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Artigo_Análise Tributária

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de adicional de imposto, este será pago 
juntamente com o imposto de renda apurado pela aplicação da alíquota geral de 
15% (quinze porcento). 
Machado (2006) destaca que existe um regime jurídico para o imposto de 
renda que é o da tributação na fonte, sendo que, a alíquota neste regime, é diversa 
em função da natureza do rendimento. 
 
 
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2.5.2 Contribuição Social Sobre o Lucro 
 
 
De acordo com Oliveira, G. (2005, p.112), “a Contribuição Social Sobre o 
Lucro foi instituída pela Lei nº 7.689/88 com o objetivo de financiar a seguridade 
social por meio dos lucros auferidos pelas pessoas jurídicas ou entidades 
equiparadas pela legislação do imposto de renda.” 
Pêgas (2007) destaca que a criação de uma contribuição social que 
tivesse a mesma base de cálculo do imposto de renda representava para a União a 
recuperação de parte dos recursos do IR que eram repassados automaticamente 
para os Estados e Municípios. 
Resalta-se que a modalidade de tributação adotada para a apuração do 
imposto de Renda deverá ser, obrigatoriamente, utilizada para a Contribuição Social. 
Young (2009, p. 129) exemplifica ao afirmar que “Adotado o regime de estimativa 
para o IRPJ, a CSLL seguirá a mesma sistemática quanto ao período de apuração e 
pagamento.” 
 
 
2.5.2.1 Fato Gerador 
 
 
Da mesma forma que o Imposto de Renda, o fato gerador da Contribuição 
Social sobre o Lucro é o lucro auferido pela organização, seja real, presumido ou 
arbitrado. 
A SRF (2009) estabelece que: 
Aplicam-se à CSLL as mesmas normas de apuração e de pagamento 
estabelecidas para o Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) 
e, no que couberem, as referentes à administração, ao lançamento, à 
consulta, à cobrança, às penalidades, às garantias e ao processo 
administrativo, observadas, quanto à base de cálculo e as alíquotas, as 
normas específicas previstas na legislação da referida contribuição. 
 
Observa-se que, embora o fato gerador da CSSL seja auferir lucro e, 
portanto, sua base de cálculo o resultado positivo da empresa, existem ajustes que 
devem ser considerados para a determinação da base de cálculo, conforme 
apresentado a seguir. 
 
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2.5.2.2 Base de Cálculo 
 
 
O art. 57 da Lei 8.981/95 instituiu que a base de cálculo da Contribuição 
Social deve ser idêntica a do IRPJ. 
Art. 57. Aplicam-se à Contribuição Social sobre o Lucro, Lei 7.689, de 1988, 
as mesmas normas de apuração e de pagamento estabelecidas para o 
imposto de renda das pessoas jurídicas, mantidas a base de cálculo e as 
alíquotas previstas na legislação em vigor, com as alterações introduzidas 
por esta lei. 
 
Fabretti (2001) destaca que essa simplificação durou pouco tempo, já que 
com a publicação do art. 14 da Lei 9.779/99, foram determinadas novas adições a 
base de cálculo da Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL), sendo as 
despesas financeiras e os juros de capital próprio, a que se refere o art. 9° da Lei nº 
9.249/95, adicionadas para efeito da determinação da base de cálculo. 
Quanto a base de cálculo presumida Young (2009, p. 136) afirma que “a 
base de cálculo mensal da CSSL a ser paga em base presumida trimestral, será o 
valor correspondente a 12% da Receita Bruta (da atividade) trimestral, acrescido das 
demais receitas operacionais e ganhos de capital auferidos no mês.” 
Higuchi (2009) defende que os percentuais de presunção do lucro, tanto 
para incidência do IRPJ como da CSSL deveriam ser idênticos. Porém, na gestão do 
anterior Secretário da Receita Federal, foram abandonados os critérios técnicos e de 
justiça fiscal em função do critério arrecadatório, que continua sendo usado pela 
administração atual. 
 
 
2.5.2.3 Alíquotas 
 
 
A CSLL será determinada mediante a aplicação da alíquota de 9% (nove 
porcento) sobre o resultado ajustado, presumido ou arbitrado (Lei nº 10.637, de 
2002, art. 37). Portanto, sob a base de cálculo, determinada segundo o regime 
tributário adotado para o IRPJ, aplica-se a alíquota para a apuração do montante a 
ser recolhido. 
 
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2.5.3 Programa de Integração Social - PIS 
 
 
Criada em 1970, por meio da Lei Complementar n° 7, a contribuição para 
o Programa de Integração Social (PIS) incide sobre o faturamento mensal das 
“pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação 
do imposto de renda [...]” (LEI 9.715/98, ART. 2°) 
Quanto ao recolhimento, deve ser feito até o último dia útil do segundo 
decêndio subseqüente ao mês de ocorrência dos fatos geradores, obedecendo o 
prazo fixado pelo artigo 7º da MP 351/2007. 
 
 
2.5.3.1 Contribuintes 
 
 
São contribuintes do PIS as pessoas jurídicas de direito privado e as que 
lhe são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda, inclusive empresas 
prestadoras de serviços, empresas públicas e sociedades de economia mista e suas 
subsidiárias, excluídas as microempresas e as empresas de pequeno porte 
submetidas ao regime do Simples Federal (Lei 9.317/96) e, a partir de 01.07.2007, 
do Simples Nacional (LC 123/2007). 
 
 
2.5.3.2 Alíquotas 
 
 
A alíquota do PIS é de 0,65% (sessenta e cinco décimos porcento), para 
as empresas optantes pelo lucro presumido, ou 1,65% (um inteiro e sessenta e cinco 
décimos porcento), a partir de 01.12.2002 na modalidade não cumulativa (Lei 
10.637/2002). 
Sendo que, no regime não-cumulativo as normas aplicáveis para 
obtenção da base de cálculo do PIS e da COFINS são idênticas, alterando apenas 
as alíquotas aplicáveis, as duas modalidades de tributação serão tratadas em 
capítulo específico, logo após a apresentação da COFINS. 
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2.5.3.3 Base de Cálculo 
 
 
Conforme informações da Secretaria da Receita Federal (SRF), a base de 
Cálculo, a partir de 1º de fevereiro de 1999 é o faturamento do mês, assim entendido 
a receita bruta total, como definida pelo art. 3º, e seus §§ 1º, 3º e 4º da Lei nº 9.718, 
de 1998, deduzidos os valores correspondentes às exclusões e isenções dispostos 
no art. 3º, inciso 2º, dentre os quais Higuchi (2009) destaca os dispostos a seguir: 
a) vendas canceladas, vendas devolvidas, descontos incondicionais 
concedidos, IPI e ICMS quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos 
serviços na condição de substituto tributário (Lei nº 9.718, de 1998, art. 3º, § 2º); 
b) reversões de provisões operacionais e recuperação de créditos 
baixados como perda, que não representem ingresso de novas receitas, o resultado 
positivo da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido e os lucros e 
dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição, que 
tenham sido computados como receita (Lei nº 9.718, de 1998, art. 3º, § 2º); 
c) receita decorrente da venda de bens do ativo permanente (Lei nº 9.718, 
de 1998, art. 3º, § 2º); 
Cabe ressaltar que, com a revogação do §1º do art. 3º da Lei nº 
9.718/1998 pela Lei nº 11.941/2009, não se incluem mais na base de cálculo do 
PIS/COFINS cumulativo, entre outras receitas, as Receitas Financeiras das Pessoas 
Jurídicas para os fatos geradores ocorridos a partir de 28/05/2009. 
 
 
2.5.4 Contribuição para Financiamento da Seguridade Social - COFINS 
 
 
A base do regime jurídico da COFINS é a Lei Complementar n° 70/1991, 
que institui, em seu art. 1°, “[...] contribuição social para financiamento da 
Seguridade Social, nos termos do inciso I do art. 195 da CF, devida pelas pessoa 
jurídicas inclusive as a elas equiparadas pela legislação do imposto de renda [...]”. 
Considera-se como objetivo da seguridade social garantir o direito à saúde, 
previdência e assistência social. 
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A LC que instituiu a COFINS veio suceder o Fundo de Investimento Social 
(FINSOCIAL) criado pelo Decreto n° 1940/82 que foi extinto pelo Supremo Tribunal 
Federal. 
 
 
2.5.4.1 Contribuintes