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APOSTILA PARASITOLOGIA exames

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preparação ao microscópio 
MÉTODOS PARA EXAME DOS PARASITOS DO SANGUE 
O exame microscópico do sangue constitui valioso recurso para o diagnóstico das doenças 
parasitárias cujos agentes apresentam formas evolutivas sanguíneas. A preparação de bons 
esfregaços sanguíneos é importante na diferenciação de parasitos, principalmente de 
protozoários. 
COLHEITA DE SANGUE 
O sangue pode ser colhido por punção do lóbulo da orelha, da superfície palmar da ponta de um 
dedo da mão, no caso de lactentes da superfície plantar do grande artelho ou no calcanhar. No 
caso da orelha, é a margem livre do lóbulo e não a face lateral que deve ser puncionada. A picada 
deve ser feita com deliberação e lentamente, para não provocar dor. A picada deve ter 
profundidade de 3mm. Não se deve utilizar um local edemaciado ou congestionado. 
Em animais de laboratório a colheita de sangue é feita segundo o seu porte. 
EXAME A FRESCO 
Uma pequena gota de sangue, examinada entre lâmina e lamínula em médio aumento. Esta nos 
permite demonstrar de forma rápida microfilárias e Trypanosoma. 
EXAME SECO (PREPARAÇÃO CORADA) 
Pode ser realizado em gota espessa e/ou camada delgada ou esfregaço. 
GOTA ESPESSA 
Colher 3 a 4 gotas de sangue na lâmina e com a ponta de um estilete, desfibriná-la. Deixar secar 
ao abrigo de corrente de ar quente que podem causar esporos de fungos contaminantes, ou deixar 
secar em estufa a 37 C. o desfibramento impede a coagulação e consequentemente fendilhamento 
da preparação, garantindo a necessária aderência do sangue ao vidro durante a coloração. 
Realizar desemoglobinização antes da coloração. 
 
CAMADA DELGADA OU ESTIRAMENTO 
Colhida a gota de sangue na lâmina, imedatamente coloca-se a lâmina distensora na posição. Por 
capilaridade, o sangue espalha prontamente na zona de contato das lâminas. Num movimento 
rápido e contínuo, a lâmina distensora é deslocada para frente, obtendo-se assim a camada 
delgada. 
COLORAÇÃO DA CAMADA DELGADA 
MÉTODO DE GIEMSA 
FUNDAMENTOS 
Fixação do estiramento pelo metanol e coloração pela solução de Giemsa. 
MÉTODO DE LEISHMAN 
FUNDAMENTOS 
Fixação e coloração do estiramento pela solução de azul de metileno e eosina 
BIBLIOGRAFIA 
NEVES, D. P & Cols. Parasitologia humana. Ed. Atheneu, 11a ed, 2005. 
 REY, L. Bases da Parasitologia Médica. Ed. Guanabara Koogan, 3a ed, 2010. 
 REY, L. Parasitologia. Ed. Guanabara Koogan, 4a ed, 2008. 
CIMERMAN, B.; FRANCO, M.A. Atlas de parasitologia. São Paulo: Atheneu, 1999. 
COURA, J. R. Dinâmica das Doenças Infecciosas e Parasitárias. Volumes I e II. Editora 
Guanabara Koogan. 2005 
DE CARLI , G.A.- Parasitologia Clínica. Seleção de Métodos e técnicas de Laboratório para o 
Diagnóstico das Parasitoses Humanas SP. Ed.Atheneu,810pp, 2001 
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