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Rademaker Grünewald, o 
General Aurélio Lyra Tavares e o Marechal do Ar. 
Marcio de Souza e Mello, que outorgaram em 17 de 
outubro de 1969 a EC nº 1 com o nome de Constituição 
da República Federativa do Brasil. 
MARECHAL ARTHUR DA COSTA E SILVA 
 
 Teórica e tecnicamente a EC nº 1, de 1969, não é uma emenda, mas sim uma 
nova Constituição que tinha por finalidade, o predomínio das oligarquias dominantes. 
 
 No Titulo II, tal qual a Constituição de 1967, estabelece uma Declaração de Direitos, 
com quatro capítulos: Da Nacionalidade; Dos Direitos Políticos; Dos Partidos Políticos e Dos 
Direitos e Garantias Individuais. Nos Títulos III e IV trata da ―Da Ordem Econômica e Social‖ e 
―Da Família, da Educação e da Cultura‖. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 JUNTA MILITAR GARRAZTAZU MÉDICE ERNESTO GEISEL 
 
 
 
83 
 
Constituição do Brasil de 1988. O Regime Militar de 
1964 durou até 15 de janeiro de 1985 e ainda teve os governos dos 
Generais Emílio Garraztazu Médice (1969 – 1974), que primou 
pela violação dos Direito Fundamentais, General Ernesto Geisel 
(1974 – 1979) que orientado pelo General Golberi do Couto e Silva, 
deu início a um processo de abertura política ―lento e gradual‖. O 
que foi seguido por seu sucessor o General João Batista de 
Figueiredo (1979 – 1985) que após 20 anos de regime autocrático, 
entregou o governo para José Sarney (1985 – 1990) que inicia a 
Nova República. 
GENERALFIGUEIREDO 
 
A luta pela redemocratização e pela conquista do Estado 
Democrático de Direito começara com o golpe de 1964 e 
notadamente após o famigerado AI 5. A partir de 1984 intensificara-
se o movimento para a eleição direta do Presidente da República, 
contudo o governo frustrou essa grande esperança o que não 
desanimou as forças democráticas que apresentaram a candidatura 
do Governador de Minas Tancredo Neves para concorrer pela via 
indireta no Colégio Eleitoral com o propósito de derrotar o candidato 
governista. 
 
 JOSÉ SARNEY 
 
Eleito Tancredo Neves em 15 de janeiro de 1985, falece antes da posse e assume o 
seu Vice José Sarney que nomeia uma Comissão de estudos Constitucionais para preparar um 
anteprojeto que seria enviado, como mera colaboração, à Assembléia. 
 Convocada a Assembléia Nacional Constituinte, ou melhor, o Congresso Nacional 
Constituinte a Constituição foi democraticamente promulgada em 5 de outubro de 1988 com o 
nome de Constituição da República Federativa do Brasil, até dezembro de 2001 ela recebeu 
trinta e cinco Emendas, sempre procurando atualizá-la as necessidades históricas, sem com tudo 
desvirtuá-la da sua feição democrática, pois o Poder Constituinte Originário estabeleceu as 
cláusulas pétreas (forma federativa de Estado, o voto direto, secreto, universal e periódico, 
a separação dos Poderes e os Direitos e garantias individuais), proibindo o Poder 
Constituinte Derivado de submetê-las a qualquer tipo de modificação. 
 
 A Carta Constitucional de 1988 ou ―Constituição 
Cidadã‖ como foi chamada por Ulysses Guimarães, Presidente 
da Assembléia Nacional Constituinte que a produziu é um Pacto 
Constitucional altamente democrático é de estrutura diferente 
das anteriores, tendo um Preâmbulo seguido de nove Títulos e 
um Ato das Disposições Transitórias. 
 
A Constituição de 1988 adota técnica mais moderna, 
inicia-se com um Título sobre os Princípios Fundamentais, e 
logo no Título II introduz a Declaração dos “Direitos e 
Garantias Fundamentais”, dividida em cinco capítulos: 
 
 
 ULYSSES GUIMARÃES 
 I - “Os Direitos e Deveres Individuais e Coletivos”; II - “Os Direitos Sociais”; III - 
“Os Direitos da Nacionalidade”; e IV - “Os Direitos Políticos”. No Título VII ela trata da 
“Ordem Econômica e Financeira” e no Título VIII, “Da Ordem Social”. 
 
 
 
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 2.2 – Codificação das Leis Ordinárias. 
 
 A Primeira Constituição utilizando-se do instituto da recepção mandou aplicar no 
Brasil, como nosso Direito Positivo, as Ordenações Filipinas, e determinou em seu art. 179, nº 
XVIII, que se organizasse, quanto antes, um Código Civil e um Código Criminal, fundado na justiça 
e na eqüidade. 
 
2.2.1- Código Criminal do Império 
 
O Código Criminal do Império, de Bernardo Pereira 
de Vasconcelos, teve sua elaboração iniciada 1827 sendo 
concluída e transformada em lei, em 16 de dezembro de 1830, 
passando o novo estatuto a vigorar nesse mesmo ano, 
revogando as Ordenações Filipinas, no tocante em matéria 
penal. 
 
O Código Criminal de 1830, no dizer de Nélson Hungria, foi “o 
primeiro Código autônomo da América Latina. É inegável que, 
dentro de sua época, foi obra notável de legislação, devendo notar-
se que, como assinala o ilustre penalista Ladislau Thot, exerceu 
influência sobre quase toda a legislação penal latino-americana, 
através dos Códigos espanhóis de 1848, 1850 e 1870, que em 
muitos pontos se inspiraram no padrão brasileiro e, por sua vez, 
serviram de modelo, em torna-viagem, aos códigos dos países de 
língua espanhola da América‖.
113
 
 
BERNARDO DE VASCONCELOS 
 
No tocante ás fontes de formação, há varias controvérsias do aludido estatuto, 
entretanto preferimos a posição de Basileu Garcia que rebate afirmativamente, que a fonte 
imediata de tal código foi o de Louisiana (EEUU) de autoria de Livingston, segundo se deduz de 
uma passagem de Silva Lisboa, contida em ―discurso proferido na sessão do Senado, de 23 de 
novembro de 1830‖.
114
 
 
È importante registrar que o Código Criminal do Império se forjou nas melhores idéias 
difundidas à época da sua elaboração. Das quais, devemos destacar o princípio basilar de que 
―não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal‖ (nullum 
crimen sine lege, nulla poena sine praevia lege) e manteve o princípio da proporcionalidade 
entre o crime e a pena, tornando-a exclusiva do condenado e, portanto, só a ele endereçada. 
 
 2.2.2 - Código de Processo Criminal do Império. 
 
Com a vigência do Código Criminal do Império, tornou-se necessário a criação das 
normas processuais, necessárias à aplicação da matéria penal material. Em 29 de novembro de 
1832 revogou-se a matéria processual das Ordenações Filipinas e promulgou-se o Código de 
Processo Criminal de Primeira Instância de autoria de Manuel Alves Branco, reformado pela Lei 
nº 216 de 3 de dezembro de 1841, com o nome de Código de Processo Criminal do Império. O 
legislador do Código de Processo Criminal, inspirado nos processos inglês e francês, criou um 
sistema misto, combinando o sistema acusatório dos ingleses com o sistema inquisitório dos 
franceses. 
 
113
 Cf. NÉLSON HUNGRIA. Comentários ao Código Penal, 4ª ed, Rio de Janeiro: Forense, 1958, pp. 39-40. 
114
 Cf. BASILEU GARCIA. Apud. Walter Vieira do Nascimento. Lições de História do Direito, 13ª ed, Rio de 
Janeiro: Forense, 2001, p. 217. 
 
 
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O Código Criminal, humanitário e liberal, foi uma reação contra as monstruosas leis 
portuguesas, acolheu o princípio do jurisconsulto romano Paulo: ―Incumbit probatio, qui dicit non 
qui negat‖ (Incumbe provar àquele que afirma e não quem nega) e instituiu entre nós o ―Habeas 
Corpus‖. 
 
2.2.3 - Código Comercial do Império do Brasil. 
 
 O Código Comercial do Império do Brasil, foi promulgado pela Lei n º 556 em 25 de 
junho de 1850, cujo projeto foi de José Clemente Pereira, para atender as necessidades 
resultantes da criação da Real Junta de Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação. 
 O Código Comercial e os Regulamentos de nº 737 e 738 encerram o ciclo das 
grandes codificações do Império. O Regulamento nº 737 disciplinou