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Processos

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O objeto do processo de conhecimento é a pretensão ao provimento declaratório 
denominado sentença de mérito. 
 
06.2. Espécies: 
 a) processos meramente declaratórios; 
 Visa apenas à declaração da existência ou inexistência da relação jurídica; 
excepcionalmente, a lei pode prever a declaração de meros fatos. (p. ex. usucapião, 
falsidade documental etc.) 
 Sentença positiva ou negativa, consoante existência ou inexistência da relação 
jurídica. 
 
 b) processos condenatórios; 
 Tende a uma sentença de condenação do réu. Acolhendo a pretensão do autor, a 
decisão afirma a existência do direito e sua violação, aplicando a sanção correspondente 
a inobservância da norma regulamentadora do conflito de interesses. 
 
 c) processos constitutivos 
 Chega-se à declaração peculiar a todas as sentenças de mérito (provimentos 
jurisdicionais e conhecimento), com o acréscimo da modificação de uma situação jurídica 
anterior, criando-se uma nova. Visa a um provimento jurisdicional que constitua, 
modifique ou extinga uma relação ou situação jurídica. Podem ser necessárias (p. ex. 
anulação de casamento) ou não necessárias (p. ex. anulação de atos jurídicos, rescisão 
contratual). 
 
 
07 - DOS PROCEDIMENTOS 
 
 
 07.1. PROCEDIMENTO ORDINÁRIO 
 É aquele em que o juiz decide a lide por meio de cognição completa e em que as 
partes discutem o litígio amplamente, ou pelo menos têm a oportunidade de fazê-lo. Nele, 
o devido processo legal encontra a mais dilatada de suas formas procedimentais e aquela 
que melhor propicia a reconstituição completa dos fatos, bem como em torno das várias 
nuanças. 
 
 
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07.2. PROCEDIMENTO SUMÁRIO 
 - Valor ou matéria 
 - Art. 275 CPC 
 - Instituído pela lei 9.245/95, veio a substituir o sumaríssimo, mas bem diverso 
desse. 
 - Não se aplicam às execuções, às ações sujeitas ao procedimento especial, nem 
às ações que digam com o estado e a capacidade das pessoas. 
 - Subsidiariamente são aplicadas as normas do procedimento ordinário; 
 
 
 
07.3. DAS FASES DO PROCESSO DE CONHECIMENTO 
 
 
 As fases não são absolutamente inflexíveis, podendo sofrer certa indefinição, ou 
interpretação, as vezes suprimindo-se a instrução, por desnecessária 
 
07.3.1 Fase Postulatória 
 Vai da inicial até a resposta do réu, inclusive, com o pedido do autor e a defesa do 
réu. 
 Dar-se o ajuizamento da inicial, a citação do réu, sua resposta. 
 A resposta pode ser meritória (de fato ou de direito) ou contra o processo, que 
pode ser direta (objeção em relação aos pressupostos processuais e as condições da 
ação, argüida como preliminar na contestação) ou indireta (por meio de exceção, 
processada em separado – por petição - face a incompetência relativa, suspeição ou 
impedimento) 
 
 Revelia - Efeitos confissão ficta, prazos correm sem intimação, julgamento 
antecipado da lide (se cabível) (meio de prova) 
 Reconhecimento do Pedido 
 
07.3.2. Fase de Saneamento 
 Vem após a resposta do réu, com as medidas ou providência preliminares e a 
decisão de saneamento. Nesta fase o juiz faz um exame especial da regularidade do 
processo, ordenando diligências e suprindo eventuais nulidades ou irregularidades. Em 
1994, introduziu-se uma nova fase, a conciliatória, onde o juiz, antes da decisão de 
saneamento, deve designar audiência preliminar ou de conciliação (art. 331, CPC) 
 
 Deve o Juiz: 
 a) conceder o direito de réplica do autor, se argüidas matérias do art. 301 ou 
opuser algum fato impeditivo, modificativo ou extintivo do pedido (art. 326 e 327 CPC); 
 b) suprir as nulidades sanáveis, se houver (art. 327); 
 c) mandar que as partes indiquem as provas desejadas; 
 d) se for o caso, determinar a intimação pessoal do representante do MP; 
 Se houver reconvenção, exceção, declaratória incidental, citação de litisconsorte 
necessário, etc., as providências preliminares poderão ser feitas após o encaminhamento 
desses incidentes 
 
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 07.3.2.1. Julgamento conforme o Estado do Processo 
 Cumpridas, se houver necessidade, as providências preliminares o juiz proferirá o 
julgamento conforme o estado do processo, que diz o rumo do feito, onde o juiz: 
 a) extingue o processo, com ou sem julgamento de mérito (ART. 267 e 269); 
 b) julga antecipadamente a lide (revelia ou desnecessidade de audiência de 
instrução) (destaque-se que nada impede a audiência de conciliação – art. 125. IV); 
 c) designa audiência preliminar ou de conciliação 
 
07.3.3 Fase Conciliatória 
 Após as providências preliminares, o juiz tenta conciliar os interesses das partes, 
ressaltando as vantagens da conciliação. 
 Obtida a conciliação e homologada, extingue-se o processo, com mérito. 
 Não obtida, dará o juiz a decisão de saneamento, decidindo sobre as preliminares 
e a admissão de provas, designando audiência de instrução e julgamento, se necessário. 
 
07.3.4 Fase Instrutória 
 Compreende, basicamente, a realização de provas e da audiência de instrução e 
julgamento. 
 Art. 130 CPC – Poder de instrução do Juiz; 
 Valoração da prova e provas ilegais; 
 
 
07.3.5 Fase decisória 
 Refere-se a sentença, após, se houver, a instrutória. 
Na sentença, o juiz, imbuído na condição de representante do Estado, prolata uma 
resposta imperativa ao pedido formulado pelo autor, considerando, também, a resposta 
do réu, com base nos fatos, na lei e no Direito. 
a) sentenças terminativas (têm a função de pôr fim a uma relação 
processual em razão de vício formal nessa relação, que tornaria o processo 
imprestável para os fins a que se propõem normalmente. Só faz coisa julgada 
formal) e 
 
b) sentenças definitivas (dizer o Direito que deve ser aplicado ao caso 
concreto ou posto à apreciação do judiciário. Faz coisa julgada material); 
 (Sem julgamento de mérito. Com julgamento de mérito. Atos 
autocompositivos - art. 269, II a IV) 
 
 Art. 458 do CPC: o relatório, os fundamentos de fato e de direito (art. 93, IX, 
CF/88) e o dispositivo (conclusão), podendo anular o processo, declarar a extinção do 
processo, julgar o autor carecedor de ação ou julgar o pedido procedente ou 
improcedente. 
 
 Em síntese: Na sentença, destarte, podemos precisar três atividades que, em 
seqüência lógica-sistemática, se encadeiam. Inicialmente a recapitulação da situação de 
fato ocorrida, nos autos (crítica do fato). Empós, a qualificação jurídica respectiva, ou seja, 
o enquadramento do fato ao Direito pertinente. Por derradeiro, a própria interpretação do 
Direito, aplicando-o ao fato (crítica do direito). 
 
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ 
FACULDADE DE DIREITO 
DIREITO PROCESSUAL CIVIL I 
 
 
 
 1 - Característica do órgão; 
 
2 - Delimitação do exercício da atividade jurisdicional; 
 
3 - Competência internacional: art. 88 (competência concorrente) e art. 89 (competência exclusiva); 
 
4 - Critérios de competência: 
 
 * matéria (JE/JT/JM) 
 * pessoa (JF) 
 * funcional (graus) 
 * territorial 
 * residual (JEst.) 
* casos gerais previstos no CPC (art. 94-100) 
 
5 - Espécies de competência: 
 * competência absoluta (não pode ser modificada) 
 * competência relativa (modificável/ ocorre em razão do território e do valor – art.) 
 
6 - Formas de argüir a incompetência: 
 * absoluta: preliminar de contestação / qualquer tempo e grau de jurisdição – arts. 113, 301, II, parágrafo 
4º - reconhecimento de ofício 
 * relativa: exceção de incompetência – prazo para a resposta do réu (arts. 112, 304-311) / prorrogação da 
competência (art. 114) 
 
7. Conflitos de competência (art. 116-124) 
 - quem pode suscitar: parte, MP, magistrado 
 
8 - Causas de modificação da competência: 
8.1. Vontade das partes (expressa ou tácita) – exclusiva para o processo civil; 
8.2. Causas legais: 
 - conexão (art. 103) 
 - continência (art. 104) 
 
 * prevenção (juízos em comarcas