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ADM PRODU+ç+âO des produtos

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que os usuários líderes fizeram nos produtos e que poderiam ser incorporadas nas futuras versões? Tome cuidado, entretanto, para oferecer vantagens reais a seus usuários líderes, agora parte de seu time de desenvolvimento, e não desrespeitar as questões de propriedade intelectual.
IDENTIFIQUE E ANALISE PRODUTOS EXISTENTES / CONCORRENTES (OU BENCHMARKING DE PRODUTO)
A identificação e análise de produtos existentes / concorrentes é essencial para implementar uma das principais regras do desenvolvimento de produto: não reinvente a roda! Analisando produtos existentes, você identifica ideias que podem ser utilizadas no seu produto, desde que respeitados os direitos de propriedade intelectual. Também reconhece aspectos deficientes, que podem resultar em vantagens do seu próprio produto, se você conseguir encontrar soluções melhores. Um caso particular da análise de produtos existentes / concorrentes é o uso das informações disponíveis em bancos de dados patentários. Nesses bancos de dados, crescentemente acessíveis pela internet, é possível encontrar produtos e processos que já caíram em domínio público ou que não foram patenteados no Brasil, permitindo sua livre exploração comercial no País. Ao utilizar o benchmarking de produto, esteja consciente de que os produtos aos quais temos acesso, seja nas lojas ou nos bancos de dados patentários, representam o passado. Um produto verdadeiramente novo, portanto, deve ser planejado para ir além dos benchmarks da indústria. Além disso, novamente, aqui, cabe o conselho: respeite as questões de propriedade intelectual.
OUÇA A VOZ DO CLIENTE
Aproxime-se dos clientes e dos potenciais clientes e escute. Ouça o que eles têm a dizer, quais as dificuldades que enfrentam. Cada dificuldade é uma potencial oportunidade de produto ou serviço. Entretanto, saiba que o cliente não vai contar para você, numa pesquisa, aquilo que ele considera como característica óbvia e obrigatória num produto (o retrovisor no lado do passageiro de um automóvel). Ele também não vai, na média, soltar a imaginação e imaginar grandes novidades (automóvel que não necessite de estepe). Em suma, a média dos clientes tende a ser conservadora e expressar desejos e expectativas que ele considera razoáveis para o novo produto. É responsabilidade dos desenvolvedores de produto identificar, por benchmarking, as características obrigatórias e, de formas criativas, as novidades e inovações.
OUÇA A VOZ DO PRODUTO
Analise o produto existente e as possíveis modificações que ele poderia sofrer. Em suma, use a imaginação. Osborn (1953), o inventor do brainstorming, sugeriu o uso destas questões: é possível adaptar, modificar, substituir, adicionar, multiplicar, subtrair, dividir, rearranjar, inverter ou combinar? Alguém pode querer uma escova de dentes sem cerdas (subtrair)? Uma lapiseira com múltiplas pontas (multiplicar)? Um bebedouro que pode ser pendurado no teto (inverter)? Como se pode verificar a partir das idéias malucas acima, o uso da voz do produto envolve questionar produtos existentes, num primeiro momento e, então, buscar possíveis utilidades para os "produtos malucos" assim criados. 
 
DEFINA O PRODUTO
Uma vez que tenha sido identificada uma oportunidade de desenvolvimento de produto, é necessário partir para uma definição mais detalhada dos clientes e das suas expectativas em relação ao produto. 
OBTENHA UMA LISTA COM AS NECESSIDADES DOS CLIENTES
As necessidades dos clientes são desejos ou demandas, colocados de forma mais qualitativa que quantitativa e que expressam o que as diversas partes interessadas no produto (compradores, usuários, distribuidores, fabricantes) esperam do mesmo. Nesta lista, não podem deixar de ser considerados aspectos econômicos, ambientais, ergonômicos, de segurança, de estética e de durabilidade. 
OBTENHA UMA LISTA DE ESPECIFICAÇÕES DO PRODUTO
As especificações são os requisitos técnicos a serem atendidos pelo produto. São obtidos a partir da tradução das necessidades dos clientes em linguagem técnica e, também, de normas e outras restrições (inclusive de fabricação) que devem ser atendidas pelo produto. As especificações servirão não somente para orientar o desenvolvimento do produto, mas, para fornecer valores de referência para os testes a serem realizados no protótipo do produto.
 DEFINA O FUNCIONAMENTO BÁSICO DO PRODUTO
Este é o momento de definir, em linhas gerais, como o produto deverá funcionar. O novo produto terá princípios de funcionamento similares aos existentes, ou fará uso de novas tecnologias? Inovação tecnológica é importante, mas a inovação muitas vezes toma tempo até ser realmente aceita pela sociedade de consumo e se se pretende utilizar novas tecnologias, deve-se ter domínio suficiente das mesmas para viabilizar sua incorporação em novos produtos.
DEFINA O ESTILO DO PRODUTO
Ao lado da definição funcional do produto, é muito importante definir questões relacionadas ao estilo e ao significado do produto para os clientes. É necessário manter uma identidade visual já consagrada em versões anteriores do produto, de modo que o novo produto seja facilmente reconhecido? Similarmente, é necessário manter uma identidade de marca? Existe um padrão de estilo para a categoria de produto que se deseje manter, ou, pelo contrário, questionar com a nova proposta? Que mensagens o produto deve passar para o cliente (estabilidade, segurança, arrojo, aventura)?
CONCEBA O PRODUTO
Nesta etapa, considera-se que já existe uma ideia sobre o novo produto, bem como o conhecimento sólido sobre os potenciais clientes e suas necessidades, uma lista de especificações que o produto deverá atender e definições estilísticas. Agora, é preciso conceber (ou inventar) produto:
Detalhe as funções do produto
Gere alternativas para a execução das funções do produto
Combine as alternativas geradas
Escolha a alternativa que melhor atenda ao cliente
 
PROJETE O PRODUTO
Significa definir os aspectos visuais do produto, seu estilo, bem como sua parte estrutural e de funcionamento. 
PROTEJA O PRODUTO
O ideal é fazer um pedido de patentes antes de divulgar o novo produto. Quando a divulgação ocorre antes, isso pode inviabilizar a proteção por meio da patente, que é o título do Estado que garante a exclusividade na comercialização de determinado produto ou processo. 
LANCE O PRODUTO
Um evento é uma das melhores alternativas para o lançamento e a comunicação de um novo produto. 
CICLO DE VIDA DO PRODUTO
			
Os produtos, como todos os seres vivos, nascem, crescem, amadurecem e envelhecem, até o desaparecimento, que é a morte. Essas fases distintas da vida dos produtos são descritas como introdução ou fase pioneira, desenvolvimento ou expansão, maturidade ou estabilização e declínio.
Há, no entanto, produtos que atingem a maturidade e permanecem nesse estagio, sem entrarem em declínio. É o caso de alguns produtos alimentícios de origem animal, como salame, que existe como tal acerca de 400 anos.
A fase pioneira: a fase de desenvolvimento de um novo produto é também chamada de pioneira. É caracterizada pela presença de poucas empresas concorrentes no mercado e como a produção é pequena, os custos de desenvolvimento do produto irão estabelecer um preço alto. Muitas empresas, ao contrario, adotam nessa fase a política de preço de penetração, com o objetivo de assegurar rápida participação de mercado. Essa política, adicionada aos custos de desenvolvimento e aos custos mercadológicos do lançamento do produto no mercado, acarreta baixa lucratividade nessa fase.
A fase de expansão: inicia-se quando a demanda para o novo produto começa a crescer rapidamente. Os consumidores inovadores que adotam o produto ainda em sua fase pioneira, ao repetirem suas compras, estimulam outros a comprarem. O mercado passa a expandir-se rapidamente, e com isso há um estímulo ao crescimento do número de concorrentes do produto. A entrada da concorrência força os preços praticados