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e se consolidaram em tempos 
diferenciados. Enquanto a França e a Inglaterra em 
meados do século XV possuíam fronteiras definidas e 
governo próprio, a Itália e a Alemanha ainda eram 
fragmentadas, só vindo a se construir como unidade 
política no terceiro quartel do século XIX. As bases de 
formação dos Estados Modernos remontam ainda à 
Época Medieval, no período conhecido como Baixa 
Idade Média (séculos XI-XV)‖.
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 Expansão Marítima Portuguesa 
 
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 - http://meuartigo.brasilescola.com/historia/formacao-dos-modernos-estados-nacionais.htm 
 
 
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4.2) - Absolutismo Monárquico – O Absolutismo monárquico é a primeira forma de 
Estado Nacional, burocrático e centralizado, em que o rei avoca a si as funções executiva, 
legislativa e judiciária, fazendo prevalecer um só direito sobre as dispersas normas 
consuetudinárias locais. 
Absolutismo é uma teoria política que defende que 
uma pessoa (em geral, um monarca) deve obter um poder 
absoluto, isto é, independente de outro órgão, seja ele 
judicial, legislativo, religioso ou eleitoral. Os teóricos de 
relevo associados ao absolutismo incluem autores como 
Maquiavel, Jean Bodin, Jaime I de Inglaterra, Bossuet e 
Thomas Hobbes. Esta idéia tem sido algumas vezes 
confundida com a doutrina protestante do "Direito Divino 
dos Reis", que defende que a autoridade do governante 
emana diretamente de Deus, e que não podem ser 
depostos a não ser por Deus, defendido por alguns 
absolutistas como Jean Bodin, Jaime I e Jacques 
Bossuet.
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 Luis XIV símbolo do absolutismo europeu 
 
4.3) - Renascimento - Renascimento, Renascença ou Renascentismo são os termos 
usados para identificar o período da História da Europa em que ela sai da época das trevas para a 
retomada da cultura humana que por séculos ficou aprisionada nos mosteiros da Igreja Católica 
Apostólica Romana. O Renascimento apesar destas transformações serem bem evidentes na 
cultura, sociedade, economia, política e religião, ela é a maior careceteritica da transição do 
feudalismo para o capitalismo 
Em resumo podemos afirmar que o O Renascimento cultural firmava novos valores e 
princípios, contestando os valores medievais e feudais. Trata-se de uma volta deliberada, que 
propunha a ressurreição consciente (o re-nascimento) do passado, considerado agora como fonte 
de inspiração e modelo de civilização. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resumo e Esquema do Contexto e Características 
 
 
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 - http://pt.wikipedia.org/wiki/Absolutismo 
 
 
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4.4) - Reforma Protestante foi o movimento político sob disfarce religioso, ou seja, 
luta das classes abastadas, principalmente os novos proprietários 
rurais capitalistas, contra os monopólios altamente lucrativos da 
Igreja Católica Apostólica Romana. Durante a Reforma 
Protestante O homem renascentista, começava a ler mais e 
formar uma opinião cada vez mais crítica. Trabalhadores urbanos, 
com mais acesso a livros, começaram a discutir e a pensar sobre 
as coisas do mundo. Surgem as nações-estados. A Europa 
começa a se fragmentar em países independentes politicamente 
uns dos outros. Surgem países como a Inglaterra, França, 
Espanha, Portugal, etc. Com isso é natural o desejo de cada 
governante de sentir-se livre de um poder central e dominador 
que era o papado. No campo político, os reis estavam 
descontentes com o papa, pois este interferia muito nos 
comandos que eram próprios da realeza. E o resultado foi a 
nascimento do Direito 
desligado das imposições centralizadas do Papado e o aparecimento de um direito laico e 
tipicamente nacional, pois a missão central do governante era manter a segurança e a paz. 
Maquiavel sustentava que a virtú (a força criativa) do governante era a chave para a 
manutenção da sua posição e o bem-estar dos súditos. 
 
4.5) – Novo Cristianismo. A Igreja até o séc. XVIII era favorável à monarquia 
absoluta, oferecendo a ideologia que sustentava a tese da origem divina do poder. Já o 
cristianismo primitivo, ao contrario, continha uma mensagem de libertação do homem na sua 
afirmação da ―dignidade eminente da pessoa humana‖. A doutrina do Direito Natural dos 
séculos XVII e XVIII, fundada na natureza racional do homem, sustentava as teses dos direitos 
inatos, ou seja, direitos comuns a todos os homens, situados no plano dos valores absolutos, 
universais e intemporais. 
O conceito de dignidade da pessoa humana, como categoria espiritual, como 
subjetividade, que possui valor em si mesmo, como ser de fins absolutos, e que, em conseqüência, 
é possuidor de direitos subjetivos ou direitos fundamentais e possui dignidade, surge da idéia de 
Igualdade Humana, ensinada inicialmente pelos Estóicos
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e aprofundada por Paulo que em sua 
carta aos gálatas afirma: ―não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem 
homem nem mulher; porque todos vós sois um só em Jesus Cristo‖.
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 Da idéia da igualdade 
humana o Cristianismo, desenvolveu com maior profundidade e força a teoria da dignidade da 
pessoa humana com a chamada filosofia patrística
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e posteriormente com a escolástica
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. 
 
76
 - O Estoicismo foi fundado no século III a.C., por Zenão de Cítio, é uma doutrina filosófica que propõe 
viver de acordo com a lei racional da natureza e aconselha a indiferença (apathea) em relação a tudo que é 
externo ao ser. O homem sábio obedece a lei natural reconhecendo-se como uma peça na grande ordem e 
propósito do universo. A ética estóica influencior o pensamento ético cristão nos seus primórdios. 
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 Cf. PAULO, Apóstolo de Jesus, Bíblia Sagrada - Novo Testamento, (GL. 3.28). 
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 - A Patrística, termo que designa a filosofia cristã nos primeiros séculos da nossa era, ou seja, o período do 
pensamento cristão que se seguiu à época neotestamentária, e chega até ao começo da Escolástica: isto é, 
os séculos II-VIII da era vulgar. Este período da cultura cristã é designado com o nome de Patrística, 
porquanto representa o pensamento dos Padres da Igreja, que são os construtores da teologia católica, guias, 
mestres da doutrina cristã. Portanto, se a Patrística interessa sumamente à história do dogma, interessa 
assaz menos à história, em que terá importância fundamental a Escolástica. 
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 - A Escolástica, pode ser definida como o conjunto de doutrinas teológico-filosóficas dominantes na Idade 
Média, dos séc. IX ao XVII, caracterizadas, sobretudo pelo problema da relação entre a fé e a razão, problema 
que se resolve pela dependência do pensamento filosófico, representado pela filosofia greco-romana, à 
teologia cristã. Desenvolveram-se na escolástica inúmeros sistemas que se definem, do ponto de vista 
estritamente filosófico, pela posição adotada quanto ao problema dos universais e dos quais se destacam os 
sistemas de Santo Anselmo (anselmiano), de São Tomás (tomismo) e de Guilherme de Occam (occamismo). 
 
 
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Ensina D. Eusébio Oscar Scheid, Arcebispo do Rio de Janeiro que: 
 
―A dignidade de pessoa é inerente ao homem. Todo ser humano, 
independentemente de suas características físicas e psíquicas, de suas 
crenças e de sua conduta, é um valor em si mesmo que, portanto, não pode 
ser utilizado nem instrumentalizado, transformado em objeto ou em meio 
para se atingir qualquer finalidade”.80 
 
4.6) – O Jusnaturalismo. A Teoria do Direito Natural é muito antiga, vem da 
civilização grega e está presente entre nós desde o nascimento da civilização européia. O Direito 
Natural, seja expressão da natureza humana,