 
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 Agora no ambiente, uma vez atendidos os requisitos citados, L1 perde sua cutícula e 
transforma-se L2 (também rabditóide, de movimentos e alimentação iguais aos