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de normas; 
b) - É um sistema aberto porque tem uma estrutura dialógica {Caliess} 
traduzida na disponibilidade e ‗capacidade de aprendizagem‘ das normas 
constitucionais para captarem a mudança da realidade e estarem abertas 
às concepções cambiantes da ‗verdade‘ e da ‗justiça‘; 
c) - É um sistema normativo, porque a estruturação das expectativas 
referentes a valores, programas, funções e pessoas, é feita através de 
normas; 
 
 
42 
 
d) - É um sistema de regras e de princípios, pois as normas do sistema 
tanto podem revelar-se sob a forma de princípios como sob a sua forma 
de regras‖. 
71
 
 Cada país tem o seu sistema, mas levando em conta os princípios informadores dos 
sistemas e os conceitos dos vários países. Eles podem ser estudados em sistemas cujas unidades 
lógicas apresentam similitudes, como exemplo citamos: 
 
Sistema Romano-Germânico ou Continental (Civil Law) 
Sistemas mistos com o Civil Law 
Sistema anglo-saxônico ou Common Law 
Sistemas mistos com o Common Law 
Sistema Consuetudinário 
Sistemas mistos com o sistema consuetudinário 
Sistema Mulçumano etc. 
 
2 - Os Sistemas Jurídicos Contemporâneos. 
 
Dos sistemas citados estudaremos o Sistema Romano-Germânico ou Continental 
(Civil Law) e o Sistema anglo-saxônico ou Common Law: 
 
a) - Sistema Romano-Germânico ou Continental (Civil Law) - Notabiliza-se o sistema 
germânico pela observância da lei, extraindo-se dela definições e princípios gerais de maior ou 
menor abstração que subsidiam a interpretação a ser dada para o caso concreto. O juiz também 
pode se valer da analogia. O costume é fonte legal, porém acessória de aplicação do direito, na 
Alemanha. A doutrina não é propriamente considerada uma fonte de direito, mas é muito 
respeitada e suas teses são objetos de discussão em processos judiciais. A jurisprudência só 
possui a mesma força que uma norma legal quando oriunda do Tribunal Constitucional Federal. 
Predominância do direito escrito. 
O marco mais importante para a consolidação do Sistema Romano-Germânico foi o 
início da sistematização ordenada, unificando as normas em um código garantindo a partir daí a 
segurança do Direito. O movimento codificador europeu que provocou uma verdadeira luta entre 
os corifeus da Escola Histórica, principalmente Savigny e os juristas franceses liderados por 
Thibaut . Com a codificação napoleônica em 1804 foi vencida resistência dos romanistas. Em 
1° de janeiro de 1900 entrou em vigoro Código Civil alemão, conhecido pela sigla BGB. 
Ensina Paulo Dourado de Gusmão: 
―Dessas codificações resultou o que se convencionou chamar de 
sistema continental, por dominar no continente europeu, também 
conhecido por sistema de direito codificado ou, ainda, civil-law, cujas 
raízes encontram-se no direito romano e no direito consuetudinário 
germânico. Daí ser também denominado Sistema Romano-germânico. 
Compreende o grupo francês, tendo por ponto de referencia o Código 
Civil francês, e o grupo alemão, cuja fonte c influência é o Código Civil 
alemão. Característica desses sistemas é ser a lei a fonte principal do 
direito, sendo subsidiárias as demais fontes. Fora isso, a presença neles 
do direito romano, do direito canónico e dos direitos germânicos‖ 
72
. 
 Pertencem à família romano-germânica os direitos de toda a América Latina, de toda a 
Europa continental, de quase toda a Ásia (exceto partes do Oriente Médio) e de cerca de metade 
da África. 
 
71
- Cf. CANOTILHO, J. J. Gomes. Direito constitucional e teoria da constituição. 4. ed. Coimbra : Almedina, 
2000, p. 1123 
72
- Cf. PAULO DOURADO de Gusmão, Introdução ao Estudo do Direito, Rio de Janeiro: Forense, 2002, 
p.307. 
 
 
43 
 
 
 
 
 LEI A FONTE PRINCIPAL 
 
 
 
Sistema Romano-Germânico ou Continental (Civil Law) mais de 87 países 
b) - Sistema Anglo-Saxônico, Common Law ou Sistema Anglo-Americano. 
O Common Law é o sistema jurídico elaborado na Inglaterra a partir do Século XII, em 
que o Direito se desenvolveu por meio das decisões dos tribunais, e não mediante atos legislativos 
ou executivos como no Sistema Romano-Germânico. O Common Law é o Direito criado ou 
aperfeiçoado pelos juízes: uma decisão a ser tomada num caso depende das decisões adotadas 
para casos anteriores e afeta o direito a ser aplicado a casos futuros. 
 
Ensina John Gilissen: 
―O common law é um judge-made-law, um direito jurisprudencial, elaborado pelos 
juizes reais e mantido graças à autoridade reconhecida aos precedentes judiciários. 
Salvo na época da sua formação, a leí não desempenha qualquer papel na sua evolução. 
Mas, em consequência, o common law não é todo o direito inglês; o statute law (direito 
dos estatutos, isto é, das Leis promulgados pelo legislador) desenvolveu-se à margem 
do common law e retomou, sobretudo no século XX, uma importância primordial, 
Anteriormente aos séculos XV e XVI, tinha-se desenvolvido ao lado do common law, 
considerado então demasiado arcaico, um outro conjunto de regras jurídicas, as de 
equity, aplicadas pelas jurisdições do Chanceler; o common law conseguiu no entanto 
resistir à influência da equity e mesmo dominá-la no século XVÍI; mas o direito inglês 
conservou uma estrutura dualista até 1875, quando os dois sistemas foram 
mais ou menos fundidos por uma reforma da organização judiciária. 
O direito inglês moderno é por consequência muito mais ―histórico‖ que os direitos 
dos países da Europa Continental; não houve ruptura entre o passado e o presente, como 
a que a Revolução de 1789 provocou em França e noutros países. Os juristas ingleses do 
século XX invocam ainda leis e decisões judiciárias dos séculos XIII e XIV‖.
73
 
Nesse sistema, quando não existe um precedente, os juízes possuem a autoridade para 
criar o direito, estabelecendo um precedente.
 
O conjunto de precedentes é chamado de common 
law e vincula todas as decisões futuras. O precedente judicial (sentença-padrão), fundado no 
princípio de dever haver julgamento similar quando análogos forem os casos (ride ofprecedeni), é a 
fonte principal do Direito em que a lei (statute law) desempenha papel secundário. Um precedente e 
vinculará os tribunais futuros com base no princípio do stare decisis. Esse é o cerne de todos os 
sistemas de common law. 
 
73
-Cf. John Gilissen, ―Introdução Histórica do Direito” Fundação Calouste Gulbenkian – Lisboa,1986, p208. 
 
 
 
44 
 
O sistema de common law foi adotado por diversos países do mundo, especialmente 
aqueles que herdaram da Inglaterra o seu sistema jurídico, como o Reino Unido, a maior parte dos 
Estados Unidos e do Canadá e as ex-colônias do Império Britânico. 
 
 
 
 
 
 PRINCIPAL FONTE - PRESEDENTE JUDICIAL 
 
Sistema Anglo-Saxônico, Common Law ou Sistema Anglo-Americano – mais de 43 
países 
QUARTA PARTE 
UNIDADE 4: Idade Moderna (século XV ao século XVIII) 
 
Os séculos XV e XVI marcam o começo de um período histórico chamado Idade 
Moderna, que se estende até o final do século XVIII. Os grandes acontecimentos se destacam 
nesse período são: a Expansão Marítima, o Absolutismo Monárquico o Renascimento a Reforma 
Protestante, o Novo Cristianismo e Jusnaturalismo 
 
4.1) - Expansão Marítima - A Expansão Marítima européia é o processo histórico 
ocorrido entre os séculos XV e XVII, contribuindo para que a Europa superasse a crise dos séculos 
XIV e XV, mas principalmente para a formação embrionária dos Estados Nacionais e das 
Monarquias Absolutistas, que ocorreram não de forma linear, mas sim, sempre respeitando as 
peculiaridades de cada povo. 
 
‖Os Estados Nacionais evidenciaram 
características próprias no seu processo de 
construção