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ADM PRODU+ç+âO des produtos

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FACULDADE DA CIDADE DO SALVADOR
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO
JULIANA MONTEIRO PASSINHO
DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS
Salvador
2013
JULIANA MONTEIRO PASSINHO
DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS
Trabalho destinado à avaliação curricular da disciplina Administração da Produção, ministrada pelo Profº. Danilo Magalhães no Curso de Administração de Empresas.
Salvador
2013
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO...........................................................................................................03
AFINAL, O QUE É UM NOVO PRODUTO?...............................................................05
SUCESSO OU FRACASSO DE PRODUTOS NOVOS............................................ 06
FLUXO PARA O DESENVOLVIMENTO DE NOVOS PRODUTOS.......................... 08
PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE NOVOS PRODUTOS.......................... 13
CICLO DE VIDA DO PRODUTO................................................................................19
CONCLUSÃO.............................................................................................................21
BIBLIOGRAFIA...........................................................................................................22
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INTRODUÇÃO
O produto é o objeto principal da atividade de marketing. Pode ser definido também como tudo aquilo que pode ser colocado e vendido num mercado, e que é comprado tanto para ser utilizado e consumido quanto pra satisfazer a um “capricho” ou uma necessidade. Mas, se de um lado o produto satisfaz às necessidades dos consumidores; de outro, permite à empresa realizar seus lucros e para se operar uma estrutura de marketing de modo correto, é necessário compreender o que significa o produto e quais são suas diferenciações e classificações. Deve-se sempre considerar que ele mantém vínculos com uma série de atributos, como a embalagem, a marca, a qualidade, o estilo, o acondicionamento, a linha e a gama de produtos e o serviço ao consumidor. O produto nem sempre tem características físicas: pode ser um serviço ou uma ideia.
A aquisição de um bem depende das mais variadas motivações. A forma, as cores, o conteúdo tecnológico do produto, a simpatia pela marca e a suposta credibilidade da empresa que o produz são algumas das razões capazes de induzir à compra. O produto, portanto, consiste em um conjunto de características concretas e abstratas.
A geração de novas idéias para novos produtos tem sido crucial para a sobrevivência de muitas empresas ao longo dos anos. Se observarmos, por exemplo, o desenvolvimento do setor de transporte desde as carruagens até os jatos que atualmente cruzam os nossos céus, conclui-se que muitos desenvolvimentos ocorreram. Há empresas que dependem basicamente de um desenvolvimento tecnológico de ponta. É o exemplo das empresas japonesas e sua preocupação crescente em tornar determinados produtos obsoletos e com isso impedir a entrada da concorrência, e que buscam também através de novos hábitos e novas idéias atingir um número crescente de consumidores. Se verificarmos o que é feito no setor da eletrônica, poderemos observar que se tem evoluído muito rapidamente, e esse avanço tem gerado um sem número de oportunidades de novos empregos, além, evidentemente, de conduzir determinadas empresas a uma posição de destaque e liderança em seus mercados. 
A inovação é importante, mas produz riscos e muitas empresas, por não pretenderem corre-los, simplesmente não inovam. Umas se adaptam e outras se atem a reagir quando pressionadas à ação do meio ambiente. A adaptação com reação é uma interação neutra com relação ao ambiente e, da mesma forma, a interação é positiva quando reagimos com inovação. Quando a empresa não reage, não adapta e não inova, então essa interação é negativa. 
AFINAL, O QUE É UM NOVO PRODUTO?
Em um sentido restrito, o conceito de novo produto é óbvio: é aquele tecnologicamente novo, que não existia antes, mas agora existe. Mas, em um sentido mais amplo, um produto pode ser novo em um determinado mercado e não em outros. Na verdade, o que hoje pode surgir como sendo um produto novo nada mais é do que uma adaptação de uma antiga necessidade não satisfeita. Muito raramente as empresas brasileiras enfrentam o problema de precisar encorajar a geração de ideias para produtos novos. O que geralmente se faz é explorar as ideias de produtos já existentes em outros mercados, contudo nem sempre se tem o cuidado necessário para investigar se o novo produto se adapta às necessidades do consumidor brasileiro. Frequentemente se adotam todas as características do produto no exterior: qualificação técnica, embalagem, marca, publicidade ou o próprio rótulo.
Assim, gerar novas ideias para produzir produtos novos exige recursos, recursos financeiros, de criatividade, ou seja, de tecnologia. Esta por sua vez, exige investimentos na área de pesquisa e de desenvolvimento na busca de aplicações práticas no campo de negócios. Nem toda tecnologia desenvolvida pode ser aplicada para novos produtos, tanto que a indústria aeroespacial, considerada uma indústria de ponta, tem gerado uma serie de subsídios para a indústria eletrônica e mesma para a indústria aeronáutica; e nem tudo aquilo que é hoje domínio cientifico do homem tem uma exigibilidade no campo dos negócios. Isso ocorre em larga escala porque ainda vigora uma dicotomia entre as necessidades da população consumidora e os desenvolvimentos tecnológicos concebidos em laboratórios.
Na economia globalizada, desenvolver novos produtos é uma atividade cada vez mais importante. A competição exige das empresas o lançamento contínuo de novos produtos, para não perderem mercado para concorrentes mais agressivos. É também um desafio. 
SUCESSO OU FRACASSO DE PRODUTOS NOVOS
Por que os produtos falham? Pesquisas feitas pelo National Industrial Conference Board, em 1976, nos Estados Unidos mostram que a inadequação da análise de mercado respondeu por 32% (trinta e dois por cento) dos fracassos nos lançamentos de novos produtos; os defeitos corresponderam a 23% (vinte e três por cento) dos fracassos, seguidos dos altos custos de produção com 14% (quatorze por cento); sendo o tempo de lançamento muito longo, perdeu-se a oportunidade estratégica e esta abocanhou a fatia de 10% (dez por cento) e a reação da competição atingiu a margem dos 8%. Finalmente, a inadequação dos esforços de marketing em geral correspondeu a 13% (treze por cento) dos fracassos.
No mercado brasileiro, entre alguns insucessos de que se pode lembrar acha-se a sopa Campbells em lata. Esse produto foi um fracasso em razão, provavelmente, da falta de hábito do consumidor brasileiro. O chá Lipton, da divisão de Alimentos da Gessy Lever do Brasil quase constituiu um insucesso em seu lançamento, mas graças a um reposicionamento do produto através de uma pesquisa de uma campanha de publicidade, foi possível que ele realmente conquistasse uma parcela substancial do mercado de chá.
Em média, de cada dez ideias para novos produtos, apenas três são desenvolvidas e somente uma é lucrativa.
O motivo é simples. O sucesso de um produto depende de inúmeros fatores – da empatia com os consumidores, do surgimento de novos concorrentes, do domínio de novas tecnologias ou até do ambiente econômico. E muitos desses fatores não estão sob o controle da empresa.
Após o estudo de mais de 14 mil novos produtos, pesquisadores internacionais delinearam três elementos fundamentais para o sucesso de um produto:
Ser orientado pelo mercado: têm mais chances de sucesso os produtos que são especificados a partir de necessidades que se identifica no mercado. Em especial, são bem sucedidos os que surpreendem positivamente seus consumidores, oferecendo vantagens claras sobre os produtos concorrentes.
Planejamento e especificações prévias: em geral são mais bem sucedidos os produtos cuidadosamente