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01 - DIREITO PREVIDENCIÁRIO - 1ª Prova

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sobre as remunerações ou retribuições por elas pagas ou creditadas no decorrer do mês, pelos serviços que lhes prestem, sem vínculo empregatídio, os segurados empresários, trabalhadores autônomos, avulsos e demais pessoas físicas;
a segunda, também de 15%, a cargo de cooperativas de trabalho, incidente sobre o total das importâncias pagas, distribuídas ou creditadas a seus cooperados, a título de remuneração ou retribuição pelos serviços que prestem a pessoas jurídicas por intermédio delas.
APOSTADORES DE CONCURSOS DE PROGNÓSTICOS
A contribuição social incidente sobre apostas feitas em concursos de prognósticos é prevista no texto constitucional no art. 195, III, e disciplinada pelo art. 26 da Lei n. 8.212/91. Os contribuintes, no caso, são os indivíduos que vertem valores em apostas feitas em concursos de loterias, reuniões hípicas e sorteios patrocinados pelo Poder Público. O Decreta n. 3.048/99, dispondo sabre a matéria em seu art. 212, incluiu como hipóteses de incidência os concursos realizados por sociedades comerciais ou civis (é o caso dos “bingos, na forma da Lei n. 9.61 5/98).
O fato de caber à pessoa jurídica responsável pelo concurso o recolhimento das contribuições não retira do apostador sua condição de contribuinte, transferindo-se apenas a responsabilidade pela entrega do numerário ao ente arrecadador da Seguridade Social.
IMPORTADOR DE BENS E SERVIÇOS DO EXTERIOR
A Constituição prevê no art. 195, inciso IV, a incidência de contribuição social a cargo do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. Esse dispositivo está em sintonia com o disposto no art. 146, §2º, inciso II, que prevê a incidência de contribuição sobre a importação de produtos estrangeiros ou serviços.
Em consonância com a nova ordem constitucional, foi editada a Medida Provisória n. 164/04, convertida na Lei n. 10.865/04, que dispõe sobre a Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social incidentes sobre a importação de bens e serviços, e dá outras providências. Dessa forma, o art. 1º da Lei n. 10.865/2004 instituiu o PIS/PASEP-Importação e a COFINS-lmportação, com base nos arts. 149, § 2º, inciso II, e 195, inciso IV, da Constituição, observado o disposto no seu art. 195, § 6º (anterioridade nonagesimal).
A intenção do Fisco, com a instituição das contribuições, é o tratamento isonômico entre a tributação dos bens produzidos e serviços prestados no País, que sofrem a incidência da Contribuição para o PIS-PASEP e da COFINS, e os bens e serviços importados de residentes ou domiciliados no exterior, que passam a ser tributados com as mesmas alíquotas dessas contribuições.
Considerando-se a existência de modalidades distintas de incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, cumulativa e não-cumulativa, no mercado interno, nos casos dos bens ou serviços importados para revenda ou para serem empregados na produção de outros bens ou na prestação de serviços, será possibilitado, também, o desconto de créditos pelas empresas sujeitas à incidência não-cumulativa do PIS/PASEP e da COFINS, nos casos que especifica a Lei n. 10.865/2004.
A medida procura conduzir a um tratamento tributário isonômico entre os bens e serviços produzidos internamente e os importados: tributação com as mesmas aliquotas e possibilidade de desconto de crédito para as empresas sujeitas à incidência não-cumulativa. As hipóteses de vedação de créditos vigentes para o mercado interno foram estendidas para os bens e serviços importados sujeitos às contribuições instituidas pela Lei n. 10.865/2004.
As contribuições instituidas têm como hipótese de incidência a importação de bens e de serviços de residentes ou domiciliados no exterior e por base de cálculo, na hipótese de importação de bens, o valor aduaneiro desses bens importados, acrescido do Imposto de Importação - II, do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e lntermunicipal e de Comunicação - ICMS e do valor das próprias contribuições, e, na hipótese de importação de serviços, o valor desses serviços antes da retenção do imposto de renda, acrescido do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS e do valor das próprias contribuições.
A apuração das contribuições é feita na data do registro da declaração de importação de bens submetidos a despacho para consumo, nas hipóteses de importação de bens, e na data do pagamento, do crédito, da entrega, do emprego ou da remessa de valores a residentes ou domiciliados no exterior, na hipótese de importação de serviços.
A norma estabelece isenção das contribuições nos moldes da regra vigente para o Imposto sobre Produtos Industrializados vinculado à importação, tais como: importações realizadas pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, suas autarquias e fundações instituidas e mantidas pelo poder público; pelas Missões Diplomáticas e Repartições Consulares de caráter permanente e pelos respectivos integrantes; bagagem de viajantes procedentes do exterior; bens adquiridos em loja franca, no País; objetos de arte recebidos em doação por museus instituidos e mantidos pelo poder público ou por outras entidades culturais reconhecidas como de utilidade pública.
Às contribuições instituidas são estendidas os regimes aduaneiros especiais, que compreendem as normas relativas à suspensão do pagamento do Imposto de Importação ou do Imposto sobre Produtos lndustrializados vinculado à importação.
Cabe à Secretaria da Receita Federal as atividades de administração, cobrança e fiscalização das contribuições instituídas pela Lei n. 10.865/2004. As contribuições sujeitam-se às normas relativas ao processo administrativo fiscal de determinação e exigência de créditos tributários federais e de consulta, previstas no Decreto n. 70.235, de 6.3.1972, e, subsidiariamente, às disposições da legislação aduaneira, do Imposto de Renda e da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, inclusive quanto a penalidades e acréscimos aplicáveis.
A Lei n. 10.865/2004 referida com o objetivo de evitar evasão fiscal e regular o mercado de combustível, altera a alíquota ad valorem da Contribuição do PIS/PASEP e da COFINS incidentes sobre a receita bruta de venda de gasolina e óleo diesel, bem como estabelece a incidência mediante alíquotas específicas, por opção do contribuinte. A alíquota principal do PIS/PASEP-Importação é de 1,65% e da COFINS-Importação é de 7,6%. No entanto, o art. 8º da Lei n. 10.865/04 estabelece alíquotas diferenciadas no caso de importação de alguns produtos, tais como, farmacêuticos, perfumaria, máquinas e veículos, gasolinas e suas correntes, autopeças, papel, entre outros.
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