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providencie as medidas 
adequadas. O exercício do direito de petição não exige seu 
endereçamento ao órgão competente para tomada de providências, 
devendo, pois, quem a receber, encaminhá-la à autoridade 
competente. 
 Na legislação ordinária, exemplo de exercício do direito de 
petição vem expresso na Lei n.° 4.898/65 (Lei de Abuso de 
Autoridade), que prevê em seu art. 1.°: 
 
"O direito de representação e o processo de responsabilidade 
administrativa, civil e penal, contra as autoridades que, no exercício de 
suas funções, cometerem abusos, são regulados pela presente Lei." 
 
DIREITO DE PETIÇÃO 
(art. 5º, XXXIV) 
 O direito de petição possui eficácia constitucional, obrigando 
as autoridades públicas endereçadas ao recebimento, ao exame e se 
necessário for, à resposta em prazo razoável, sob pena de configurar-se 
violação ao direito líquido e certo do peticionário, sanável por 
intermédio de mandado de segurança. Note-se que, apesar da 
impossibilidade de obrigar-se o Poder Público competente a adoção de 
medidas para sanar eventuais ilegalidades ou abusos de poder, haverá 
possibilidade, posterior, de responsabilizar o servidor público omisso, 
civil, administrativa e penalmente. 
 O Direito de Petição não poderá ser utilizado como sucedâneo 
da ação penal, de forma a oferecer-se, diretamente em juízo criminal, 
acusação formal em substituição ao Ministério Público. A Constituição 
Federal prevê uma única e excepcional norma sobre ação penal 
privada subsidiária da pública (CF, art. 5.°, LIX), que somente poderá 
ser utilizada quando da inércia do Ministério Público, ou seja, quando 
esgotado o prazo legal não tiver o Parquet oferecido denúncia, 
requisitado diligências ou proposto o arquivamento, ou ainda nas 
infrações de menor potencial ofensivo, oferecido a transação penal. 
 
 INDENIZAÇÃO POR DANO MATERIAL, 
MORAL OU A IMAGEM (art. 5º, V) 
 A Constituição Federal prevê o direito de 
indenização por dano material, moral e à imagem, 
consagrando, no inciso V, do art. 5.°, ao ofendido a total 
reparabilidade em virtude dos prejuízos sofridos. 
 A norma pretende a reparação da ordem jurídica 
lesada, seja por meio de ressarcimento econômico, seja 
por outros meios, por exemplo, o direito de resposta. 
 O art. 5.°, V não permite qualquer dúvida sobre a 
obrigatoriedade da indenização por dano moral, inclusive 
a cumulatividade dessa com a indenização por danos 
materiais. 
 
 INDENIZAÇÃO POR DANO MATERIAL, 
MORAL OU A IMAGEM (art. 5º, V) 
 Como decidiu o Superior Tribunal de Justiça, 
"sobrevindo, em razão de ato ilícito, perturbação nas 
relações psíquicas, na tranquilidade, nos sentimentos e 
nos afetos de uma pessoa, configura-se o dano moral, 
passível de indenização”, inclusive em relação aos danos 
estéticos. 
 Como ensina Rui Stocco, "pacificado, hoje, o 
entendimento de que o dano moral é indenizável e 
afastadas as restrições, o preconceito e a má vontade que 
a doutrina pátria e alienígena impunham à tese, com o 
advento da nova ordem constitucional (CF/88), nenhum 
óbice se pode, a priori, antepor à indenizabilidade 
cumulada". 
 
 
 INDENIZAÇÃO POR DANO MATERIAL, 
MORAL OU A IMAGEM (art. 5º, V) 
 Limongi França traz-nos o conceito de dano moral, 
afirmando ser aquele que, direta ou indiretamente, a 
pessoa física ou jurídica, bem assim a coletividade, sofre 
no aspecto não econômico dos seus bens jurídicos. 
 Ressalte-se, portanto, que a indenização por danos 
morais terá cabimento seja em relação à pessoa física, 
seja em relação à pessoa jurídica e até mesmo em relação 
às coletividades (interesses difusos ou coletivos); mesmo 
porque são todos titulares dos direitos e garantias 
fundamentais desde que compatíveis com suas 
características de pessoas artificiais. 
 
 INDENIZAÇÃO POR DANO MATERIAL, 
MORAL OU A IMAGEM (art. 5º,V) 
DIREITO DE RESPOSTA OU RÉPLICA 
 
 A consagração constitucional do direito de 
resposta proporcional ao agravo é instrumento 
democrático moderno previsto em vários 
ordenamentos jurídico-constitucionais, e visa 
proteger a pessoa de imputações ofensivas e 
prejudiciais a sua dignidade humana e sua 
honra. 
 
 
 INDENIZAÇÃO POR DANO MATERIAL, 
MORAL OU A IMAGEM (art. 5º, V) 
 A abrangência desse direito fundamental é ampla, 
aplicando-se em relação a todas as ofensas, configurem 
ou não infrações penais. 
 Nesse sentido, lembremo-nos da lição de Rafael 
Bielsa, para quem existem fatos que, mesmo sem 
configurar crimes, acabam por afetar a reputação alheia, 
a honra ou o bom nome da pessoa, além de também 
vulnerarem a verdade, cuja divulgação é de interesse 
geral. O cometimento desses fatos pela imprensa deve 
possibilitar ao prejudicado instrumentos que permitam o 
restabelecimento da verdade, de sua reputação e de sua 
honra, por meio do exercício do chamado direito de 
réplica ou de resposta. 
 
 INDENIZAÇÃO POR DANO MATERIAL, 
MORAL OU A IMAGEM (art. 5º,V) 
 O exercício do direito de resposta, se 
negado pelo autor das ofensas, deverá ser 
tutelado pelo Poder Judiciário, garantindo-se o 
mesmo destaque à notícia que o originou. 
Anote-se que o ofendido poderá desde logo 
socorrer-se ao Judiciário para a obtenção de seu 
direito de resposta constitucionalmente 
garantido, não necessitando, se não lhe 
aprouver, tentar entrar em acordo com o 
ofensor. 
 
 INDENIZAÇÃO POR DANO MATERIAL, 
MORAL OU A IMAGEM (art. 5º,V) 
 A Constituição Federal estabelece como requisito para 
o exercício do direito de resposta ou réplica a 
proporcionalidade, ou seja, o desagravo deverá ter o mesmo 
destaque, a mesma duração (no caso de rádio e televisão), o 
mesmo tamanho (no caso de imprensa escrita), que a notícia 
que gerou a relação conflituosa. A responsabilidade pela 
divulgação do direito de resposta é da direção do órgão de 
comunicação, e não daquele que proferiu as ofensas. 
 Ressalte-se que o conteúdo do exercício do direito de 
resposta não poderá acobertar atividades ilícitas, ou seja, ser 
utilizado para que o ofendido passe a ser o ofensor, 
proferindo, em vez de seu desagravo, manifestação caluniosa, 
difamante, injuriosa. 
 
DIREITO DE PROPRIEDADE 
(art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, XXV, XXVI) 
 Assegura-se o direito de propriedade, que 
deverá atender à sua função social, nos termos 
do art. 182,§2º e 186 da CF. 
 O direito de propriedade não é absoluto, 
visto que a propriedade poderá ser 
desapropriada por necessidade ou utilidade 
pública e, desde que esteja cumprindo a sua 
função social, será paga justa e prévia 
indenização em dinheiro (art. 5º, XXIV). 
DIREITO DE PROPRIEDADE 
(art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, XXV, XXVI) 
 Quando a propriedade não está atendendo à 
sua função social, poderá haver a chamada 
desapropriação-sanção pelo Município com 
pagamentos em títulos da dívida pública (art. 182, 
§4º, III) ou com títulos da dívida agrária, pela União 
Federal, para fins de reforma agrária (art. 184), não 
abrangendo, neste caso, a desapropriação para fins 
de reforma agrária da pequena e média 
propriedade rural, assim definida em lei, e não 
tendo seu proprietário outra propriedade e ainda 
sendo produtiva (art 185, I e II). 
DIREITO DE PROPRIEDADE 
(art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, XXV, XXVI) 
 Quanto à propriedade urbana, a 
desapropriação-sanção é a última medida, já que, 
primeiro, procede-se ao parcelamento ou 
edificação compulsória e, em seguida, à imposição 
de IPTU progressivo no tempo, para, só então, 
passar-se à desapropriação-sanção. 
 OBS: é assegurada à pequena propriedade 
rural, desde que trabalhada pela família a 
impenhorabilidade para pagamento de débitos 
decorrentes de sua atividade produtiva. 
PROPRIEDADE INTELECTUAL 
(art.5º, XXVII, XXVIII, XXIX) 
 A CF os define da seguinte maneira: 
• Aos autores pertence o direito exclusivo de