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“COMUNICAÇÃO A FAVOR DA VIDA” 
CASA DE RECUPERAÇÃO PRÓ-VIDA 
Projeto Experimental – Estágio - Comunicação Social – Relações Públicas 
 
CARISSIMI, João. 
Professor / Msc. 
Relações Públicas – CONRERP RS/SC – 969 
Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI 
Itajaí – Santa Catarina 
 
GIRARDI, Ane Vanessa. 
Acadêmica / Graduanda do 9º Período do Curso de Comunicação Social – 
Relações Públicas. 
Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI 
Itajaí – Santa Catarina 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 “COMUNICAÇÃO A FAVOR DA VIDA” 
CASA DE RECUPERAÇÃO PRÓ-VIDA 
 
 
Autora: Ane Vanessa GIRARDI 
Orientador: João CARISSIMI 
 
 
Resumo: 
Este Plano de Comunicação intitulado “Comunicação a favor da vida” foi desenvolvido na 
Organização Não-Governamental Casa de Recuperação Pró-Vida. É composto por seis 
programas que comportam ao todo, quatorze projetos, cujo objetivo era possibilitar novos 
meios e formas de comunicação para a entidade, desenvolvendo ações planejadas para os 
seus públicos de interesse. As ações de Relações Públicas desenvolvidas neste Plano são 
baseadas na análise dos dados obtidos por meio de pesquisa institucional, entrevistas, 
levantamento geral de dados e observação direta. Com a realização deste trabalho, obteve-
se resultados positivos para a entidade no que se refere a ações de integração e motivação 
interna, e ampliou-se as formas de comunicação com seu público externo. Constata-se a 
importância que a Comunicação e o Profissional de Relações Públicas possuem para o 
desenvolvimento destas organizações. A partir dos resultados deste plano, encontra-se um 
novo caminho de atuação para este profissional e também para a Casa de Recuperação Pró-
Vida, que descobriu os benefícios de planejar a comunicação e manter relações com seus 
públicos; obtendo assim, uma maior visibilidade e conseqüentemente uma imagem 
institucional favorável junto aos seus públicos de interesse. 
 
 
Palavras-chave: 
Comunicação, Relações Públicas, Organizações Não-Governamentais, Saúde, Estágio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Histórico: 
 
A Casa de Recuperação Pró-Vida1 é uma Organização Não-Governamental, fundada 
em Itajaí em 24 de fevereiro de 1992. Foi declarada de utilidade pública através da Lei 
Municipal nº 2.728 de 11 de junho de 1992 e através da Lei Estadual nº 8.959 de janeiro de 
1993 e da Lei Federal nº 5558/2001 de 24 de julho de 2001. 
A iniciativa de criar a entidade surgiu por meio de membros da Igreja Presbiteriana 
do município. No período de seu surgimento, o município de Itajaí apresentava o maior 
índice de contaminação pelo vírus HIV no Brasil, sendo que a maioria dos casos 
contaminados pela Aids estavam os usuários de drogas injetáveis. 
No início, a Casa de Recuperação Pró-Vida tinha como objetivo fornecer tratamento 
apenas aos UDIs (usuários de drogas injetáveis) portadores do vírus HIV, porém, de acordo 
com a demanda da região, optou-se em atender dependentes químicos portadores ou não do 
vírus HIV. 
Em relação aos recursos, a entidade recebe ajuda financeira da Prefeitura Municipal 
de Itajaí, da comunidade e de empresas da região. Apesar deste auxílio, a entidade encontra 
dificuldades que impedem sua ampliação e uma melhora em seu Programa de Tratamento. 
1.1 Estrutura e funcionamento 
A Casa de Recuperação Pró-Vida possui área total de 20.000 m2, sendo 2.000 m2 
de área construída. Sua área externa está composta por uma extensa área verde, onde são 
realizadas atividades entre os alunos beneficiários2. 
A entidade é composta por uma diretoria, coordenadores, profissionais das áreas de 
Psicologia, Serviço Social, Educação Física, Relações Públicas etc. Bem como, conta com 
um corpo administrativo, cozinheiras, motoristas, auxiliares e voluntários. 
A estrutura da entidade divide-se em: administrativa, operacional, apoio e infra-
estrutura. Seu funcionamento é integral, de domingo a domingo, onde se realiza por regime 
de plantões e revezamento de seus funcionários. 
 
1 Casa de Recuperação Pró-vida. Rua Álvaro Beraldi, 104 – Bairro Carvalho – Itajaí/SC – CEP 88307-740 
– Tel: (47) 346.5193 – Fax (47) 346.5266 - E-mail: provida@melim.com.br 
2 Entende-se por “alunos beneficiários” todos os sujeitos que estão em fase de tratamento na entidade. 
 
1.2 Área de atuação 
Tratamento de dependentes químicos portadores ou não do vírus HIV e/ou doentes 
de Aids. O programa de tratamento tem duração de seis meses, sendo cinco meses de 
internação e um de reintegração à família e a sociedade. Podem ser atendidos pela ONG 
Pró-Vida cerca de 30 alunos (sexo masculino) a cada semestre. 
 Existem algumas prioridades com relação às vagas disponíveis para o tratamento de 
recuperação da entidade.Graus de prioridade para o atendimento do dependente: Droga 
injetável; Crack; Cocaína; Maconha; Álcool. 
 A Casa de Recuperação Pró-Vida desenvolve juntamente com o tratamento um 
programa direcionado às famílias dos alunos beneficiários, chamado Grupo de Apoio às 
Famílias-GRAF, onde são realizadas reuniões quinzenais entre os coordenadores da 
entidade e as famílias dos alunos. 
 1.3 Programa de Tratamento: 
Saúde Física e Odontológica 
 Assistência e acompanhamento das recomendações médicas e/ou utilização de 
medicamentos, educação em hábitos de higiene, cuidados com o bem-estar físico e saúde 
bucal; prevenção as DSTs, HIV e Aids. 
Psicologia 
 Busca do desenvolvimento emocional e afetivo, resgate da auto-estima, modificação 
do estilo de vida, consciência das situações de risco e como enfrentá-las. 
Serviço Social 
 Assegurar aos alunos beneficiários e a família o direito à educação, saúde, trabalho, 
lazer, segurança, previdência, a proteção, a infância e assistência aos desamparados. 
Nutrição 
 Alimentação nutritiva 
Laborterapia 
 Participação diária, efetiva e rotativa de limpeza, organização,horta, pomar etc. 
Terapia Esportiva 
 Manutenção de um espaço alternativo utilizando através das diversas opções da 
prática esportiva. 
 
O Despertar Espiritual 
 Garantia de atividades que visem estimular o desenvolvimento interior. 
 
1.4 Públicos 
1.4.1 Público interno 
Identificou-se como público interno da Casa de Recuperação Pró-Vida: Diretores; 
Funcionários; Alunos beneficiários; Familiares; Estagiários e Voluntários. 
1.4.2 Público externo 
O público externo da Casa de Recuperação Pró-Vida é composto por: Órgãos 
Públicos; Universidades e Escolas; Empresas Privadas; Igrejas; Comunidade; Imprensa; 
Hospitais; Policlínicas e outras entidades. 
2. Diagnóstico 
Métodos de pesquisa utilizados para a construção do presente diagnóstico: 
Público interno: Pesquisa institucional; Entrevistas; Levantamento geral de dados; 
Observação direta. Público externo: conversas informais. 
 
2.1 Pontos Fortes: 
Em relação aos serviços: 
-Prioridades em relação ao internamento de novos alunos; Preocupação em melhorar à qualidade 
dos seus serviços; Auxílio prestado aos familiares dos alunos. 
Em relação à estrutura e funcionamento: 
-Ampla área verde, utilizada para o desenvolvimento de atividades entre os alunos; Possui hortas, 
que são utilizadas para o desenvolvimento de atividades de laborterapia. 
Em relação ao público interno: 
- A entidade preocupa-se com a capacitação dos seus funcionários e fornece ajuda para a 
participação dos mesmos em cursos e eventos relacionados a sua área de atuação; Possui meios de 
comunicação com este público, como murais, reuniões e encontros. 
Em relação ao público externo: 
- Visitas na comunidade; Recebimento de doações, por meio de um convênio firmado com a Celesc;