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anti-diabeticos

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na urina).
Cetonúria (cetonas na urina) – aumento de cetonas no organismo pode levar a cetoacidose diabética. O organismo não encontra glicose como fonte de energia e começa a quebrar lipídios, originando os corpos cetonicos que tem natureza ácida e leva a cetoacidose diabética.
Secreção de insulina:
As células das ilhotas são polarizadas, ou seja, o interior fica negativo e o exterior positivo, essa polarização vem da permeabilidade aumentada, devido entrada de potássio na célula, quando ocorre aumento no nível de glicose, esta entra na célula pelos receptores específicos (transportador de GLUT) e no interior da célula ela culmina na formação de ATP, este ATP fecha o canal de potássio, despolarizando a membrana, gerando um gradiente químico que abre o canal de cálcio, este estimula as vesículas de insulina a se fundirem com a célula e liberar a insulina no sangue. Isso é controlado pelo nível de glicose ou pelo Receptor beta-adrenérgico, ou seja, tem uma via neuronal e outra endócrina. Então, todos os fármacos que promovem secreção de insulina vão atuar bloqueando o canal de potássio, despolarizando e abrindo o canal de cálcio, estimulando a secreção da insulina.
Quando a insulina se encaixa no receptor específico ela promove a liberação do transportador de glicose que fica no citoplasma e vai para a membrana promovendo a entrada de glicose na célula. O receptor insulínico é ligado a uma enzima tirosinacinase, essa ligação da insulina com o receptor ativa essa enzima, gerando uma cadeia de fosforilação que mobiliza o transportador de glicose que tava no citoplasma para ir até a membrana plasmática, ao se encaixar na membrana transporta glicose do meio extra para o intracelular - a membrana não é naturalmente permeável a glicose, a presença desse receptor que torna permeável e isso só ocorre através da ação da insulina – depois de certo período diminui a ação periférica da insulina, que pode ocorrer devido redução da sensibilidade entre insulina e receptor, ela é até secretada mas não consegue ativar o receptor não ocorrendo translocação do transportador e a glicose não entra na célula. 
Degradação:
O fígado e os rins são os 2 principais órgãos que removem a insulina da circulação. O fígado depura cerca de 60% da insulina liberada pelo pâncreas e os rins 40%. Em pacientes diabéticos tratados com insulina essa relação de porcentagem é invertida, o rim degrada mais que o fígado. A função renal pode diminuir ao longo dos anos em pacientes diabéticos, é uma das complicações da elevação da glicose, podendo ocorrer um pequeno ajuste devido essa falência renal, pois ainda terá o fígado para degradar.
O receptor insulínico é ligado a tirosinasinase.
Principais tipos e duração de ação:
Dispõe-se de 4 tipos principais de insulina
Ação rápida – após cada alimentação, é de curta duração, mas a intensidade é maior. Ex.: lispro, aspártica, glulisina, inhalada.
Ação curta – pós prandial. Ex.: humana regular.
Ação intermediária – controle basal. Ex.: NPH.
Ação longa – sua ação dura 24hrs, porém a intensidade do efeito é menor, apenas para controlar a glicose basal (que se forma ao longo do dia), mas não controla a pós prandial, sendo necessária a combinação de insulinas (ação longa + ação rápida). Ex.: detemir, glargina.
Se o paciente só tem hiperglicemia durante a noite, então ele pode usar uma intermediária e uma curta numa única administração. Pode haver combinação de uma longa com uma ultra-rápida ou entre duas intermediárias. O que determina é a condição do paciente.
As insulinas de ação rápida e de ação curta são apresentadas na forma de solução transparente em ph neutro. São administradas por via SC, IM ou sangue. A depender da solução de cada insulina, pode ocorrer dela se agrupar levando a absorção ainda mais lenta, pois fica como macromolécula. Quando vira gradativamente um monômero ela é absorvida e chega ao sangue, então esse agrupamento faz com que ela permaneça mais tempo, é o que acontece com as intermediárias, longas e ultra-longas. As de ação curta, rápida e ultra-rapida geralmente estão em unidades monoméricas, soluções transparentes e as únicas que podem ser administradas diretamente no sangue, pois as outras ter turgidez e partículas suspensas. A ultra-rapida pode ser usada na SC ou IM também.
As outras insulinas comerciais foram modificadas para proporcionar uma ação prolongada.
São apresentadas na forma de suspensões turva em ph neutro com protamina em tampão de fosfato (NPH) ou concentrações variáveis de zinco em tampão de acetato.
As insulinas ultra-rápidas são as únicas que podem ser administradas diretamente na corrente sanguínea.
As de ação intermediária ou de ação longa são utilizadas para proporcionar uma cobertura basal.
Quando misturar as insulinas deve ter cuidado com a diferença das soluções, uma de ação lenta + rápida, a de ação rápida ao se misturar na seringa com o zinco da lenta, deixa de ter ação rápida.
As de ação rápida são utilizadas para suprir as necessidades durante as refeições e podem ser administradas através de um dispositivo de infusão contínua por via SC. Ela permite uma reposição pós-prandial mais fisiológica, devido seu rápido início de ação e ação máxima precoce. Permite sua administração imediata antes das refeições, sua duração raramente ultrapassa 3 – 5 hrs, apresenta menor variabilidade de absorção (como é monomérica caiu no local de adm, vai direto para o sangue, as outras dependem da dissolução, ou seja, dependem das condições fisiológicas do organismo, do ph local, então há uma variabilidade no início de ação entre essas insulinas pois depende de cada paciente), o comércio dispõe de 2 análogos – a aspartâmica e a lispro. 
A regular tem ação curta com o zinco cristalino solúvel que faz ela se combinar, o efeito aparece em 30 minutos, o pico é entre 2 e 3 horas, duração de 5 a 8 horas, as moléculas sofrem auto-agregação, após a injeção (hexâmeros de insulina demasiadamente grandes e volumosos são diluídos pelo líquido intersticial e se transformam em monômeros). Pode ter até 3 fases de absorção a depender do local onde é adm e da quantidade de unidades que a insulina pode formar. Pode ser usada em situação emergencial.
As NPH tem absorção e início de ação retardados devido a protamina (insulina e protamina), atividade hipoglicemiante é entre 1 e 2 horas após a injeção, pode ser misturada com insulina regular, lispro ou aspartâmica, tendo cuidado com a diluição e a diferença de ph, alterando a duração e o início de ação.
As ultra-lentas tem seu uso associado a múltiplas injeções de ação rápida, a duração de ação é mais longa e o efeito é menor, tem perfil de insulina basal (pode ser adm em uma única dose de 5 unidades), atinge os níveis basais no decorrer de 24h.
Sistemas de administração de insulina: 
A escolha do sistema depende da preferência e necessidade pessoal.
Os sistemas disponíveis são: sistemas de injeções subcutâneas; injetores portáteis do tamanho de uma caneta; sistema de infusão de insulina controlado pela glicemia; dispositivo de infusão subcutânea continua de injeção; insulina inalada (insulina é macromolécula, ou seja, não absorve facilmente pela VO, por isso é administrada por vias parenterais – tem vantagem do efeito ser imediato, porém tem a desvantagem da injeção – por isso criou a inalada que foi retirada do mercado porque um dos componentes causava reações alérgicas). 
Complicações da insulinoterapia:
Hipoglicemia (a solução é injetar glicose por via EV ou ingerir açúcar), alergia a insulina (as insulinas biotecnológicas não causam tanta alergia como as de origem animal), resistência imune à insulina (produção de anticorpos que degradam a insulina e diminuem sua efetividade), lipodistrofia nos locais da injeção (hipo ou hipertrofia é um efeito que pode ser prevenido fazendo rodízio dos locais de aplicação).
Fármacos antidiabéticos orais:
Secretagogos: Secretagogos de insulina (aumentam a secreção de insulina) – sulfoniluréias, meglitinidas, derivados da D-fenilalina.
Sensibilizadores