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Resumo 6

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que é dado ao réu/executado/reclamado/ de condições que lhe possibilitem trazer para o processo todos os elementos tendentes a esclarecer a verdade ou mesmo de omitir-se ou calar-se, se entender necessário.
	CONTRADITÓRIO: é a própria exteriorização da ampla defesa, impondo a condução dialética do processo (par conditio), pois a todo ato produzido pela acusação, caberá igual direito da defesa de opor-se-lhe ou de dar-lhe a versão que melhor lhe apresente, ou, ainda, de fornecer uma interpretação jurídica diversa daquela feita pelo autor. 
CONTRADITÓRIO: 
Binômio conhecmento x reação;
Âmbito administrativo;
Mais do que a simples bilateralidade da instância – direito de influência;
O juiz também deve se submeter ao contraditório;
Todas as decisões definitivas devem se apoiar tão somente nas questões previamente debatidas pelas partes;
Proíbe-se as decisões surpresa. “terza via” (Fato x Direito) 
Ampla Defesa
- Direito do demandado;
- Direito a resistência no processo;
- Paridade de “armas” no processo;
- O Autor deve permenorizar suas razões pelas quais pretende impor consequências jurídicas ao demandado;
- STF – refuta qualquer imputação indeterminada, vaga, contraditória, omissa ou ambígua. (processo penal);
Devido Processo Legal, Contraditório e Ampla Defesa (Art. 5º, LIV e LV)
Salienta Nelson Nery Júnior, que:
"o princípio do contraditório, além de fundamentalmente constituir-se em manifestação do princípio do Estado de Direito, tem íntima ligação com o da igualdade das partes e o do direito de ação, pois o texto constitucional, ao garantir aos litigantes o contraditório e a ampla defesa, quer significar que tanto o direito de ação, quanto o direito de defesa são manifestação do princípio do contraditório". 
Devido Processo Legal, Contraditório e Ampla Defesa (Art. 5º, LIV e LV)
	Em defesa da efetividade do princípio da ampla defesa, o STF editou a Súmula Vinculante 14, estabelecendo que: “É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa”.
Devido Processo Legal, Contraditório e Ampla Defesa (Art. 5º, LIV e LV)
	A EC nº 45/04 (Reforma do Judiciário) assegurou a todos, no âmbito judicial e administrativo, a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação, pois, “o direito ao julgamento, sem dilações indevidas, qualifica-se como prerrogativa fundamental que decorre da garantia constitucional do ‘due process of law’”.
	A EC nº45/04 trouxe diversos mecanismos de celeridade, transparência e controle de qualidade da atividade jurisdicional.
Devido Processo Legal, Contraditório e Ampla Defesa (Art. 5º, LIV e LV)
Mecanismos de celeridade e desburocratização:
Vedação de férias coletivas nos juízos e tribunais de segundo grau
Proporcionalidade do nº de juízes à efetiva demanda judicial e à respectiva população
Distribuição imediata dos processos, em todos os graus de jurisdição
Possibilidade de delegação aos servidores do Judiciário, para a prática de atos de administração e atos de mero expediente sem caráter decisório
Necessidade de demonstração de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso para fins de conhecimento do recurso extraordinário
Instalação da justiça itinerante
Súmulas vinculantes do STF.
Devido Processo Legal, Contraditório e Ampla Defesa (Art. 5º, LIV e LV)
	Ainda, em relação à maior transparência, a Reforma do Poder Judiciário previu a publicidade de todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário, inclusive as decisões administrativas de seus órgãos, a criação do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público.
Devido Processo Legal, Contraditório e Ampla Defesa (Art. 5º, LIV e LV)
Celeridade processual e informatização do processo judicial (Lei nº 11419/2006)
	
	A Lei 11419/2006 regulamentou a informatização do processo judicial (autos virtuais), estabelecendo a possibilidade de utilização do meio eletrônico na tramitação de processos judiciais, comunicação de atos e transmissão de peças processuais, tanto aos processos civil, penal e trabalhista, bem como aos juizados especiais, em qualquer grau de jurisdição, sendo possível o envio de petições, de recursos e a prática de atos processuais em geral por meio eletrônico, mediante o uso da assinatura eletrônica.
	A própria lei define os principais termos para a implementação da informatização do processo judicial.
	
Devido Processo Legal, Contraditório e Ampla Defesa (Art. 5º, LIV e LV)
SÚMULA VINCULANTE 5:
“A FALTA DE DEFESA TÉCNICA POR ADVOGADO NO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR NÃO OFENDE A CONSTITUIÇÃO”
SÚMULA 343 DO STJ:
“É OBRIGATÓRIA A PRESENÇA DE ADVOGADO EM TODAS AS FASES DO PROCESSO ADMINISTRATIVO 
Artigo 5º LXXVIII
Artigo 5º LXXVIII Constituição Federal de 1988
“A todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação”
Provas Ilícitas
(Art. 5º, LVI)
	São inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos, é o que garante o art. 5.°, LVI, da Constituição Federal, entendendo-as como aquelas colhidas em infringência às normas do direito material, (por exemplo, por meio de tortura psíquica) configurando-se importante garantia em relação à ação persecutória do Estado. 
	
Provas Ilícitas
(Art. 5º, LVI)
	As provas ilícitas não se confundem com as provas ilegais e as ilegítimas. 
Provas Ilícitas: são obtidas com infringência ao direito material.
Ex: confissão mediante tortura
Provas Ilegítimas: são obtidas com desrespeito ao direito processual. 
Ex: oitiva de pessoa que não pode depor (advogado)
Provas Ilegais: são obtidas com violação de natureza material ou processual ao ordenamento jurídico.
Provas Ilícitas
(Art. 5º, LVI)
	Conforme decidiu o plenário do Supremo Tribunal Federal,
"é indubitável que a prova ilícita, entre nós, não se reveste da necessária idoneidade jurídica como meio de formação do convencimento do julgador, razão pela qual deve ser desprezada, ainda que em prejuízo da apuração da verdade, no prol do ideal maior de um processo justo, condizente com o respeito devido a direitos e garantias fundamentais da pessoa humana, valor que se sobreleva, em muito, ao que é representado pelo interesse que tem a sociedade numa eficaz repressão aos delitos. É um pequeno preço que se paga por viver-se em Estado de Direito democrático. A justiça penal não se realiza a qualquer preço. Existem, na busca da verdade, limitações impostas por valores mais altos que não podem ser violados, ensina Heleno Fragoso, em trecho de sua obra Jurisprudência Criminal, transcrita pela defesa. A Constituição brasileira, no art. 5.°, inc. LVI, com efeito, dispõe, a todas as letras, que são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos".
Provas Ilícitas
(Art. 5º, LVI)
	No julgamento da AP 307-3-DF, em lapidar voto, o Ministro Celso de Mello ensina que
"a norma inscrita no art. 5.°, LVI, da Lei Fundamental promulgada em 1988, consagrou, entre nós, com fundamento em sólido magistério doutrinário (Ada Pellegrini Grinover, Novas tendências do direito processual, p. 60/82, 1990, Forense Universitária; Mauro Cappelletti, Efficacia di prove illegittimamente ammesse e comportamento della parte, em Rivista di Diritto Civile, p. 112, 1961; Vicenzo Vigoriti, Prove illecite e costituzione, in Rivista di Diritto Processuale, p. 64 e 70, 1968), o postulado de que a prova obtida por meios ilícitos deve ser repudiada - e repudiada sempre - pelos juízes e Tribunais, por mais relevantes que sejam os fatos por ela apurados, uma vez que se subsume ela ao conceito de inconstitucionalidade (Ada Pellegrini Grinover, op. cit., p. 62, 1990, Forense Universitária). A cláusula constitucional do due process of law - que se destina a garantir a pessoa do acusado contra