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Tese Professor titular Crocco

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Vários professores e pesquisadores também contribuíram para o 
desenvolvimento do LEMTe, quer seja por um engajamento mais constante, quer 
seja por trabalhos específicos e esporádicos. Desta forma, gostaria de agradecer a 
Adriana Amado, Ana Hermeto, Fabiana Santos, Frederico Gonzaga e Gustavo 
Rocha. 
Nesta trajetória de reflexão sobre os aspectos monetários do 
desenvolvimento regional, os cursos oferecidos na Pós-Graduação do CEDEPLAR 
foram de fundamental importância. Organizados na forma de seminários, estes 
 
 
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cursos se constituíram em um ambiente profícuo de discussão acerca desta 
temática. Assim sendo, gostaria de agradecer a todos os alunos da pós graduação 
do CEDEPLAR que assistiram aos cursos de Moeda e Território e de Sistema 
Financeiro e Desenvolvimento. 
No processo de preparação da tese algumas pessoas foram essenciais. Em 
primeiro lugar, gostaria de agradecer ao Colegiado de Curso do Programa de Pós 
Graduação do CEDEPLAR. Durante a elaboração da tese tive que, praticamente, me 
ausentar das tarefas relacionadas ao meu cargo de Coordenador do Programa de 
Pós Graduação. Esta ausência foi compensada com uma maior participação no dia a 
dia da Pós dos demais membros do Colegiado. Por isto agradeço a Ana Hermeto, 
Fred, Hugo e Rodrigo. Em especial, deixo registrado o meu agradecimento à Ana 
Hermeto, minha companheira na direção da Pós. Aninha assumiu prontamente 
minhas funções da coordenação assim que o concurso para titular foi anunciado. 
Sem esta colaboração, a elaboração da tese teria sido muito mais difícil. 
Também no processo de elaboração da tese, a contribuição da Carol foi 
inestimável. Carol me ajudou muito além do que as suas tarefas determinavam. 
Além de tomar conta de minhas atribuições profissionais, Carol foi de fundamental 
importância na montagem de meu currículo. Fica aqui o meu agradecimento a uma 
amiga. 
Uma pessoa em particular merecer um agradecimento especial: Clélio 
Campolina. Um mestre que se tornou um grande amigo. Com Campolina fui aluno, 
assistente de pesquisa, colega de departamento, companheiro de direção de 
faculdade e co-autor em vários trabalhos. Durante toda esta trajetória profissional, 
Campolina sempre foi um orientador, estimulador e companheiro. Ao meu “chefe” 
fica um agradecimento especial. 
Gostaria também de agradecer a três pessoas de meu círculo pessoal. Ao 
Luigi, meu irmão mais velho. Durante estes últimos seis anos, companheiro das 
tardes de domingo torcendo pelo Botafogo, Luigi tem sido muito mais que um 
irmão. Amigo e conselheiro, pessoal e profissional, agradeço todo o estímulo e 
paciência com aquele que nunca deixou de se portar como o irmão mais novo. 
 
 
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Henrique e Léo têm sido muito mais do que sobrinhos. São dois grandes 
pequenos amigos que ganhei nesta vida. Estar perto deles, quer seja jogando X-
Box, futebol, montando legos ou lutando, me faz lembrar como a vida pode ser 
mais simples e sincera. Meu enorme agradecimento ao carinho destas duas 
pessoas maravilhosas. 
 
Chegar até este ponto de minha trajetória profissional não teria sido 
possível sem a Fabiana. Tentar expressar em palavras o significado que ela tem em 
minha vida é uma tarefa impossível. Qualquer coisa que eu diga, e escreva, sempre 
ficará aquém do real sentimento e significado que sua presença tem em minha 
vida. Nada disto teria acontecido sem o seu carinho, amor, e apoio incondicional. 
Obrigado por tudo, principalmente por me deixar te amar. Por isto tudo, esta tese é 
dedicada a você. 
Por fim, gostaria de agradecer a Elene. Em seus dois meses de vida, sua 
presença nesta reta final de elaboração da tese foi fundamental. Vê-la, me fazia 
esquecer o cansaço e me dava a alegria necessária para terminar a tese. Muito 
obrigado, filha. 
 
 
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INTRODUÇÃO 
 
Nos últimos vinte anos a pesquisa sobre as relações entre moeda e 
desenvolvimento regional e urbano vivenciou grandes transformações e distintos 
períodos de euforia e marasmo. No início dos anos 1990, uma série de trabalhos 
sobre o papel da moeda e sistema financeiro na configuração dos territórios 
vieram a tona, especialmente entre os geógrafos econômicos. As razões para este 
ressurgimento são várias (Martin 1999). No entanto, três fatos merecem destaque, 
todos com implicações territoriais importantes: i) as profundas transformações 
tecnológicas dentro do sistema financeiro, que possibilitaram, não somente o 
armazenamento de uma quantidade sem precedentes de informação, como 
também que volumes enormes de recursos financeiros fossem transferidos de um 
lado para outro do planeta, quase que instantaneamente; ii) o profundo processo 
de liberalização financeira realizada em quase todos os países do mundo, dentro 
do contexto do Consenso de Washington; e, iii) o fato de quase a totalidade das 
crises econômicas desta época tinham um forte componente financeiro no seu 
interior. 
Este quadro praticamente impôs aos acadêmicos especializados em 
economia regional ou geografia econômica a necessidade de se entender melhor o 
papel da moeda e do sistema financeiro na configuração espacial da economia. 
Diversas linhas de investigação foram desenvolvidas, ao ponto de Martin (1999) 
afirmar, ao final dos anos 1990, que uma nova sub-disciplina da geografia 
econômica havia surgido. 
No entanto, apesar deste ressurgimento, durante os anos 2000 este 
interesse nesta nova sub-disciplina se estabilizou, sem conseguir torná-la central 
na discussão sobre desenvolvimento regional e urbano. Apenas após a crise 
mundial do final dos anos 2000 é que esta temática volta a ter força, tendo em vista 
as evidentes implicações espaciais desta crise. Apesar de sua extensão mundial, 
esta última de forma alguma foi neutra espacialmente, mesmo porque a sua origem 
(os empréstimos sub-prime no mercado imobiliário norte americano) também foi 
espacialmente localizada. 
 
 
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A presente tese se encaixa no esforço de tornar central a discussão sobre as 
relações entre moeda e território dentro do debate sobre desenvolvimento 
regional e urbano. No entanto, diferentemente de boa parte da literatura sobre o 
tema, parte-se de premissa de que o correto entendimento das relações entre 
moeda e território e de suas implicações de política só poderá emergir a partir da 
construção de uma Teoria Monetária do Desenvolvimento Regional e Urbano. 
Para tanto, é necessário que se tenha uma concepção teórica sobre a moeda que 
permita a esta afetar o comportamento das variáveis reais da economia, tanto no 
curto, quanto no longo prazo. Esta concepção é encontrada nos escritos de Keynes. 
Neste contexto, a presente tese busca realizar três contribuições básicas: 
i. Incorporar uma concepção de moeda, que seja capaz de afetar as 
variáveis reais da economia, no contexto teórico do desenvolvimento 
regional e urbano, de forma a contribuir para a construção de uma 
Teoria Monetária do Desenvolvimento Regional e Urbano; 
ii. Aprofundar o diálogo entre a contribuição Pós-Keynesiana para a 
teoria do desenvolvimento regional, de forma a estender este diálogo 
à teorias do desenvolvimento urbano, notadamente a Teoria do 
Lugar Central; e 
iii. Pesquisar, empiricamente, os desenvolvimentos teóricos propostos a 
partir de uma base de dados única no Brasil, copilada pelo 
Laboratório de Estudos em Moeda e Território (LEMTe) do 
CEDEPLAR / UFMG. 
 
Para atingir estes objetivos a tese foi estruturada em duas partes. Na Parte I, 
toda a discussão teórica é efetuada. No capítulo 1 desta Parte, o referencial teórico 
Pós-Keynesiano, que serve de base para toda a tese, é detalhado. Nos três capítulos 
seguintes, este referencial é utilizado para uma re-leitura