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Direito Processual Civil

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 Expropriação de Bens  A ação de execução objetivará o constrangimento de bens 
do devedor, seja pela via de adjudicação (ajuntar), ou pela via da alienação dos bens 
do devedor (venda particular ou por hasta pública). 
 
 A Execução de Quantia Certa é movida quando há o título extrajudicial. O objeto 
dessa ação é expropriar, tirar bens do devedor para o pagamento da dívida. Essa 
ação sempre objetivará o constrangimento dos bens do devedor, seja pela via da 
adjudicação (juntar), ou pela via da alienação dos bens do devedor (venda particular 
ou por hasta pública). 
 
 O devedor será citado – pagar em 3 dias – e o credor nesse tempo pode pegar 
certidão dos bens do devedor. 
 
 Adjudicar  O credor receber como pagamento da dívida um bem do devedor. O 
bem pode ser recebido ou ser vendido (por iniciativa particular), para a venda é 
necessário que o corretor de imóveis seja cadastrado em juízo, mas o próprio credor 
pode vender esse bem. O dinheiro deverá ser depositado em juízo. 
 
 O credor a qualquer momento pode desistir da ação de execução, mas paga as 
custas e os honorários do réu. O credor poderá pleitear novamente essa ação, pois 
aqui não faz coisa julgada. Também pode haver a suspensão voluntária. 
 
 A expropriação não se aplicará no art. 649 do CPC. 
 
1. Ato Voluntário  O bem pertence à pessoa mas não pode ser dado em 
garantia, doado. O salário pode ser penhorado para o pagamento de pensão 
alimentícia. 
 
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Na citação do devedor, o despacho já vem com os valores e os honorários 
arbitrados (a média é de 10% do valor da causa), se o pagamento é a vista, os 
honorários são de 5%. Citado em 3 dias, não há citação por carta, devendo ser 
sempre pessoal, podendo ser por edital quando o devedor não for encontrado, e o 
Juiz, se o devedor não aparecer, nomeará curador dativo. O credor indicará os 
bens do devedor na petição inicial se possível. 
 
 No processo de execução, o prazo para pagamento começa a contar da citação, e 
não da juntada do mandado nos autos. O devedor, não pagando nesse prazo, o 
Oficial fará o termo de penhora, pois após a citação o mandado não será devolvido. 
 
 Arresto é uma medida acautelatória utilizada para constranger bens do devedor 
quando este não for localizado. É uma medida cautelar prevista no art. 813 do CPC. É 
para bens móveis e imóveis. O arresto é só para quando não for localizado o devedor 
e após efetivado será convertido em penhora. Só acontecerá o arresto se o devedor 
não for localizado e o credor disser que o devedor tem bens, após a citação por edital 
e contados 3 dias para o pagamento. Não tendo o pagamento, já haverá o arresto e 
será convertido em penhora. Depois de convertido em penhora, poderá ser feita a 
venda / alienação do bem. 
 
 Penhora: Caso o devedor não efetue o pagamento do débito (três dias), o Oficial 
de Justiça penhorar-lhe-á tantos bens quantos bastem para o pagamento do principal, 
custas e honorários (art. 659 do CPC). 
 
 A Penhora é o primeiro ato constritivo a ser praticado a ser praticado contra o 
executado. A penhora nada mais é do que a medida executória praticada pelo Estado 
contra o devedor, a qual se caracteriza pela apreensão dos bens do devedor, 
indicados pelo credor na inicial ou oferecidos pelo devedor após a citação. 
 
 
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 Objetiva a individualização do bem para fins de expropriação. Esse é o objetivo da 
penhora. A penhora se realiza conforme os artigos 655 e 655-A do CPC, e recairá 
sobre os bens elencados no artigo 655 do codex. 
Art. 655. A penhora observará, preferencialmente, a seguinte ordem: 
I - dinheiro, em espécie ou em depósito ou aplicação em instituição financeira; 
II - veículos de via terrestre; 
III - bens móveis em geral; 
IV - bens imóveis; 
V - navios e aeronaves; 
VI - ações e quotas de sociedades empresárias; 
VII - percentual do faturamento de empresa devedora; 
VIII - pedras e metais preciosos; 
IX - títulos da dívida pública da União, Estados e Distrito Federal com cotação em mercado; 
X - títulos e valores mobiliários com cotação em mercado; 
XI - outros direitos. 
§ 1o Na execução de crédito com garantia hipotecária, pignoratícia ou anticrética, a penhora 
recairá, preferencialmente, sobre a coisa dada em garantia; se a coisa pertencer a terceiro 
garantidor, será também esse intimado da penhora. 
§ 2o Recaindo a penhora em bens imóveis, será intimado também o cônjuge do executado. 
Art. 655-A. Para possibilitar a penhora de dinheiro em depósito ou aplicação financeira, o 
juiz, a requerimento do exeqüente, requisitará à autoridade supervisora do sistema bancário, 
preferencialmente por meio eletrônico, informações sobre a existência de ativos em nome do 
executado, podendo no mesmo ato determinar sua indisponibilidade, até o valor indicado na 
execução. 
§ 1o As informações limitar-se-ão à existência ou não de depósito ou aplicação até o valor 
indicado na execução. 
§ 2o Compete ao executado comprovar que as quantias depositadas em conta corrente referem-
se à hipótese do inciso IV do caput do art. 649 desta Lei ou que estão revestidas de outra forma 
de impenhorabilidade. 
 
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§ 3o Na penhora de percentual do faturamento da empresa executada, será nomeado 
depositário, com a atribuição de submeter à aprovação judicial a forma de efetivação da 
constrição, bem como de prestar contas mensalmente, entregando ao exeqüente as quantias 
recebidas, a fim de serem imputadas no pagamento da dívida. 
 Substituição da Penhora  Art. 656 do CPC; A requerimento da parte. 
Art. 656. A parte poderá requerer a substituição da penhora: 
I - se não obedecer à ordem legal; 
II - se não incidir sobre os bens designados em lei, contrato ou ato judicial para o pagamento; 
III - se, havendo bens no foro da execução, outros houverem sido penhorados; 
IV - se, havendo bens livres, a penhora houver recaído sobre bens já penhorados ou objeto de 
gravame; 
V - se incidir sobre bens de baixa liquidez; 
VI - se fracassar a tentativa de alienação judicial do bem; ou 
VII - se o devedor não indicar o valor dos bens ou omitir qualquer das indicações a que se 
referem os incisos I a IV do parágrafo único do art. 668 desta Lei. 
§ 1o É dever do executado (art. 600), no prazo fixado pelo juiz, indicar onde se encontram os 
bens sujeitos à execução, exibir a prova de sua propriedade e, se for o caso, certidão negativa de 
ônus, bem como abster-se de qualquer atitude que dificulte ou embarace a realização da 
penhora (art. 14, parágrafo único). 
§ 2o A penhora pode ser substituída por fiança bancária ou seguro garantia judicial, em valor 
não inferior ao do débito constante da inicial, mais 30% (trinta por cento). 
§ 3o O executado somente poderá oferecer bem imóvel em substituição caso o requeira com a 
expressa anuência do cônjuge. 
 Intimação da Penhora  Art. 738 do CPC; Após efetivada a citação, o executado 
poderá oferecer embargos (15 dias), independentemente de garantir o juízo (art. 736 
do CPC). 
Art. 736. O executado, independentemente de penhora, depósito ou caução, poderá opor-se à 
execução por meio de embargos. 
Parágrafo único. Os embargos à execução serão distribuídos por dependência, autuados em 
apartado, e instruídos com cópias (art. 544, § 1o, in fine) das peças processuais relevantes. 
 
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Art. 738. Os embargos serão oferecidos no prazo de 15 (quinze) dias, contados