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comportamento organizacional unidade 3

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grupos modela o comportamento dos indivíduos. Veremos, a seguir, algumas 
variáveis dessa estrutura.
•	 Papéis: trata-se justamente das funções que serão exercidas por cada componente. Você 
pode ser estagiário de uma empresa, membro da comissão de formatura da faculdade, 
capitão do time de futebol do seu bairro, namorado e filho e filho de alguém. Em cada 
uma das situações você é cobrado por atitudes e ações adequadas ao contexto. A forma 
como encaramos os padrões de comportamento que devemos seguir em cada grupo é 
conhecida por Percepção do papel. Já a Expectativa do papel caracteriza a percepção 
de outrem sobre o papel que você desenvolve.
Nas relações de trabalho, existe um acordo tácito que determina o comportamento de cada 
integrante do grupo. Tanto o empregado como o empregador possuem comportamentos 
esperados e, para que isso seja previamente estabelecido, há o que chamamos de 
Contrato Psicológico, que nada mais é do que um vínculo informal criado entre empresa 
e indivíduo, composto por expectativas de ambas partes. Quando o contrato é quebrado 
tanto de uma parte quanto da outra, há riscos de funcionários insatisfeitos e demissões.
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Quando um funcionário desempenha um papel importante em uma empresa e, sabendo 
que ela foi comprada por outra instituição, deve dar explicações de seu trabalho para 
diferentes gestores, há uma dualidade de posicionamentos a que podemos chamar de 
Conflito de Papéis. Isso também é muito comum em casos de franquia e sede, fusões e 
aquisições.
•	 Normas: dentro dos grupos, existem normas que estabelecem o comportamento de cada 
indivíduo mediante as circunstâncias em que são expostos. Uma das normas mais exigidas 
corresponde a norma de desempenho, cuja finalidade é determinar exatamente as 
tarefas, como exercê-las, como finalizá-las, etc. 
Outros tipos de normas bastante comuns nos grupos dentro das empresas são as normas 
de aparência, que estabelecem diretrizes sobre a formalidade das vestimentas de seus 
integrantes. Fazem parte, em geral, das normas de conduta social, as quais estão atreladas 
às relações de amizade formadas no ambiente de trabalho.
•	 Status: as pessoas dentro dos grupos, por suas atividades ou relevância possuem, status, 
que nada mais é do que uma posição, ou seja, um patamar mais elevado no meio social. 
O status interfere diretamente no comportamento dos indivíduos, pois é uma forma de 
incentivo e de motivação ao grupo como um todo. A Teoria de característica do status 
prevê algumas particularidades. Acompanhe! 
O poder que uma pessoa exerce sobre outra: líderes e pessoas que gerem outras são vistas 
com um alto poder de status. A capacidade de contribuição para as metas do grupo: pessoas 
que, ao desenvolverem suas funções, contribuem consideravelmente para o sucesso e o atingi-
mento das metas da organização são consideradas em um nível elevado. Características pes-
soais do indivíduo: indivíduos com características valorizadas pelo grupo, como inteligência, 
competência, boas ideias, entre outros, são também reconhecidos por seus status.
O status está intrinsecamente ligado às normas. Geralmente quem possui status possui normas 
mais flexíveis. Além disso, o status também tem a ver com a interação coletiva, ou seja, indivíduos 
com mais status, possuem mais liberdade para interferirem no grupo, por meio de participação 
em discussões e expressando suas opiniões. 
Outro ponto de extrema relevância é a importância que se dá a equiparação da hierarquia. Os 
funcionários entendem que o status relacionado à hierarquia é uma forma justa de gestão. Pense 
na seguinte situação: há duas pessoas concorrendo para uma vaga de gerente, uma delas está 
bem preparada e é bastante experiente, enquanto a outra não entende muito do assunto, porém 
é parente próxima do dono da empresa. Se quem assumir o cargo for a pessoa menos prepara-
da, os funcionários interpretarão a escolha como injusta.
E quanto ao tamanho dos grupos? Influencia na produtividade dos funcionários? Alguns estudos 
revelam que, sendo o grupo menor, a chance de realização das atividades de maneira mais 
ágil é real. No entanto, grupos maiores possuem mais facilidade de resolver problemas, podem 
demorar mais, porém há muito potencial para criatividade e inovação na colisão de opiniões e 
questionamentos. Entenda que, quando estamos em um grupo, esperamos que o esforço seja 
maior do que quando trabalhamos individualmente. 
De acordo com Robbins (2012), a Folga Social é o fenômeno no qual pessoas acabam transfe-
rindo suas responsabilidades por saber que há mais indivíduos desenvolvendo o mesmo traba-
lho. Como cada um entende que o outro está fazendo menos, se sente no direito de reduzir sua 
velocidade também. 
Para que não haja um processo de folga social frequente, os gestores utilizam o grupo como uma 
forma de motivação e incentivo para desafios. Os seguinte meios podem ser utilizados: 
18 Laureate- International Universities
Comportamento organizacional
a) Definir metas para o grupo e funções para cada membro. 
b) Ampliar a concorrência entre os grupos, para que eles se sintam mais motivados e 
desempenhem suas atividades de maneira exemplar. 
c) Utilizar avaliações entre os membros de maneira que cada indivíduo perceba o trabalho 
um do outro. 
d) Escolher indivíduos para fazer parte do grupo que sejam motivados e determinados em 
suas missões. Isso faz com que o grupo interiorize os preceitos desse indivíduo e aja da 
mesma maneira. 
e) Utilizar recompensas como maneira de incentivar os grupos.
Um fato de extrema relevância para o sucesso de um grupo é a Coesão, ou seja, o grau de liga-
ção e intensidade entre os membros, de modo que eles passem a maior parte do tempo juntos e 
focados em atingir o mesmo objetivo. Portanto, a produtividade provinda da coesão também está 
relacionada às normas de desempenho e regras estabelecidas. As normas precisam estar muito 
bem definidas para que a produtividade seja de fato adquirida.
Como no caso da folga social, em que há algumas técnicas relevantes para controlá-la, com a 
coesão também não é diferente. Podemos indicar alguns itens que levarão um grupo a ser mais 
coesos: 
a) Fazer a redução do grupo. 
b) Estabelecer os objetivos de comum acordo entre os integrantes do grupo.
c) Fazer com que os integrantes do grupo passem mais tempo juntos. 
d) Aumentar o status do grupo.
e) Estabelecer competição entre os grupos. 
f) Recompensar os grupos. 
g) Fazer o isolamento físico do grupo.
O que é Identidade coletiva? São as aprovações das características do grupo e de seu 
perfil como um todo. É o reconhecimento social do grupo perante todos os indivíduos.
NÓS QUEREMOS SABER!
3.3.3 A tomada de decisão do grupo
Muitas vezes em uma organização as decisões são tomadas por um único indivíduo. Seja um 
gerente ou um diretor. No entanto, muito se vê nos dias atuais as tomadas de decisões serem 
feitas por grupos inteiros, em que as ideias de cada um levam a uma decisão mais assertiva. Mas 
será que de fato as tomadas de decisões em grupos são mais coerentes? Vejamos seus pontos 
forte e fracos. 
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Pontos Fortes: Com visões, insights e opiniões distintas, a decisão em grupo pode ser assertiva. 
Além disso, com mais gente ajudando nas escolhas, a possibilidade de conhecer novos caminhos 
é grande. As pessoas que não participaram das decisões são estimuladas pelas que tomaram. 
Pontos Fracos: Além dos pontos fortes nas decisões em grupos, há também um ponto fraco 
que precisa ser levado em consideração. Muitas pessoas na tomada de decisão pode acarretar 
em lentidão em todo processo. Um exemplo disso é quando um funcionário precisa realizar a 
compra de um insumo, por exemplo, e necessita de autorização do supervisor, do coordenador, 
do gerente e do diretor para efetivar a compra. Todos estudarão a necessidade de aquisição 
do material e isso