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Exercício AV e AH 1 Correção

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não estão contribuindo para um 
melhor resultado. Ou seja, os investimentos não estão dando retorno. 
 
 
RELATÓRIO FINAL 
 
Inicialmente é possível observar que o ativo da empresa é composto, em sua maior parte, por 
aplicações de longo prazo (em média, 80% de todo o ativo), principalmente bens do ativo imobilizado 
e investimentos. Essa rubrica investimento é composta por aquisições de participação em outras 
sociedades, demonstrando que a empresa possui interesse em investimentos em outras organizações. 
Tal fato pode ser uma ação estratégica de contribuir para suas atividades operacionais ou angariar mais 
recursos advindos dos resultados dessas sociedades. Essa evolução é constada também pela análise 
horizontal, onde a conta de investimento cresceu de 50% com relação a 2005, e o imobilizado 
aumentou 57% em relação a 2005. 
 
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 
Universidade Federal de Alfenas. UNIFAL-MG 
Campus Varginha - MG 
Avenida Celina Ferreira Ottoni, 4000 
Padre Vitor - Varginha/MG 
CEP: 37048-395 
 
Analisando o ativo de curto prazo, nota-se que rubrica estoque, que em 2005 representava 2% 
do ativo em 2007 passou para 11%, o que evidencia uma aplicação de recursos nos estoques. 
Analisando a evolução dessa rubrica ao longo dos anos, constata-se um aumento de 800%. É preciso 
ter cautela ao analisar essa evolução, pois tal fato mostra uma baixa rotatividade de produtos, ou seja, 
um recurso parado. Essa falta de movimentação de estoque acarreta mais despesas para a manutenção 
desses bens. 
Com relação ao passivo da empresa, observa-se que a maior parte das dívidas é com terceiros, o 
que pode acarretar problemas de liquidação e tornar a empresa insolvente (incapaz de pagar suas 
dívidas). Essas obrigações possuem um prazo certo de pagamento, o que não acontece com obrigações 
junto a sócios. Corroborando com tal constatação, observa-se que a composição das rubricas e 
empréstimos tem aumentado significativa durante os anos analisados. Embora em menor parte, os 
sócios também estão investindo mais na empresa, pois houve um aumento do capital social de 33%. 
Assim, verifica-se que os investimentos em estoque, em outras sociedades e em imobilizado 
são financiados por recursos de terceiros (empréstimos e financiamentos), o que contribui para o 
aumento do risco. 
Quando é realizada a análise do resultado da empresa, nota-se que o lucro líquido vendo 
decrescendo ano a ano, tanto em proporção com relação à receita quanto com relação ao ano de 2005. 
Já a receita caiu no último ano, mas a proporção do custo dos produtos não se alterou com o passar do 
tempo, sendo em média de 60% do valor das receitas líquidas. 
Nas despesas operacionais, observa-se que as despesas administrativas é a conta com valor 
mais relevante dentro do grupo e que tem aumentado significativamente com o passar dos anos 
(aumento de 300% de 2005 para 2007). As despesas operacionais são compostas por salários, 
depreciação, energia, aluguel, entre outras. Outra variação que merece destaque é o grande aumento 
das despesas financeiras (basicamente juros), acarretada pela tomada de empréstimos a financiamento 
junto a instituições financeiras. 
Dessa forma, verifica-se que é preciso rever a política de financiamento e aplicação de recursos 
da empresa, pois a tomada de recursos junto a terceiros para aplicação em ativo não circulante não está 
contribuindo para um melhor resultado. Ou seja, os investimentos não estão dando retorno.