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Direito Processual Civil

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CPC. 
 
Art. 568. São sujeitos passivos na execução: 
I - o devedor, reconhecido como tal no título executivo; 
II - o espólio, os herdeiros ou os sucessores do devedor; 
III - o novo devedor, que assumiu, com o consentimento do credor, a obrigação resultante do 
título executivo; 
IV - o fiador judicial; 
V - o responsável tributário, assim definido na legislação própria. 
 Competência para o Processamento: 
 
a. Cumprimento da Sentença  Perante o juízo no qual o título formou-se, a 
competência poderá ser transferida para o local onde estão os bens do 
executado, em virtude das novas disposições do cumprimento da sentença 
(art. 575 do CPC). Aplicando-se o artigo 475-P do CPC, parágrafo único. 
Art. 475-P. O cumprimento da sentença efetuar-se-á perante: 
I – os tribunais, nas causas de sua competência originária; 
II – o juízo que processou a causa no primeiro grau de jurisdição; 
III – o juízo cível competente, quando se tratar de sentença penal condenatória, de sentença 
arbitral ou de sentença estrangeira. 
Parágrafo único. No caso do inciso II do caput deste artigo, o exeqüente poderá optar pelo 
juízo do local onde se encontram bens sujeitos à expropriação ou pelo do atual domicílio do 
executado, casos em que a remessa dos autos do processo será solicitada ao juízo de origem. 
 
Art. 575. A execução, fundada em título judicial, processar-se-á perante: 
 
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I - os tribunais superiores, nas causas de sua competência originária; 
II - o juízo que decidiu a causa no primeiro grau de jurisdição; 
IV - o juízo cível competente, quando o título executivo for sentença penal condenatória ou 
sentença arbitral. 
 
b. Execução Extrajudicial  Perante o juízo do foro da praça de um pagamento 
do título, se outro não houver sido eleito; 
Se o título não indicar a praça de pagamento, a execução deverá ser ajuizada 
no foro do domicílio do devedor. A competência para execução de título 
extrajudicial é relativa, podendo, pois, ser modificada; a incompetência, a seu 
turno, deve ser argüida pelo devedor, na ocasião oportuna. 
 
II - REQUISITOS PARA QUALQUER EXECUÇÃO: 
 
1. Requisitos para realizar a execução / cumprimento: 
a. Inadimplemento do devedor; 
b. Título judicial transitado em julgado; 
c. Título executivo extrajudicial: 
i. Líquido; 
ii. Certo; 
iii. Exigível. 
 
 Princípio do Contraditório  Todas as alegações apresentadas por uma parte, 
deverá ser apresentado para outra parte para manifestação. Mas na ação de execução 
NÃO há o contraditório, pois não é cabível a contestação. Se quiser se defender, deve 
apresentar embargos do devedor. Na execução não se discute o mérito da causa, o 
devedor é citado para pagar simplesmente. Nos embargos se discute a validade da 
execução, esta não suspende, as duas seguem concomitantemente. 
 
 Princípio da Especificidade da Execução  A execução visa àquilo que consta no 
título do crédito. Execução objetiva a busca do bem. É possível substituir o objeto da 
 
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execução, desde que livremente pactuado, e quando houver esse pacto, o devedor 
deverá ser citado para que em 10 dias pague ou devolva a coisa. 
 
 Art. 629 do CPC  Vai depender o que estiver pactuado na obrigação. É o 
chamado de pedido alternativo, cabe ao réu escolher. 
 
Art. 629. Quando a execução recair sobre coisas determinadas pelo gênero e quantidade, o 
devedor será citado para entregá-las individualizadas, se Ihe couber a escolha; mas se essa 
couber ao credor, este a indicará na petição inicial. 
 
 Princípio da Disponibilidade da Execução  É direito disponível do credor, dela 
podendo dispor, ou seja, desistir a qualquer tempo ou prosseguir até o fim. É o 
mesmo que rege o processo de conhecimento, só que o credor pode desistir da ação / 
execução. 
 
 Art. 569 do CPC  Trata da disponibilidade. 
Art. 569. O credor tem a faculdade de desistir de toda a execução ou de apenas algumas 
medidas executivas. 
Parágrafo único. Na desistência da execução, observar-se-á o seguinte: 
a) serão extintos os embargos que versarem apenas sobre questões processuais, pagando o 
credor as custas e os honorários advocatícios; 
b) nos demais casos, a extinção dependerá da concordância do embargante. 
 
III - PARTES DA EXECUÇÃO: 
 
1. Ativa: É representada pelo exeqüente (credor). O título executivo demonstrará 
a qualificação das partes. Art. 566, inciso I – Art. 567 – Aqueles que podem 
promover a execução ou nela prosseguir. 
Art. 566. Podem promover a execução forçada: 
 
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I - o credor a quem a lei confere título executivo; 
(...) 
Art. 567. Podem também promover a execução, ou nela prosseguir: 
I - o espólio, os herdeiros ou os sucessores do credor, sempre que, por morte deste, Ihes for 
transmitido o direito resultante do título executivo; 
II - o cessionário, quando o direito resultante do título executivo Ihe foi transferido por ato 
entre vivos; 
III - o sub-rogado, nos casos de sub-rogação legal ou convencional. 
  Quando o credor se negar a receber, o devedor promoverá a execução em 
desfavor do credor para que este venha receber. Essa execução pode ser substituída 
por uma ação de depósito judicial (é doutrinário). 
 
2. Passiva: Art. 568 do CPC. Regra geral  Aquele que constar o nome no título. 
Art. 568. São sujeitos passivos na execução: 
I - o devedor, reconhecido como tal no título executivo; 
II - o espólio, os herdeiros ou os sucessores do devedor; 
III - o novo devedor, que assumiu, com o consentimento do credor, a obrigação resultante do 
título executivo; 
IV - o fiador judicial; 
V - o responsável tributário, assim definido na legislação própria. 
 
 Competência para Processamento  Cumprimento de sentença – perante o juízo 
onde se formar o título. Pela lei 11.332/05, art. 475-P do CPC, permite que o credor 
promova execução onde o devedor estiver domiciliado ou onde o devedor tenha 
bens, sendo assim, o credor poderá escolher o foro. É uma vantagem e depende da 
vontade do mesmo. O devedor poderá fazer uma defesa processual imprópria. 
Exceção de incompetência (relativa); 
 
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Art. 475-P. O cumprimento da sentença efetuar-se-á perante: 
I – os tribunais, nas causas de sua competência originária; 
II – o juízo que processou a causa no primeiro grau de jurisdição; 
III – o juízo cível competente, quando se tratar de sentença penal condenatória, de sentença 
arbitral ou de sentença estrangeira. 
Parágrafo único. No caso do inciso II do caput deste artigo, o exeqüente poderá optar pelo 
juízo do local onde se encontram bens sujeitos à expropriação ou pelo do atual domicílio do 
executado, casos em que a remessa dos autos do processo será solicitada ao juízo de origem. 
 A defesa processual própria é a contestação. Já a execução extrajudicial será 
executada na praça que constar do título, onde irá constar o local para o pagamento. 
Também é competência relativa. 
 
 Requisitos para Qualquer Execução  Deve haver o inadimplemento do devedor. 
Se for um título judicial (sentença ou acórdão) deve ter transitado em julgado, mas só 
para o caso de cumprimento de sentença. Se for extrajudicial, o título deve ser 
líquido, certo e exigível. Para o cumprimento, a sentença que for ilíquida se formará 
para líquido – pede a liquidação (valor a ser pago), e se houver parte líquida e 
ilíquida – será executada a parte líquida. 
 
 Na