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Bactérias Anaeróbias e Virus - RESUMO

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Resumo para 2ª prova de Microbiologia 
Bactérias Anaeróbias 
Pode-se definir bactéria anaeróbia estrita com base na quantidade de oxigênio que ela pode 
tolerar, na exigência de uma tensão de oxigênio reduzida e o não crescimento em superfície de 
um meio de cultura sólido sob a atmosfera de 10% de CO₂ (18% de O₂). 
O oxigênio é letal ao anaeróbio porque na sua redução são formados intermediários tóxicos 
(radical hidroxila/ânion superóxido/ peróxido de hidrogênio) que são removidos 
eventualmente, por enzimas da família das superóxido dismutase e peroxidase, presentes em 
quantidades variáveis em algumas espécies, que assim garantem certa tolerância ao O₂. 
Os anaeróbios exigem, além da exclusão de O₂, um ambiente com potencial de oxirredução 
(Eh) baixo, que pode também variar em função do pH estabelecido. 
 
Bactérias x Oxigênio 
 Aeróbios obrigatórios: necessitam de oxigênio para crescerem. 
 Anaeróbios facultativos: crescem em condições aeróbias ou anaeróbias. 
 Microaerófilos: apresenta crescimento ótimo em 5% de oxigênio. 
 Anaeróbios aerotolerantes: exibem crescimento limitado em ar ambiente ou em estufa 
 com níveis de CO entre 5% a 10% e um bom crescimento na ausência de oxigênio livre. 
 Anaeróbios obrigatórios: crescem na ausência de oxigênio livre: 
 Estritos: são incapazes de crescer em níveis de oxigênio superiores a 0,5%. 
 Moderados: são capazes de crescer em níveis de oxigênio que variam de2% a 8%. 
 
Tolerância ao Oxigênio 
 A tolerância de muitos anaeróbios obrigatórios moderados ao oxigênio depende da 
produção das seguintes enzimas: 
 Superóxido dismutase 
 Catalase 
 Peroxidase 
Elas protegem 
contra produtos 
tóxicos de redução 
de O₂ (O₂⁻, H₂O₂, 
OH•) 
 
Resumo para 2ª prova de Microbiologia 
Habitats 
 Apresentam baixa tensão de oxigênio e potencial de oxirredução reduzido: 
 Cavidade Oral – ao redor dos dentes 
 Trato gastrointestinal – particularmente no cólon 
 Orifícios no Trato Genitourinário 
 Pele 
Bactérias Anaeróbias: Gêneros 
 Bacilos gram-negativos - incluindo formas curvas, espiraladas e espiroquetas. 
 Cocos gram-positivos 
 Cocos gram-negativos 
 Bacilos gram-positivos não formadores de esporos 
 Bacilos gram-positivos formadores de esporos 
 
Infecção por Bactérias Anaeróbias 
 Sitio Anatômico 
 Surgimento de infecção após a mordida de animal ou humana 
 Infecção associada a tumores 
 Odor fétido 
 Presença de grânulos de enxofre no material clinico. 
Resumo para 2ª prova de Microbiologia 
Patologias 
 Infecção hospitalar – Clostridium difficile 
 Botulismo – Clostridium botulinum (A,B,E e F) 
 Gastroenterites – Clostridium difficile 
 Tétano – Clostridium tetani 
 Gengivite – Streptococcus, Actinomyces, Porphyromonas gingivalis, etc. 
 
“PARTE PRATICA QUE NÃO TEMOS” 
Isolamento 
 Seleção das amostras - exsudato de abscessos profundos e biópsias teciduais. 
 Coleta – descontaminar adequadamente a superfície (sabão amarelo, álcool iodado, 
iodo polvidona, ou clorexidina). 
 Transporte adequado: sem ou com mínima exposição ao oxigênio atmosférico. 
Exame das Colônias 
 Tamanho 
 Cor 
 Característica da superfície – brilhante, fosca. 
 Densidade – opaca, translúcida. 
 Consistência – viscosa, membranosa, quebradiça. 
Exame Bacteriológico 
 Microscopia direta – coloração de GRAM 
 Cultura – isolamento e identificação 
 PS: ver bactérias que produzem doenças (ver + gram positivas) tipos, tratamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resumo para 2ª prova de Microbiologia 
Vírus 
Os vírus são estruturas subcelulares, com um ciclo de replicação exclusivamente intracelular, 
sem nenhum metabolismo ativo fora da célula hospedeira. Basicamente, uma partícula viral 
completa, ou “vírion”, é composta de uma molécula de ácido nucléico circundado por uma 
capa de proteína, podendo conter lipídios e açúcares. 
Os Vírus tem ORIGEM CELULAR, ou seja, podem ser derivados de componentes de células de 
seus próprios hospedeiros. 
Características gerais do Vírus 
 Não crescem, pois não tem enzimas especificas para o seu metabolismo 
 São nanoestruturas 
 Possuem DNA e RNA 
 Causam doenças especificas em espécies especificas 
 Apresentam tropismo para uma célula 
 Não são considerados organismos vivos 
 Necessitam de uma célula para sua replicação 
 Crescem em métodos de cultivo “in vivo” 
 
Morfologia do vírus: Definições e Nomenclaturas utilizadas em Virologia 
 Unidade Protéica: uma cadeia polipeptídica, como, por exemplo, a VP1 do poliovírus. 
 Subunidade Estrutural ou Protômero: uma ou mais unidades proteicas, não-identicas, 
que se associam para formar estruturas maiores denominadas “capsômeros”. 
 Unidade de Montagem: um grupo de subunidades ou de protômeros que é formado 
durante a montagem do vírus, no processo de síntese viral. 
 Capsômeros ou Unidades Morfológicas: protuberâncias vistas nas superfícies dos vírus 
não-envelopados, por microscopia eletrônica. Os capsômeros interagem entre si de 
forma ordenada, geralmente seguindo um eixo de simetria. Essas unidades 
morfológicas formam o “capsídeo”, que, geralmente, é formado por hexâmetros nas 
áreas planas dos vírus e pentâmeros nos vértices virais. 
 Capsídeo: capa de proteína que envolve diretamente o ácido nucleico. 
 Core ou Cerne: é formado pelo ácido nucleico viral + as proteínas envolvidas na 
replicação e a ele associadas. 
 Matriz Proteica: uma estrutura de proteínas não-glicosiladas presente em alguns vírus 
localizada entre o envelope e o capsídeo, que tem como principais funções dar 
sustentação ao envelope viral e servir de ancoragem para as proteínas virais de 
superfície. 
 Envelope: camada bilipídica proveniente da célula hospedeira, que envolve certas 
partículas virais (vírus envelopados), onde se encontram inseridas as glicoproteínas 
conhecidas pelo nome de PEPLÔMEROS ou ESPICULAS VIRAIS. 
 Vírion: uma entidade viral completa e infecciosa. 
Resumo para 2ª prova de Microbiologia 
Tipos de estruturas virais, suas características e funções 
 CAPSÍDEO: “proteção, antigenicidade, imunogenicidade”. São encontrados na natureza 
capsídeos com simetrias denominadas – helicoidal ou tubular (Hepatite B); icosaédrica 
(Hepatite B) e complexa. 
 ENVELOPE: “proteção, antigenicidade, imunogenicidade”. É derivado das membranas 
celulares. Adquirida através do processo chamado brotamento. 
 ÁCIDO NUCLEICO VIRAL: “especificidade viral, informação genética, infecciosidade”. Os 
genomas do tipo DNA podem ser: 
-fita dupla (herpesvírus) 
-fita simples (parvovírus) 
-circular. 
Os genomas do tipo RNA de: 
-fita simples, negativa ou positiva. 
Podem ser de polaridade positiva, isto é, apresentam a sequencia genômica que 
corresponde a um RNAm (paramixovírus). A maioria dos RNA viral negativa possui um 
único segmento, que tem 7 ou 8 segmentos de RNA fita simples. 
- fita dupla, segmentada. 
O conjunto CAPSIDEO+ÁCIDO NUCLEICO é denominado “NUCLEOCAPSIDEO”. 
Os termos ‘RNA genômico’ ou ‘DNA genômico’ são designados para o ácido nucleico que se 
encontra na partícula viral madura (Vírion). 
Espiculas: H (Hemaglutinina) – adsorção; N (Neuraminidase) – adsorção/penetração; F (Fusão). 
 
Arranjo dos Capsômeros 
 Pentons ou pentâmeros: 5 unidades em torno, são agrupadas no vértice. 
 Hexons ou hexâmetros: 6 unidades em torno, são agrupadas nas faces do icoságono. 
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