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RESUMO - Trato Gastrointestinal-- Introdução e Motilidade

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-Fase esofágica ou esofagiana da deglutição: no esôfago o 1/3 proximal é formado por 
músculo estriado esquelético, e a partir deste ponto se tem apenas musculatura lisa até os 
esfíncter externos do reto que é constituído de músculo estriado esquelético. A principal 
função do esôfago é a de conduzir rapidamente o bolo alimentar para o estomago. 
 
Os movimentos esofágicos são organizados única e exclusivamente para transportar o 
bolo alimentar para o estomago. Em condições fisiológicas normais o esôfago exibe dois tipos 
de movimentos: 
 
 Movimento peristáltico primário: é simplesmente a continuação da onda peristáltica 
que se iniciou na faringe e se estendeu para o esôfago. No caso de esta onda peristáltica não 
conseguir transportar todo o conteúdo do bolo alimentar para o estomago surgem às ondas 
peristálticas secundarias. 
 Movimento peristáltico secundário: é um reflexo ao alimento retido no esôfago, que 
distende as paredes do esôfago. Estas ondas persistem até que todo bolo alimentar chegue ao 
estomago. 
Após os movimentos esofágicos tem-se a abertura do esfíncter esofagiano inferior, 
após a chegada da onda peristáltica ocorre o relaxamento receptivo deste esfíncter, o que 
permite que ocorra a propulsão do alimento para o estomago. 
Fisiologia do Trato Gastrointestinal: Introdução e Motilidade 
Resumo – Alberto Galdino LoL 
O esfíncter esofágico superior é muito importante também, pois não permite que o 
alimento volte após sua entrada no esôfago. 
O alimento tem de passar rapidamente para o estomago assim as chances de uma 
contaminação por microorganismos diminui drasticamente, pois quando o alimento chega ao 
estomago seu pH diminui radicalmente para cerca de 2,5 a 3,0 o que mata quase todos os 
microorganismos. 
 
 
Motilidade Gastrointestinal 
 
-Formado por músculo liso. 
-Possui uma proteção ao trato digestório, pois quando o bolo alimentar chega ao 
estomago seu pH é de cerca de 7,4 a 7,8 o estomago então secreta HCl que diminui o pH para 
cerca de 2,5 a 3,0. 
-Tem-se então a formação do quimo que é uma mistura semilíquida formada pelo bolo 
alimentar + secreções gástricas. 
 
Funções motoras do estomago: 
1. Armazenamento de grande quantidade de alimento, até que possa ser 
transportado e processado no duodeno e no trato intestinal inferior. 
2. Formação do quimo. 
3. Esvaziamento lento do quimo para o intestino delgado, com velocidades 
adequadas para a digestão e absorção eficientes no intestino delgado. 
 
 Relaxamento receptivo(reflexo vago-vagal longo): o estômago relaxa para receber 
alimento. Ocorre no fundo e no corpo do estômago. O relaxamento ocorre a cada 
deglutição. 
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Sistole antral: Mistura, Trituração 
O Esfíncter Pilórico controla o “vazamento” do estômago. 
Controle Neural do esvaziamento gástrico: S.N. Simpático (secretomotor); 
S.N. Parassimpático (motilidade e secreção) --->(+)eferencias colinérgicas -acetilcolina 
(-) eferencias vipérgicas - noradrenalina 
Inervação do estômago: Simpático ↑ a contração pilórica 
Parassimpático ↑e↓ a contração. 
Gastrina, Secretina, CCK, GIP são produzidas no TGI e aumentam a cont. pilórica. 
 
 
Mistura e propulsão do alimento no estômago: 
Os sucos digestivos do estomago (suco gástrico), são secretados pelas glândulas 
gástricas que recobrem quase toda a parede do corpo do estomago. Durante um tempo de 
cerca de 20 a 30 minutos, ocorre uma serie de contrações peristálticas no estomago o que 
mistura o bolo alimentar com o suco gástrico formando o quimo, o que diminui o pH do 
alimento que era de 7,4 a 7,8 para cerca de 3,0 a 2,5. 
 
Neste momento as células G secretam um hormônio chamado gastrina através da 
mucosa antral, este hormônio exerce efeitos potentes como a secreção de mais suco gástrico e 
principalmente o efeito de aumentar a atividade da bomba pilórica ou gástrica, uma outra 
função deste hormônio e propiciar a abertura do esfíncter pilórico. 
-Bomba gástrica: durante a maior parte do tempo as contrações do estomago são 
fracas e funcionam apenas para misturar o alimento, todavia após a secreção da gastrina 
estas contrações fracas se tornam muito fortes e poderosas empurrando o quimo no 
sentido oro-retal. Com a abertura do esfíncter pilórico a bomba gástrica continua a todo 
vapor, criando a tendência natural de o quimo passar pelo esfíncter pilórico e chegar ao 
duodeno. 
 
Esvaziamento Gástrico-- ↑ Peristalse gástrica, Relaxamento do piloro 
Noradrenalina: aumenta a contração pilórica 
NO e VIP(peptídeo inibidor vasoativo): induzem a contração pilórica(relaxamento). 
Vago: Inervação Parassimpática 
-Peristalse Gástrica- 
SNP (vago) ↑Peristalse 
SNS  ↓Peristalse 
Hormônio Gastrina  ↑Peristalse 
Colecistocinina-CCK  
Pancreosinina  ↓Peristalse 
Hormônio Secretina  
 
 
 
 
 
 
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O esvaziamento gástrico tem de ser adequado à capacidade duodenal em armazenar e 
processar o alimento, por isso logo na entrada do duodeno se tem dois tipos de células: 
 
 Células I (Colecistocinina – “CCK”): detectam a presença de gorduras e peptonas, e ao 
detectar a presença dos mesmos secretam um hormônio no sangue a colecistocinina que 
promove o fechamento de esfíncter pilórico e também uma diminuição da motilidade gástrica, 
este hormônio atua como um inibidor competitivo, pois possui os efeitos contrários a gastrina 
que ainda continua a ser secretada pela mucosa antral do estomago, mas tem seus efeitos 
reduzidos pela ação da colecistocinina. 
 Células S (Secretina): detectam o baixo pH e quando o faz secreta o hormônio secretina 
no sangue o que promove o fechamento do esfíncter pilórico. 
 
 Neste momento o duodeno começa a processar o quimo, através de enzimas que 
quebram as gorduras e peptonas, além de aumentar o pH do quimo para cerca de 7,4 a 7,8 
devido às secreções biliares, este é o pH ideal para as enzimas do duodeno. 
 A hidrolise das gorduras e peptonas diminuem as secreções de colecistocinina e o 
aumento do pH diminui as secreções de secretina, como no estomago as secreções de gastrina 
não diminuíram a gastrina volta a se sobrepor sobre a colecistocinina e a secretina o que 
aumenta a bomba pilórica e promove a abertura do esfíncter pilórico. 
Como se pode perceber todo o processo descrito acima não passa de um ciclo, este 
ciclo só termina quando não se tem mais gastrina sendo secretada pela mucosa antral. 
 
Outros Hormônios: 
 Células G (Gastrina): secretada no antro do estômago em resposta a estímulos 
associados à ingestão de uma refeição. 
Ações: -Estimulação da secreção gástrica de ácido 
 -Estimulação do crescimento da mucosa gástrica. 
 Peptídeo Inibidor Gástrico: é secretado pela mucosa do intestino delgado superior. 
Possui um efeito brando na diminuição da atividade motora do estômago e, portanto, retarda 
o esvaziamento de conteúdos gástricos no duodeno quando o intestino delgado superior já 
está sobrecarregado com produtos alimentares. 
 Motilina: é secretada no duodeno superior durante o jejum, e sua função conhecida é 
aumentar a motilidade gastrointestinal. 
 
 
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Tipos Funcionais de Movimentos do TGI 
 2 tipos de movimentos ocorrem no TGI: 
 Movimentos Propulsivos: que fazem com que o alimento percorra o trato a 
uma velocidade apropriada para que ocorram a digestão e absorção.