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Aula-05-Unidade-2-Contribuicao-de-Melhoria-e-Emp-Compulsorios

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interessados e neste caso: 
        a) caberão aos Municípios o lançamento, arrecadação e as receitas apuradas; e 
        b) o órgão federal delegante se limitará a fixar os índices e critérios para o lançamento. 
        Art 13. A cobrança da Contribuição de Melhorias, resultante de obras executadas pela União, situadas em áreas urbanas de um único Município, poderá ser efetuada pelo órgão arrecadador municipal, em convênio com o órgão federal que houver realizado as referidas obras. 
        Art 14. A conservação, a operação e a manutenção das obras referidas no artigo anterior, depois de concluídas constituem encargos do Município em que estiverem situadas. 
        Art 15. Os encargos de conservação, operação e manutenção das obras de drenagem e irrigação, não abrangidas pelo art. 13 e implantadas através da Contribuição de Melhorias, serão custeados pelos seus usuários. 
        Art 16. Do produto de arrecadação de Contribuição de Melhorias, nas áreas prioritários para a Reforma Agrária, cobrado pela União e prevista como integrante do Fundo Nacional de Reforma Agrária (art. 28, I, da Lei nº 4.504, de 30-11-64), o Instituto Brasileiro de Reforma Agrária, destinará importância idêntica a recolhida, para ser aplicada em novas obras _e projetos de Reforma Agrária pelo mesmo órgão que realizou as obras públicas do que decorreu a contribuição. 
        Art 17. Para efeito do impôsto sôbre a renda, devido, sôbre a valorização imobiliária resultante de obra pública, deduzir-se-á a importância que o contribuinte houver pago, o título de Contribuição de Melhorias. 
        Art 18. A dívida fiscal oriunda da Contribuição de Melhoria, terá preferência sôbre outras dívidas fiscais quanto ao imóvel beneficiado. 
        Art 19. Fica revogada a Lei número 854, de 10 de outubro de 1949, e demais disposições legais em contrário. 
        Art 20. Dentro de 90 (noventa) dias o Poder Executivo baixará decreto regulamentando o presente decreto-lei, que entra em vigor na data de sua publicação. 
        Brasília, 24 de fevereiro de 1967; 146º da Independência e 79º da República. 
H. CASTELLO BRANCO
Juarez Távora 
Roberto de Oliveira Campos 
Octávio Bulhões 
Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 25.2.1967
6 – EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS
A União poderá instituir mediante lei complementar, empréstimos compulsórios para atender a despesas extraordinárias (não previstas no orçamento) tais como casos de calamidade pública, guerra externa ou sua iminência ou obra pública de caráter urgente e de interesse nacional. 
São um tipo de receita atípica, com características de restituibilidade, já que terão que ser devolvidos dentro de determinado prazo. 
Estão previstos no art. 15 do CTN e no art. 148 da CF.
Diz o CTN:
A receita obtida com o empréstimo compulsório deve ser aplicada para atender à causa que fundamentou sua instituição (art. 148 CF).
Observamos que o inciso I do art. 148 da CF, não obedece aos princípios constitucionais da anterioridade e da noventena (art. 150, “b” e “c”, CF), somente aplicando esses princípios (limitações constitucionais ao poder de tributar, ao inciso II do art. 148 da CF). Para Brito (2006), justifica-se essas limitações, pois o investimento público de relevante interesse nacional pode exigir recursos a que somente em vários anos seria possível atender com os tributos existentes. Por isto, é possível a instituição de um empréstimo compulsório, que funcionará como simples antecipação de arrecadação. Assim, o que será arrecadado em dez anos, por exemplo, pode ser arrecadado em um, dois, a título de empréstimo, e devolvido nos anos seguintes, com recursos decorrentes da arrecadação de tributos. Desta forma, poderá ser antecipado o investimento público, sem prejuízo do princípio da anterioridade.
Observa-se, também, que, ao contrário dos impostos, taxas e contribuição de melhoria para os quais a destinação da receita é irrelevante, no caso dos empréstimos compulsórios, a aplicação dos recursos terá que ser vinculada aos motivos que geraram a sua instituição.
No caso de guerra externa ou sua iminência, poderão ser instituídos tanto empréstimos compulsórios quanto impostos extraordinários (art. 76 do CTN e art.154, II da CF).
Embora o empréstimo compulsório tenha natureza tributária, conforme entendimento específico da doutrina e da jurisprudência, ele deve ser devolvido. A CF não fixou prazo para essa restituição. Fabretti (2006) entende que o prazo deve ser determinado na lei que o instituir.
Art. 148. A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios: 
        I - para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência;
        II - no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, observado o disposto no art. 150, III, "b".
        Parágrafo único. A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição.
............
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
        I - ...................
        II - ..................
        III - cobrar tributos:
       b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou;
 c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto na alínea b; (Incluído pela Emenda Constitucional nº. 42, de 19.12.2003)
.......
§ 1º A vedação do inciso III, b, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, IV e V; e 154, II; e a vedação do inciso III, c, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, III e V; e 154, II, nem à fixação da base de cálculo dos impostos previstos nos arts. 155, III, e 156, I. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
APROFUNDANDO OS CONHECIMENTOS: assista ao vídeo no youtube – Programa Apostila da TV Justiça no link abaixo (ctrl + clique no link para acessá-lo):
http://www.youtube.com/watch?v=iB0PAiZDMu4
TÍTULO V
Contribuição de Melhoria
        Art. 81. A contribuição de melhoria cobrada pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado.
Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos:
        I -..........
 II – ........
 III – contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas.
Art. 15. Somente a União, nos seguintes casos excepcionais, pode instituir empréstimos compulsórios:
        I - guerra externa, ou sua iminência;
        II - calamidade pública que exija auxílio federal impossível de atender com os recursos orçamentários disponíveis;
        III - conjuntura que exija a absorção temporária de poder aquisitivo.
        Parágrafo único. A lei fixará obrigatoriamente o prazo do empréstimo e as condições de seu resgate, observando, no que for aplicável, o disposto nesta Lei.
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