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Direito Processual Civil

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em benefício de alguém, as ações previstas 
em lei. 
 
 
o CONSTITUIÇÃO FEDERAL 
o O art. 129, III, da Constituição não alterou o princípio de que deve haver 
lei federal atributiva de legitimação. 
o As hipóteses de intervenção constantes do art. 82 do CPC são mais 
amplas em outras passagens, como, por exemplo: 
o No conflito de competência, na declaração de 
inconstitucionalidade, no procedimento de uniformização de 
jurisprudência, nos processos de jurisdição, voluntária, na ação de 
usucapião etc. 
 
 
o OUTROS: 
o Hipóteses previstas, em leis especiais: 
o Mandado de segurança, 
o Lei de Alimentos, 
o Lei de Registros Públicos, 
o Lei de Falências, etc. 
 
 
o DIREITO DE AÇÃO 
o Ao exercer o direito de ação, está sujeito aos mesmos poderes e ônus que 
as partes. 
o Porém, não está sujeito: 
o Ao adiantamento das despesas processuais, 
o Condenação nessas despesas, condenação em honorários de 
advogado. 
o Tem o privilégio de prazo em dobro para recorrer e quádruplo para 
contestar (art. 188). 
 
 
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o Art. 81 do CPC - deve atuar como se fora autor ou réu, de modo que a 
oportunidade de pronunciamento se faça como normalmente ocorre entre partes 
civis comuns. 
o Art. 84, CPC - A falta de intervenção nos casos em que a lei a considera 
obrigatória determina a nulidade do processo, a falta de sua intimação acarretará 
a nulidade do processo. 
 
o CPC - não há hipóteses de intervenção facultativa do Ministério Público. 
 
o Recusa de intervir: 
o MP no primeiro grau de jurisdição se recusa a intervir, 
o Por entender que não haja interesse público, 
o Deve o juiz comunicar tal fato ao Procurador-geral da Justiça, 
o Que avaliará a existência, ou não, desse interesse no processo, 
decidindo em caráter definitivo. 
 
o O art. 85 CPC dispõe: 
o Responsabilidade Civil do órgão do MP 
o Quando no exercício de suas funções proceder com dolo ou fraude. 
o Não haveria responsabilidade na atuação ordinária e de boa fé. 
o É indispensável que o órgão público (MP) tenha uma relativa imunidade 
para exercer corretamente suas funções. 
 
 
VI.3 - DA ORGANIZAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO: 
 
o Em alguns países, a carreira do MP integra a magistratura, como uma de suas 
formas. 
 
o No Brasil, sua estrutura é independente. 
 
o Na União, o Ministério Público Federal 
o Organizado por lei federal, 
o Atua junto aos juízes e tribunais federais. 
o O chefe do Ministério Público da União é o Procurador-geral da República, 
 Nomeado pelo Presidente da República 
 Dentre cidadãos maiores de 35 anos, 
 Integrantes de carreira, 
 Aprovado pelo Senado (CF, art. 128,§ 1º). 
 
o Ingressam nos cargos inicias de carreira mediante concurso público de provas e 
títulos. 
o Ao lado do Ministério Público da União, Advocacia-Geral da União, que 
representa em juízo, cujas funções eram antes acumuladas pela Procuradoria-
Geral da República. 
 
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o Nos Estados (LC n° 72 de 18/01/94 – Lei Orgânica do Ministério Público de MS) 
organiza-se autonomamente, por lei estadual, separado orgânica e 
funcionalmente dos advogados ou procuradores do Estado. 
o Perante os Tribunais atuam os membros do Ministério Público de categoria mais 
elevada, denominados Procuradores da Justiça. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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VII - DOS JUÍZES 
 
VII.1 – DA COMPETÊNCIA 
 
Competência internacional - Jurisdição de outros Estados 
 
 A jurisdição civil é exercida pelos juízes em todo o território nacional, 
o Nos termos do CPC, art. 1º. 
o Não tem o juiz brasileiro jurisdição em outros territórios, 
 Por ser manifestação do poder estatal de cada território, 
 Deve-se respeitar a soberania dos outros países. 
 
o Existem ações para as quais o juiz brasileiro tem jurisdição. 
o Outras refogem ao âmbito da justiça brasileira a apreciação de 
determinadas causas: 
a) impossibilidade ou grande dificuldade para cumprir em território 
estrangeiro certas decisões dos juízes nacionais; 
b) a irrelevância de muitos conflitos em face dos interesses que ao 
Estado compete preservar, e; 
c) a conveniência política de manter certos padrões de recíproco 
respeito em relação a outros Estados. 
d) Os atos executivos determinados pelo juiz de certo país não 
poderão ser cumpridos diretamente em outro sem a colaboração 
deste. 
e) São excluídos de nossa jurisdição aqueles conflitos que não 
tragam qualquer interesse para a justiça brasileira. 
 
 Aspectos que justificam a jurisdição: 
 A harmonia e a cooperação entre os países, 
 O respeito mútuo entre eles 
 Os esforços diplomáticos para a boa convivência entre as nações 
 Justificam que cada país estabeleça regras e limitações a respeito 
da extensão da sua jurisdição. 
 
 
Sentença estrangeira: 
 
 Uma decisão ou sentença proferida em outro país é ineficaz 
o Não pode ser executada no Brasil 
o Não produz aqui os seus efeitos. 
 Sentença estrangeira transitada em julgado deve ser ignorada pelo juiz brasileiro. 
o Para se torne eficaz: 
 É preciso que seja homologada pelo STJ, 
 Na forma do art. 105, I, i, CF. 
 
 
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Competência do juiz brasileiro: 
 
 arts. 88 e 89 do CPC 
o Cuidam das ações que podem correr perante a justiça brasileira. 
o Contêm as hipóteses de ações que podem tramitar no Brasil. 
o As que não se enquadrarem no rol não podem ser aqui julgadas, 
 Pois o juiz brasileiro carece não propriamente de competência, mas 
da própria jurisdição. 
 
Competência concorrente: 
 
Art. 88 do CPC. É competente a autoridade judiciária brasileira quando: 
a) O réu, qualquer que seja a sua nacionalidade, estiver domiciliado 
no Brasil. 
i. Em regra, as demandas são aforadas no domicílio do réu; 
b) No Brasil tiver de ser cumprida a obrigação. 
i. Ainda que ambas as partes sejam estrangeiras, 
ii. Será competente a justiça brasileira quando o contrato 
celebrado entre elas tiver estipulado o Brasil como praça de 
cumprimento da obrigação; 
c) A ação se originar de fato ocorrido ou de ato praticado no Brasil. 
 
Competência internacional exclusiva: 
 
Art. 89 do CPC enumera duas hipóteses apenas, com exclusão de qualquer 
outra: 
a) Conhecer de ações relativas a imóveis situados no Brasil, pois 
estes fazer parte do território nacional; 
b) Proceder a inventário e partilha de bens situados no Brasil, 
i. Ainda que o autor da herança seja estrangeiro e tenha 
residido fora do território nacional; 
 
Competência interna: 
 
 Justiça Comum 
o Desdobra-se em estadual e federal. 
 Federal é composta por juízos e Tribunais Regionais Federais. 
 
 A competência da justiça comum estadual é supletiva. 
o Cabe-lhe o julgamento de todas as demandas 
 Que não forem de competência das justiças especiais, 
 Nem da justiça comum federal. 
o Incumbe aos Estados organizar as suas respectivas justiça, respeitados os 
dispositivos da CF. 
 
 Sobrepairando aos órgãos de primeiro e segundo graus de jurisdição: 
 
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o Tanto da justiça estadual quanto da federal, 
o Há o Superior Tribunal Justiça criado pela CF de 1988 (arts. 104 e s.). 
o A função precípua desse órgão é resguardar a lei federal 
infraconstitucional. 
 
 Supremo Tribunal Federal 
o Guardião supremo da Constituição Federal, 
 Competência estabelecida no art. 102 da CF. 
 
 Aos Tribunais