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Resumao Parasitologia - 1 Prova

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onde como em outras parasitasses intestinais, predomina a falta de educação sanitária das populações residentes. O ecossistema parasitário da E. Histolytica é composto pelo hospedeiro humano que elimina os cistos nas fezes, normalmente, moldadas e ainda imaturos, que sofrem processo de divisão nuclear nestes locais, chegando ao estágio tetra nucleado no máximo em dois dias, tendo resistência em condições adequadas de temperatura e umidade, por meses nestes locais, a forma de infecção é passiva oral, por ingestão de cistos, tendo como principais veiculadores a água e alimentos e secundariamente contato oral com mãos, região peri-anal e outras partes cutâneas contaminadas. Apesar de poder existir transmissão mecânica por moscas e baratas coprófagas, a impôrtancia epidemiologica de tais elementos é baixa. Sua prevalência e gravidade, variam muito, quando são analisadas diferentes regiões, sendo a mortalidade mundial decorrente desta infecção de 40.000 a 110.000 casos por ano. A freqüência de localizações extra-intestinais, também varia geograficamente, tendo no México, Índia e norte da África as mais elevadas taxas das mesmas. Apesar dos dados disponíveis em nosso pais serem dispersos e insuficientes, pode-se concluir com os existentes que a região norte apresenta o maior número de casos graves, sendo encontradas elevadas taxas de prevalência geral em Manaus, João Pessoa, Belém e Porto Alegre. No Estado do Rio de Janeiro, raramente ocorrem formas graves, e quando ocorrem, são normalmente casos importados de outros estados. A faixa etária, predominantemente atingida, compreende adolescentes e adultos, sendo comparativamente mais raro o parasitismo infantil. 
H. PROFILAXIA 
	Idêntica a descrita na giardíase, exceto no que tange ao público alvo, onde predominam adolescentes e adultos.
PÓS-TESTE: AMEBÍDEOS PARASITAS DO HOMEM
01. Cite 3 espécies de amebídeos de habitat intestinal e uma oral.
02. Cite todos os níveis taxonômicos da E. Histolytica. (Preferencial para o curso de Biologia)
03. Cite a morfologia das formas parasitárias. (Preferencial para o curso de Biologia e Farmácia)
04. Que razão levou no passado, a se hipotetizar uma ação do amebídeo oral na gênese dos processos tártaricos e/ou da cariogênicos ? (Preferencial para o curso de Odontologia)
05. Disserte sobre o ecossistema infectivo na amebíase.
06. Que prováveis fatores fazem com que uma determinada amostra de E. histolytica, invada o tecido intestinal ? Justifique.
07. Descreva resumidamente os mecanismos patogênicos e as reações orgânicas ao parasitismo pela E. histolytica.
08. Correlacione os métodos de confirmação diagnóstica com a mais provável fase clínica e consistência fecal.
09. Caso um paciente more longe do seu laboratório de análises clínicas e se encontre com diarréia, como é possível viabilizar tal exame. Justifique. (Preferencial para o curso de biologia e Farmácia)
10. Se forem encontrados trofozoitas de amebídeos em Sistema Nervoso Central, poderemos fazer o diagnóstico de infecção por E. histolytica ? Justifique.
11. Disserte sobre a epidemiologia e profilaxia desta parasitose.
IV.1 Gênero Plasmodium
		Existem dezenas de espécies de plasmódios, todas se constituindo em parasitas obrigatórios, de vários animais. As espécies parasitas do homem são o P. vivax, P. falciparum, P. malariae e P. ovale. Em casos mais raros, plasmódios parasitas de símios podem ser encontrados no homem.
A. ENTIDADE MÓRDIDA: Malária ou paludismo é também conhecida por impaludismo, febre palustre, febre intermitente ou, de acordo com suas formas clínicas, por febre terçã benigna, febre terçã maligna, e febre quartã. No Brasil, tem também outros nomes populares, como maleita, sezão, tremedeira, batedeira ou simplesmente, febre.
B. CICLO VITAL:
		O homem se infecta (hospedeiro intermediário) por mecanismo passivo cutâneo por introdução de formas esporozoitas contidas na saliva de fêmeas do gênero Anopheles (hospedeiro definitivo), que são introduzidas em vaso sanguíneo, em razão do tipo de punção para a prática de hematofagismo. Em seguida, por via circulatória, essas chegam até o fígado, onde por reconhecimento de receptores de membrana, penetram em hepatócito, ocorrendo multiplicação assexuada, que gera milhares de formas merozoítas (ciclo esquizogônico pré-eritrocítico ou exo-eritrocítico). Após o rompimento da membrana limitante, os merozoítas irão se disseminar para a circulação e na dependência da espécie de plasmódio, podem invadir novos hepatócitos ou ainda hemácias. No interior dessas células sangüíneas, podem ocorrer duas condições: a. Multiplicação assexuada dos parasitas (ciclo esquizogônico eritrocítico) no interior das hemácias, passando pelas fases de trofozoíta, esquizonte, e merozoítas sangüíneos; b. Formação de gametócitos masculinos ou femininos. Caso ocorra formação de merozoítas, a célula irá se romper em período espécie-definido, possibilitando invasões de eritrócitos, aumentando a carga parasitária de merozoítas ou de número de gametócitos. Caso ocorra hematofagismo por espécies do gênero Anopheles, as formas de merozoítas ou intermediárias do ciclo esquizogônico são destruídas, sobrevivendo em seu tudo digestivo somente as formas de gametócitos, que irão se maturar até gametas. Os gametócitos masculinos sofrem processo de exflagelação, gerando vários gametas masculinos, a partir de cada gametócito, que buscarão por locomoção flagelar, gametas femininos para fecundá-los. Após fusão dos gametas, surgirá um ovo (zigoto) móvel conhecido como oocineto, que penetrará no tecido intestinal do inseto, dando origem a um oocisto intra-tecidual. No interior de cada oocisto, serão formados centenas de esporozoítas, que após seu rompimento, se disseminam pela hemolinfa, sendo encontrados em várias partes do inseto. Os que se localizarem nas glândulas salivares, poderão determinar a infecção para o hospedeiro intermediário (homem).
* Tempo Normal de cada ciclo esquizogônico (penetração do merozoíta até o rompimento da hemácia)
Plasmodium falciparum (ciclo esquizogônico com intervalos de 36 a 48 h, mais raramente 24 h).
Plasmodium vivax (ciclo esquizogônico com intervalos de 48 h).
Plasmodium ovale * ( ciclo esquizogônico de 48 h).
*Plasmodium malariae ** (ciclo esquizogônico de 72 h).
* Distribuição geográfica limitada ao continente Africano
** O P. malariae infecta também outros animais (chimpanzés e símios americanos), em condições naturais.
C. PATOGENIA E REAÇÕES ORGÂNICAS 
		As três espécies de plasmódios que ocorrem no Brasil possuem a maioria dos mecanismos patogênicos em comum, porém, alguns dos mesmos são diferentes entre as diversas espécies. O P. falciparum é o responsável pelas mais graves formas da doença, tanto por mecanismos diretos, como por possuir maior número de cepas resistentes aos medicamentos usuais do que outras espécies. Entretanto, apesar das outras espécies mais raramente causarem letalidade, provocam acessos maláricos e anemia capazes de reduzir sua economia física e capacidade de trabalho.
		As esquizogonias sangüíneas provocam destruição de hemácias parasitadas, liberando para o sangue, restos da hemacia, parasitas, metabólitos do parasita (alguns são potenciais Ag) e do pigmento malárico (hemozoina), produzida pela ação do parasita degradando a hemoglobina, que depois que cai na circulação sangüínea, é recolhido por células fagocitárias profissionais, principalmente macrófagos (SFM), sendo então transformados em outro pigmento, a hemossiderina para posterior reutilização do Fe. O pigmento malárico (hemozoina) ficará depositado em vários órgãos (baço, fígado, cérebro, medula óssea, etc.), dando aos mesmos uma coloração enegrecida.
		As alterações mais freqüentes na malária são: o acesso malárico, a anemia, e alterações vasculares.
		Antes do paciente apresentar o primeiro acesso malárico, ele relata sintomas gerais de mal-estar, dor de cabeça, indisposição não