A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
28 pág.
APOSTILA PARASITOLOGIA exames

Pré-visualização | Página 3 de 6

usando a objetiva de 45X e observar os movimentos da forma 
pesquisada. 
 
3. Retirar com papel de filtro, parte da água existente entre a lâmina e lamínula, com cuidado, até 
conseguir uma diminuição do movimento do flagelado ou ciliado e verificar as características 
morfológicas 
MÉTODOS LABORATORIAIS APLICADOS NA IDENTIFICAÇÃO DE PARASITOS 
DO APARELHO DIGESTIVO 
QUALITATIVOS 
Preparação à fresco: 
Este método é indicado para o material fecal emitido recentemente (menos de 20 minutos), de 
consistência líquida ou pastosa e que se admite que contenham trofozoítos de protozoários. 
Exame Pelo Método Direto 
Este método foi utilizado pela primeira vez por Leeuwenhoek quando identificou a Giardia 
lamblia no século XVII. Tem sido empregado quando há carência de recursos ou a infestação 
parasitária é reconhecidamente intensa. Pode ser empregado em fezes de consistência variada, 
recentemente emitidas ou não. 
MÉTODO DE SEDIMENTAÇÃO ESPONTÂNEA (HOFFMAN, PONS & JANER) 
FUNDAMENTO: 
Precipitação de partículas, inclusive de cistos, ovos e larvas de parasitos ao fundo do cálice de 
sedimentação, devido a força de gravidade. 
INDICAÇÃO: 
Utilizado na pesquisa de ovos de S. mansoni, é atualmente usado na rotina diária dos laboratórios, 
na detecção de cistos de protozoários, de ovos e larvas de helmintos. 
Adolf Lutz, eminente pesquisador brasileiro, empregou o modelo pela primeira vez, no entanto, 
foi a partir dos trabalhos de Hoffman, Pons e Janer, que a técnica passou a ser conhecida 
mundialmente. A vantagem deste método é a economia dispensando o uso de reagentes e 
centrífugas. A desvantagem é a grande quantidade de detritos fecais, dificultando, com freqüência 
a preparação e o exame da lâmina. 
 
PROCEDIMENTO: 
1. Colocar cerca de 5g de fezes, coletados de várias partes do bolo fecal, em copo graduado 
ou Becker de 250 ml. Completar o volume de 50 a 60 ml de água corrente e misturar 
vigorosamente. 
2. Preparar a suspensão juntando 100 ml de água corrente. 
3. Filtrar essa suspensão através de gaze dobrado 4 vezes, recolhendo-a em copo de 
sedimentação de capacidade de 125 ml. 
4. Se necessário, adicionar água corrente, até completar aproximadamente ¾ do volume do 
copo cônico. Deixar a suspensão em repouso durante 1 a 2 horas. 
5. Com uma longa pipeta capilar, fixada a um bulbo de borracha, colher uma pequena 
porção do sedimento na camada inferior, depositando sobre uma lâmina. Se a preparação 
estiver muito espessa, diluir com uma gota de solução salina a 0,85% ou água corrente. 
Colher amostra adicional do centro e do fundo do sedimento. 
6. Examinar ao microscópio, a presença de ovos, larvas e cistos. 
CENTRÍFUGO-FLUTUAÇÃO PELO SULFATO DE ZINCO (FAUST & Cols.) 
FUNDAMENTO: 
Flutuação de cistos de protozoários e ovos leves de helmintos em solução de sulfato de zinco. 
INDICAÇÃO: 
Indicado na pesquisa de protozoários e de ovol leves de helmintos (Ancilostomídeos, Enterobius 
vermicularis, Trichuris trichiura). 
Esta técnica é imprópria para espécimes que contenham grande quantidade de gorduras. A 
técnica pode ser utilizada com fezes preservadas em formaldeído, SAF e outros fixadores, no 
entanto a densidade específica deverá se ajustada em 1.2 g/mL. O aumento de densidade poderá 
resultar em uma distorção dos organismos. 
Obs.: 
1. ovos de trematódeos e de cestóides podem estar presentes, portanto um exame completo deve-
se examinar também o sedimento. 
 
2. uma permanência prolongada da suspensão em sulfato de zinco, pode resultar em distorção dos 
cistos e ovos de nematódeos. A preparação deve ser examinada até 20 minutos. Deve-se utilizar 
tubos com fundo 
PROCEDIMENTO: 
1. Colocar 1 ou 2 g de fezes coletadas de várias partes do bolo fecal em frasco contendo 10 ml 
de água. Filtrar a suspensão através de gazes dobradas em quatro vezes , e receber o filtrado 
em um tubo cônico de centrífuga de 15 ml. 
2. Adicionar água corrente até completar 2/3 da capacidade do tubo. Centrifugar ( 650x g 
( 2500rpm) por 1 minuto ). 
3. Decantar o sobrenadante e adicionar 1 a 2 ml de água corrente ao sedimento , antes de 
ressuspendê-lo. Completar com água 2/3 do volume do tubo, agitar e centrifugar. 
4. Repetir a etapa 3, até que o sobrenadante apresente-se relativamente claro. 
5. Depois que o último sobrenadante é decantado, adicionar 1 a 2 ml do reagente , e 
ressuspender o sedimento: completar com sulfato de zinco 33% até 0,5 cm da borda do tubo e 
centrifugar (650 x g( 2500rpm) por 1 min ). 
6. Cuidadosamente, remover o tubo da centrifuga e, 
sem agitação Coloca-lo em uma estante em posição 
vertical. 
7. Com uma alça de arame (diâmetro de 5 a 7 mm) 
tocar no centro da membrana formada na superfície, 
transferido várias alçadas para uma lâmina de 
microscopia. Examinar ovos larvas e cistos. 
8. Depois de concluída a etapa 4, com auxílio de 
pipeta, encher o tubo até a borda com solução de 
sulfato de zinco. Colocar uma lamínula (22 x 22 mm) 
na superfície do tubo. Deixando-a em contato com o 
líquido durante 8 a 10 minutos. Remover a lamínula, 
invertendo a sua posição, e colocar a face com a gota 
sobre uma lâmina. Examinar para larvas e cistos. 
 
MÉTODO DE WILLIS 
FUNDAMENTO: 
Baseia-se na capacidade da solução saturada de cloreto de sódio em fazer flutuar ovos de 
helmintos considerados leves. 
INDICAÇÃO: 
1. Recomendado para a pesquisa de ovos de helmintos de baixo peso específico como 
ancilostomídeos e Trichuris trichiura ou ainda de ovos férteis de Ascaris lumbricoides. Não é 
recomendado para protozoários, ovos inférteis de A. lumbricoides e ovos de tremaódeos ou E. 
vermicularis.. Este método é bastante eficiente na identificação de ovos de ancilostomídeos, 
sobretudo nos casos em que há baixa infestação. Pode-se usar açucar ao invés do sal no preparo 
da solução (Sheather). 
PROCEDIMENTO 
1. Colocar uma quantidade de fezes de aproximadamente 1 a 2 g. coletada de várias 
partes do bolo fecal, em pequena cuba de vidro de 3 cm de diâmetro com 
capacidade aproximada de 20 ml. Completar ¼ da capacidade do recipiente com 
solução saturada de cloreto de sódio. 
2. Suspender as fezes na solução saturada salina até haver uma total homogeneização. 
3. A lamínula deve ficar em contato com o menisco durante 30 a 45 minutos; não 
deverá haver formação de bolhas de ar entra a lamínula e a superfície do líquido. A 
gota contendo os ovos se adere à face inferior da lamínula . 
4. Remover a lamínula e inverter rapidamente a sua posição sobre uma lâmina. 
5. Examinar ao microscópio com objetiva de pequeno aumento. 
 
CENTRÍFUGO-SEDIMENTAÇÃO POR FORMOL ACETATO DE ETILA 
FUNDAMENTO: 
Fornece o diagnóstico para ovos, larvas e cistos de todas as espécies de parasitos intestinais 
detectáveis, além de separar dos detritos, deixando o sedimento limpo. 
INDICAÇÃO: 
Destina-se à pesquisa de protozoários e helmintos nas fezes 
PROCEDIMENTO: 
1. Diluir aproximadamente 2 g de fezes em 5 mL de solução de formalina a 10% e filtrar 
por meio de gaze dobrada. 
2. colocar em tubo de centrifuga e acrescente 1 ou 2 gotas de detergente comercial. 
3. acrescentar 3 mL de acetato de etila comercial; 
4. tampe o tubo e agite por 10 segundos 
5. destampar e centrifugar por 2 minutos a 
2000rpm 
Observar a formação de quatro camadas distintas 
 
1a camada - sedimento no fundo do tubo 
 
2a camada formalina 
 
3a camada detritos 
 
4a camada acetato de etila 
6. despreze a camadas sobrenadantes com um 
movimento rápido 
7. ressuspender o sobrenadante com 7 ml de água. Tampe o tubo e agite 
8. centrifugar 2000 rpm por 2 minutos. Desprezar o sobrenadante 
9. deixar o tubo emborcado sobre gaze por 2 minutos 
10. ressuspender o sedimento com lugol. Colocar uma gota do sedimento sobre lâmina e 
proceder