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Teorias da comunicação - Aloísio

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consciência histórica; 2. A fusão de horizontes; 3. O papel positivo da distância temporal; 4. Estender já é parte do significar; 5. A tradição fala para nós e clama pela verdade; 6. O intérprete, lendo, busca ser.
Ciências cognitivas
 A expressão cognitiva serve para abrigar determinado número de disciplinas que lidam com a representação do conhecimento. 
 As disciplinas que mais aparecem nessa denominação são as seguintes; psicologia cognitiva, linguística, filosofia, neurociência e inteligência artificial. Destes o que chama mais atenção é o campo da inteligência artificial por tratar do fazer com que uma máquina possa entrelaçar informações e possa computar ideias e pensamentos. 
 Outra questão pela qual as ciências cognitivas são tidas como revolucionárias, diz respeito ao aspecto comparativo com a psicologia behaviorista que era o ambiente cientifico dominante nos EUA nas décadas de 20, 30 e 40 do século vinte. O padrão estímulo/resposta dominava os estudos do comportamento na psicologia americana e no resto do mundo.
A hipótese cognitivista
A cognição é um processo baseado na manipulação dos símbolos utilizando de mecanismos que referem-se a forma física dos símbolos e eles estão funcionando bem quando eles representam alguma forma do mundo real.
 Seria uma série de questões referentes ao que é a cognição e sobre o processamento de informações ou computação simbológica baseada na regra de manipulação de símbolos.
 A hipótese conexionista
 Diferentemente da hipótese cognitivista que considera o processamento de informações como eminentemente serial, ocorre de forma analógica.  O conexionismo estuda a mente por uma perspectiva computacional, isto é, tenta descrever o processamento cognitivo à semelhança de um computador – os dados que alimentam a mente.
 A hipótese da autopoiesis
 Visa esclarecer conceitos de cognição e de representação, lembrando que a hipótese da autopoieses não aborda representação. Por ser uma leitura muito próxima da fenomenologia heidegerriana, vai indicar o ser no mundo, sistemas que se auto-organizam num processo histórico de casamento de horizontes.
Funciona através de um sistema que consiste de níveis múltiplos interconectados. Sabe-se que funciona quando ele torna-se parte de um mundo existente em processo. 
Portanto, a metodologia científica é muito mais um instrumento de poder das classes dominantes do que ferramenta de justiça, de verdade e de ordem. E as teorias pós-modernistas tem assumido grande atividade produtiva no sentido de explanar a presença dos meios de comunicação massivos neste cunho social.
CAPÍTULO NOVE
TEORIA DA COMUNICAÇÃO: UMA ABORDAGEM PIERCEANA
A corrente filosófica nomeada pragmatismo foi fundada por Peirce. Ele também é considerado o pai da semiótica, ou seja, da teoria moderna dos signos. Estas duas áreas se entrelaçam, pode-se dizer que a semiótica é o coração do pragmatismo. Para construir o raciocínio científico é necessária a utilização de instrumentos lógicos, e seu conjunto é denominado organum. Porém, o que se refere a esse termo ainda é incerto. Existe uma luta para determinar a real definição e aplicabilidade dele.
O pai da filosofia moderna, Descartes, é considerado de tal forma porque seu organum centrou no homem e em sua subjetividade. Antes de Descartes, quem determinava o bem e mal, verdade e mentira, era Deus e de outras divindades. Após ele, o fundamento passou a ser humano.
Peirce fundou sua semiótica opondo-se ao cartesianismo. Para Peirce, o fundamento do bem e do mal, da verdade e da mentira, não está nas divindades e nem nos homens, está nos signos. Lembremo-nos que a semiótica é a teoria dos signos e que a semiótica é a lógica da comunicação.
1. Semiótica: a lógica da comunicação
A fenomenologia é a ciência que estuda a forma em que os fenômenos tomam na mente humana. Pierce, diferentemente de outros filósofos, tem ela como ponto inicial, não final. Tratemos por fenômeno tudo aquilo que apresente significado a mente, seja externa, como uma batida na porta, como interna e visual, representada por uma dor de estômago, ou até mesmo uma lembrança ou desejo.
Na teoria peirceana a relação de primeiridade, secundidade e terceiridade é decrescente. A passagem da fenomenologia à semiótica se dá via terceiridade, já que a semiótica é a terceira das ciências normativas, e pressupõe a ética e a estética.
2. O conceito de signo
Signo compreende tudo que tenha um significado subjetivo ou objetivo. Tudo neste mundo é um signo. É através dele que podemos fazer referências as coisas e conectá-las, trazendo a mente definições relacionadas a uma palavra. Identificamos informações a partir de outras informações. Os signos representam o universo complexo da comunicação. Eles são a própria comunicação. 
Para Peirce, o emissor é apenas uma existência problematizada ou incerta. Do mesmo modo o receptor, que para ele, às vezes, receptor e emissor tornam-se idênticos. O emissor faz sinais para o receptor e espera que pelo menos um desses sinais existam na mente do receptor. Para Pierce o pensamento é feito de signos, ou melhor, essencialmente composto de signos. 
Segundo Peirce, o pensamento não é particularidade do ser humano. Ele se estende a tudo que existe. Dos animais aos seres inorgânicos. Todos eles trazem uma carga de significado e representam signos. Este diálogo se traz a partir da relação entre duas mentes que produzem insights, que trocam informações, e assim apresentam tal comunicação.
CAPÍTULO DEZ
CONCLUSÃO
Foi dada ao leitor uma visão além do alcance para que possa compreender as teorias da comunicação de forma mais crítica e comparativa. Os tópicos de destaques foram muito bem escolhidos como por exemplo a abordagem da retórica com Aristóteles, na Grécia antiga, depois com Saussure e a sua linguística, as funções da linguagem com Jackobson, a comunicação pela psicanálise com Freud e muitos outros tópicos extremamente importantes também.
A linguagem é um componente essencial para a comunicação, e ela, apesar de não ser necessariamente natural, é uma de nossas maiores características. Quando falamos em comunicação humana, falamos de tudo que está relacionada a ela, ou seja, tudo que um indivíduo faz quando está se comunicando. A comunicação em massa é definida como um aspecto da comunicação humana responsável pela disseminação de informação em grandes grupos de pessoas. A comunicação social é, naturalmente, uma questão política. Ela deve ser administrada para um bem geral. Todas as mídias são um bem público e devem estar ao nosso dispor. A comunicação de massa é caracterizada pelo número. O número representa a dimensão que uma mensagem vinculada tomará. Cada meio de comunicação exige do receptor que utilize predominantemente um de seus sentidos. Sedo assim tão conectados aos nossos sentidos, os meios de comunicação funcionam como extensões do homem. As diversas abordagens dadas à língua mostram a pluralidade que elas apresentam. Porém, sem dúvida alguma, toda essa pluralidade se encontra nos signos. Quando nos referimos a signos todas as línguas entram em consenso e apresentam o mesmo comportamento. As teorias podem apresentar divergências no que diz respeito ao emissor, mensagem e receptor, mas, de fato, devem submeter-se aos signos. Comunicar-se é estar aberto a compreensão do outro. A cada momento podemos entender diferentemente o outro, mesmo que seja a mesma ação. Grupos diferentes podem entender coisas diferentes, e nós mesmos, em momentos diferentes, compreenderemos coisas diferentes. Os conceitos são relativos. Portanto, a comunicação representa todas as relações de troca de informação em nosso meio e não exclui nada. Sejam animais, racionais ou não, vegetais, objetos, etc., todos transmitem informações, ou seja, se comunicam. 
Teorias da comunicação é um a obra que abre portas para o conhecimento, trazendo várias outras fontes confiáveis a fim de que a comunicação não seja uma simples troca