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Resumao Parasitologia - 1 Prova

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desta parasitose ultrapassa os 10 milhões de infectados distribuídos pelas Américas, onde se destaca a América do sul. O Brasil tem prevalência superior a 4 milhões principalmente concentrados nos estados nordestinos, Minas gerais, Mato-Grosso, Goiás e Rio Grande do Sul. Apesar de existirem infecções silvestres em todo Brasil, essa endemia humana se concentra nas regiões citadas em função da domicialização de triatomíneos nos mesmos. As espécies Triatoma infestans e Panstrongylus megistus e com menor importância Rhodnius prolixus e R. neglectus são os principais transmissores humanos, porém em nível de ciclo silvestre, várias outras são de grande importância. Os principais reservatórios não humanos são no ciclo doméstico o cão e roedores sinantrópicos e em nível silvestre símios, gambás, roedores e canídeos desempenham papel de destaque. Em função do ciclo de transmissão, as áreas rurais onde encontramos casas de estuque, é onde existe maior concentração de triatomíneos domicializados e consequente maior taxa de infecção humana. Nos centros urbanos, por falta das condições de estabelecimento do ciclo natural de transmissão, a forma transfusional, apesar de rara, é a mais encontrada, em função de falhas de controle nos hemocentros. As formas congênitas, igualmente raras, em função da gravidade lesional, devem ser pesquisadas. As primo-infecções em zonas endêmicas são predominantes em crianças e o desenvolvimento de formas crônicas é mais evidente em adultos (30 e 50 anos), o que determina uma redução da capacidade produtiva da população afetada.
H. PROFILAXIA: Pelo exposto acima, devemos promover a educação da população local, sensibilizando-a para o problema e buscando soluções compatíveis com as dotações orçamentárias e padrões culturais, melhorando as condições das moradias (Alvenaria ou redução das rechaduras), desinsetização das residências, pesquisa de reservatórios domésticos e sacrifício dos mesmos, buscar o diagnóstico e consequente tratamento dos casos agudos, evitar desnecessários (reduzir a domicialização de triatomíneos). exclusão de doadores sropositivos para T. cruzi ou em área de grande endemicidade da doença, utilizar violeta de genciana (1:10.000) em todas as bolsas sanguíneas como elemento tripanossomicida.
Esquema 1: Ciclo biológico do T. Cruzi : A - Multiplicacão das formas epimastigotas no intestino posterior dos triatomíneos; B - A nível de intestino posterior, ocorre a transformação das formas anteriores em tripomastigotas metacíclicos, que migram para a região retal onde ficam aderidos nas paredes locais, no momento da eliminação dos excretas (fezes e urina), essas formas se de positam na superfície corporea do animal que serve de fonte de repasto, propiciando um contato com este tegumento e posterior penetração ativa (C); após chegada ao meio tecidual local, as formas tripomastigotas metacíclicas são fagocitadas por elementos do S.F.M. local ou induzem fagocitose a outros tipos celulares, se transformando em amastigotas (D), o que possibilita sua multiplicação. Findo vários ciclos, se transformam em tripomastigotas. Quando a célula se rompe libera esta forma que agora é conhecida como tripomastigota circulante, que para continuar seu ciclo de multiplicação, invade outras células neste local ou por via de migração circulatória (E) em outros tecidos (F). Ao circular por vasos periféricos, a forma tripomastigota pode ser ingerida por triatomíneos, se transformando em epimastigota no intestino médio (H) deste inseto, migrando em seguida para o intestino posterior, onde se fixam em sua parede
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PÓS-TESTE: GÊNERO Trypanosoma
01. Cite as principais espécie de importância médica no mundo, correlacionando-as com as Parasitoses por elas determinadas.
02. Cite todos os níveis taxonômicos de Trypanosoma cruzi (Preferencial para o curso de biologia)
03. Cite a morfologia de suas formas parasitárias. (Preferencial para o curso de biologia e Farmácia)
04. Disserte sobre o ecossistema infectivo geral na Tripanossomíase Americana, relacionando os parâmetros de importância do transmissor a variação na sua relevância vetorial e os diversos ciclos.
05. Descreva resumidamente os mecanismos patogênicos e as reações orgânicas nas fases aguda e crônica desta Parasitose.
06. Cite os métodos de confirmação diagnóstica e os prognósticos na Doença de Chagas. 
07. Disserte sobre a confirmação diagnóstica na Doença de Chagas. (Preferencial para o curso de biologia e Farmácia)
Disserte sobre a epidemiologia e profilaxia desta infecção em nosso país, destacando a transmissão vetorial.
 Como é a situação atual da transmissão vetorial ? E o que isso determina em termos prfilaticos para o futuro ?
II.2.2 SUBFILO SARCODINA
II.2.2.1 AMEBÍDEOS PARASITAS DO HOMEM
	Os amebídeos, por serem na escala evolutiva, um dos mais antigos grupos ainda existentes, se adaptaram de forma gradual a grande número de hospedeiros, sendo encontradas em parasitismo humano as seguintes espécies: Entamoeba gingivalis na cavidade oral, no intestino grosso a Iodamoeba bütschlli, E. nana, E. coli, E. hartmanni e E. histolytica. Das espécies citadas, a única que determina inequivocamente em algumas infecções doença humana é a E. histolytica. É importante lembrarmos que algumas amebas de vida livre, como a Naegleria fowleri, Achanthamoeba castellanii e A. astronyxis em determinadas situações, podem determinar doença humana, caracterizada principalmente por meningoencefalite granulomatosa.
Entamoeba histolytica
A. ENTIDADE MÓRBIDA: Amebíase
B. MORFOLOGIA : B.1. TROFOZOÍTA: Como o termo ameba (a-não, sem; meba-forma) indica, não existe o trofozoíta, conformação espacial definida, já que a emissão de pseudópodes determina morfologia relativa ao momento cinético em que a mesma se encontra. Em conseqüência disto, sua medição é realizada na área de maior tamanho intra-citoplasmático, compreendendo ampla faixa que varia entre 10 a 60 um, com média de 20 a 30 um. Após coloração pela Hematoxilina Férrica (H.F) são visualizados: núcleo com cariossoma puntiforme e central, cromatina nuclear fina e distribuída de forma uniforme na membrana nuclear, vacúolos digestivos em casos invasivos contendo hemácias, e algumas vezes nítida diferença entre ectoplasma hialino e endoplasma finamente granular. 
B. 2. CISTO: Forma esférica, com membrana de duplo contorno, porém, delgada, internamente. Após coloração pelo Lugol ou H.F. se apresentam na dependência de seu estágio de desenvolvimento com 1 a 4 núcleos, corpos cromatóides em forma de bastão e em alguns casos vacúolos de glicogênio.
C. HABITAT: C.1 PRINCIPAL (primário): Intestino grosso, principalmente ceco, sigmóide, reto e parte inicial do cólon ascendente. C.2 SECUNDÁRIOS (extra intestinais): Fígado, pulmão, encéfalo, tegumento cutâneo e etc.
D. MECANISMO DE INFECÇÃO: Passivo oral por ingestão de cistos, veiculados por água, alimentos, ou mesmo por contato oral com mãos contaminadas pelos mesmos.
E. PATOGENIA E RESPOSTAS ORGÂNICAS AO PARASITISMO
E.1 LOCALIZAÇÃO INTESTINAL
	Os fatores envolvidos nas diferenças entre casos francamente sintomáticos, de média gravidade e aqueles assintomáticos, são complexos e não totalmente entendidos, sendo que a maioria das infecções se apresentam assintomáticas. A virulência da amostra (cepa) apresenta grande variação, como constatado pela distribuição geográfica da clínica relacionada a amebíase. Atualmente, este parâmetro é estudado pela classificação por zimodemas (19 zimodemas) e pela composição de ADN (genoma), porém estes resultados nem sempre são fidedignos quando comparados a formas clínicas dos pacientes em que as mesmas foram isoladas. A microbiota intestinal (microflora) parece ter papel fundamental na determinação da agressão como também o estado de resistência do hospedeiro.
	Ao lado da virulência da amostra amebiana, a relação E. histolytica com