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MTO_2013_17set2012_terceira_versao

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ou operações de crédito 
contratuais alocadas nas ações orçamentárias, com ou sem contrapartida de recursos da União. Os 
gastos referentes à contrapartida de empréstimos serão programados com o IDUSO igual a “1”, “2”, 
“3” ou “4” e o IDOC com o número da respectiva operação de crédito, enquanto que, para as 
contrapartidas de doações, serão utilizados o IDUSO “5” e respectivo IDOC. 
O número do IDOC também pode ser usado nas ações de pagamento de amortização, juros e 
encargos para identificar a operação de crédito a que se referem os pagamentos. 
Quando os recursos não se destinarem à contrapartida nem se referirem a doações 
internacionais ou operações de crédito, o IDOC será “9999”. Nesse sentido, para as doações de 
pessoas, de entidades privadas nacionais e as destinas ao combate à fome, deverá ser utilizado o 
IDOC “9999”. 
[Sumário], 
 67 
5.6.2.4. CLASSIFICAÇÃO DA DESPESA POR IDENTIFICADOR DE RESULTADO 
PRIMÁRIO 
O identificador de resultado primário, de caráter indicativo, tem como finalidade auxiliar a 
apuração do resultado primário previsto na LDO, devendo constar no PLOA e na respectiva Lei em 
todos os GNDs, identificando, de acordo com a metodologia de cálculo das necessidades de 
financiamento, cujo demonstrativo constará em anexo à LOA. De acordo com o estabelecido no § 
5
o
 do art. 7
o
 do PLDO 2013, nenhuma ação poderá conter, simultaneamente, dotações destinadas a 
despesas financeiras e primárias, ressalvada a reserva de contingência. 
O quadro a seguir evidencia a mudança em relação à LDO 2012: 
LDO 2012 PLDO 2013 
CÓDIGO DESCRIÇÃO DA DESPESA CÓDIGO DESCRIÇÃO DA DESPESA 
0 Financeira 0 Financeira 
1 
Primária obrigatória, quando constar 
do Anexo IV (despesas que 
constituem obrigações constitucionais 
ou legais da União) da LDO 2012 
1 
Primária e considerada na apuração do 
resultado primário para cumprimento da 
meta, sendo obrigatória quando constar do 
Anexo V 
2 
Primária discricionária, aquela não 
incluída no Anexo IV da LDO 2012 
2 
Primária e considerada na apuração do 
resultado primário para cumprimento da 
meta, sendo discricionária e não abrangida 
pelo PAC 
3 
Primária discricionária relativa ao 
PAC 
3 
Primária e considerada na apuração do 
resultado primário para cumprimento da 
meta, sendo discricionária e abrangida pelo 
PAC 
4 
Despesas constantes do Orçamento de 
Investimento das Empresas Estatais 
que não impactam o resultado 
primário 
4 
Primária, constante do Orçamento de 
Investimento, e não considerada na apuração 
do resultado primário para cumprimento da 
meta, sendo discricionária e não abrangida 
pelo PAC 
 
5 
Primária, constante do Orçamento de 
Investimento, e não considerada na apuração 
do resultado primário para cumprimento da 
meta, sendo discricionária e abrangida pelo 
PAC 
[CÓDIGO-EXEMPLO DA ESTRUTURA COMPLETA DA PROGRAMAÇÃO] 
[Sumário] 
 68 
6. ELABORAÇÃO DA PROPOSTA ORÇAMENTÁRIA PARA 2013 
O PLOA para o exercício seguinte deve ser enviado pelo Presidente da República ao 
Congresso Nacional até 31 de agosto de cada ano. 
O processo de elaboração do PLOA se desenvolve no âmbito do Sistema de Planejamento e 
de Orçamento Federal e envolve um conjunto articulado de tarefas complexas e um cronograma 
gerencial e operacional com especificação de etapas, de produtos e da participação dos agentes. 
Esse processo compreende a participação dos órgãos central, setoriais e das UOs do sistema, o que 
pressupõe a constante necessidade de tomada de decisões nos seus vários níveis. Para nortear o 
desenvolvimento do seu processo de trabalho, a SOF utiliza as seguintes premissas: 
- orçamento visto como instrumento de viabilização do planejamento do Governo; 
- ênfase na análise da finalidade do gasto da Administração Pública, transformando o 
orçamento em instrumento efetivo de programação, de modo a possibilitar a implantação 
da avaliação das ações; 
- acompanhamento das despesas que constituem obrigações constitucionais e legais da 
União, nos termos do art. 9
o
, § 2
o
, da LRF; 
- ciclo orçamentário desenvolvido como processo contínuo de análise e decisão ao longo 
de todo o exercício; 
- avaliação da execução orçamentária com o objetivo de subsidiar a elaboração da 
proposta orçamentária, com base em relatórios gerenciais, conferindo racionalidade ao 
processo; 
- atualização das projeções de receita e de execução das despesas e de elaboração da 
proposta orçamentária, com o intuito de se atingir as metas fiscais fixadas na LDO; e 
- elaboração do projeto e execução da LOA, realizadas de modo a evidenciar a 
transparência da gestão fiscal, permitindo o amplo acesso da sociedade. 
No que concerne especificamente à elaboração da proposta orçamentária para 2013, essa 
deverá estar compatível com o PPA 2012-2015 e com a LDO 2013. 
OBSERVAÇÃO: 
O processo de elaboração da proposta orçamentária para os Poderes Legislativo e 
Judiciário e para o Ministério Público da União apresenta as seguintes peculiaridades: 
- o art. 22 do PLDO 2013 determina que o envio da proposta orçamentária desses 
órgãos à SOF será até 15 de agosto de 2012; 
- o Poder Judiciário e o Ministério Público da União deverão encaminhar parecer de 
mérito do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério 
Público, conforme estabelece o § 1
o
 do art. 22 PLDO 2013; e 
- o art. 23 do PLDO 2013 fixa os parâmetros para a elaboração de suas respectivas 
propostas orçamentárias. 
[Sumário] 
 
 
 
 
 
 69 
6.1 PROCESSO DE REVISÃO DAS AÇÕES ORÇAMENTÁRIAS PARA 
ELABORAÇÃO DO PROJETO DE LEI ORÇAMENTÁRIA DE 2013 - PLOA 
2013. 
De acordo com os conceitos expostos no item 5.5.2 deste Manual, as ações devem expressar 
a produção pública, ou seja, a geração de bens e serviços públicos à sociedade ou ao Estado. Assim, 
para o exercício 2013, será despendido grande esforço de revisão das ações orçamentárias atuais, 
constante do Cadastro de Ações do SIOP, no sentido de evidenciar no orçamento, no que concerne a 
atividades e projetos, somente as que entregam produtos e serviços “finais” à sociedade ou ao 
Estado, minorando assim o alto grau de pulverização das programações orçamentárias existentes. 
Serão admitidas, no entanto, as seguintes exceções: 
1) ações de aquisição ou produção de insumos estratégicos, desde que devidamente 
marcadas no Cadastro de Ações; e 
2) única ação de “meios” ou de “insumos compartilhados” por UO e vinculada ao Programa 
de Gestão do órgão. Esta será a ação 2000 - Administração da Unidade. 
Entende-se como insumo estratégico aquele, identificado pelo órgão setorial em conjunto com a 
SOF, cuja interrupção no fornecimento pode comprometer a produção de bens e serviços ou a 
expansão do fornecimento destes à sociedade ou ao Estado. 
 
Nesse sentido, caberá aos órgãos setoriais e UOs identificarem as ações que em 2012 geram 
bens e produtos finais à sociedade ou ao Estado, no âmbito do orçamento federal. Esse grupo de 
ações deverá, em princípio, ser mantido para 2013. 
Adicionalmente, deverão ser identificadas as ações que geram produtos intermediários, ou 
seja, aquelas que contribuem ou são utilizadas na geração dos produtos finais, aí compreendida a 
aquisição ou produção de insumos não estratégicos. Tais ações deverão ser incorporadas por 
aquelas identificadas como as que geram bens e produtos finais. 
O exemplo a seguir evidencia a diferença entre o que se pratica em 2012 e o que se pretende 
para 2013 com a revisão das ações: 
Ações da LOA 2012 Ação para PLOA 2013 
4932 - Formação de Educadores Ambientais XXXX - Fomento à Educação 
Ambiental 6857 - Produção e Difusão de Informação Ambiental de 
Caráter