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Direito Processual Civil

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pretende produzir, justificando suas 
necessidades (a parte apresentará na petição inicial). 
 
 Despacho Inicial  O juiz tem três opções: 
 Indeferimento  Arts. 295 e 296 do CPC; 
 Justificativa prévia  O juiz designará a audiência unilateral para a oitiva do 
autor, onde será dada a oportunidade para que este forme o conhecimento do 
juiz, visando o deferimento da liminar pretendida. 
 Deferimento da liminar; 
Art. 295. A petição inicial será indeferida: 
I - quando for inepta; 
II - quando a parte for manifestamente ilegítima; 
III - quando o autor carecer de interesse processual; 
IV - quando o juiz verificar, desde logo, a decadência ou a prescrição (art. 219, § 5o); 
V - quando o tipo de procedimento, escolhido pelo autor, não corresponder à natureza da 
causa, ou ao valor da ação; caso em que só não será indeferida, se puder adaptar-se ao tipo de 
procedimento legal; 
Vl - quando não atendidas as prescrições dos arts. 39, parágrafo único, primeira parte, e 284. 
Parágrafo único. Considera-se inepta a petição inicial quando: 
I - Ihe faltar pedido ou causa de pedir; 
II - da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão; 
 
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III - o pedido for juridicamente impossível; 
IV - contiver pedidos incompatíveis entre si. 
Art. 296. Indeferida a petição inicial, o autor poderá apelar, facultado ao juiz, no prazo de 48 
(quarenta e oito) horas, reformar sua decisão. 
Parágrafo único. Não sendo reformada a decisão, os autos serão imediatamente encaminhados 
ao tribunal competente. 
 
 Citação: 
 Art. 802 do CPC; 
 Prazo para a defesa  5 dias; 
 Liminar e citação num só mandado. 
Art. 802. O requerido será citado, qualquer que seja o procedimento cautelar, para, no prazo 
de 5 (cinco) dias, contestar o pedido, indicando as provas que pretende produzir. 
Parágrafo único. Conta-se o prazo, da juntada aos autos do mandado: 
I - de citação devidamente cumprido; 
II - da execução da medida cautelar, quando concedida liminarmente ou após justificação 
prévia. 
 
 Defesa  Impugnação de todos os atos alegados. 
 Contestação  Se não houver contestação, haverá revelia; 
 Revelia  Só ocorre quanto aos fatos e prazos da cautelar sem prejuízo ao que 
for discutido na ação processual. 
 Art. 322 e 803 do CPC = Prazos; 
 Art. 803 do CPC = Fatos Alegados; 
 
 
Art. 803. Não sendo contestado o pedido, presumir-se-ão aceitos pelo requerido, como 
verdadeiros, os fatos alegados pelo requerente (arts. 285 e 319); caso em que o juiz decidirá 
dentro em 5 (cinco) dias. 
 
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Parágrafo único. Se o requerido contestar no prazo legal, o juiz designará audiência de 
instrução e julgamento, havendo prova a ser nela produzida. 
 
Art. 322. Contra o revel que não tenha patrono nos autos, correrão os prazos 
independentemente de intimação, a partir da publicação de cada ato decisório. 
 
 Audiência de Instrução e Julgamento  Havendo necessidade de produzir 
provas, o juiz designará data para realização da audiência. Isso se não ocorrer revelia. 
 Art. 803, parágrafo único = Demandar produção de provas; 
 Não haverá audiência: 
o Revelia; 
o Matéria de Direito. 
 
 A antecipação da tutela ocorrerá nas hipóteses do artigo 273 do CPC e a liminar 
nas hipóteses do art. 804, 807, 810 e seguintes. 
Úteis, todos do CPC. Verossimilhança, grave dano de reparação, ineficácia do 
provimento judicial em razão da demora. 
Art. 273. O juiz poderá, a requerimento da parte, antecipar, total ou parcialmente, os efeitos 
da tutela pretendida no pedido inicial, desde que, existindo prova inequívoca, se convença da 
verossimilhança da alegação e: 
I - haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação; ou 
II - fique caracterizado o abuso de direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório do 
réu. 
§ 1o Na decisão que antecipar a tutela, o juiz indicará, de modo claro e preciso, as razões do 
seu convencimento. 
§ 2o Não se concederá a antecipação da tutela quando houver perigo de irreversibilidade do 
provimento antecipado. 
§ 3o A efetivação da tutela antecipada observará, no que couber e conforme sua natureza, as 
normas previstas nos arts. 588, 461, §§ 4o e 5o, e 461-A. 
§ 4o A tutela antecipada poderá ser revogada ou modificada a qualquer tempo, em decisão 
fundamentada. 
 
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§ 5o Concedida ou não a antecipação da tutela, prosseguirá o processo até final julgamento. 
§ 6o A tutela antecipada também poderá ser concedida quando um ou mais dos pedidos 
cumulados, ou parcela deles, mostrar-se incontroverso. 
§ 7o Se o autor, a título de antecipação de tutela, requerer providência de natureza cautelar, 
poderá o juiz, quando presentes os respectivos pressupostos, deferir a medida cautelar em 
caráter incidental do processo ajuizado. 
 
Art. 804. É lícito ao juiz conceder liminarmente ou após justificação prévia a medida cautelar, 
sem ouvir o réu, quando verificar que este, sendo citado, poderá torná-la ineficaz; caso em que 
poderá determinar que o requerente preste caução real ou fidejussória de ressarcir os danos 
que o requerido possa vir a sofrer. 
(...) 
Art. 807. As medidas cautelares conservam a sua eficácia no prazo do artigo antecedente e na 
pendência do processo principal; mas podem, a qualquer tempo, ser revogadas ou modificadas. 
Parágrafo único. Salvo decisão judicial em contrário, a medida cautelar conservará a eficácia 
durante o período de suspensão do processo. 
(...) 
Art. 810. O indeferimento da medida não obsta a que a parte intente a ação, nem influi no 
julgamento desta, salvo se o juiz, no procedimento cautelar, acolher a alegação de decadência 
ou de prescrição do direito do autor. 
Art. 811. Sem prejuízo do disposto no art. 16, o requerente do procedimento cautelar responde 
ao requerido pelo prejuízo que Ihe causar a execução da medida: 
I - se a sentença no processo principal Ihe for desfavorável; 
II - se, obtida liminarmente a medida no caso do art. 804 deste Código, não promover a citação 
do requerido dentro em 5 (cinco) dias; 
III - se ocorrer a cessação da eficácia da medida, em qualquer dos casos previstos no art. 808, 
deste Código; 
IV - se o juiz acolher, no procedimento cautelar, a alegação de decadência ou de prescrição do 
direito do autor (art. 810). 
Parágrafo único. A indenização será liquidada nos autos do procedimento cautelar. 
Art. 812. Aos procedimentos cautelares específicos, regulados no Capítulo seguinte, aplicam-
se as disposições gerais deste Capítulo. 
 
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 Na petição inicial, o autor tem o dever de requerer a citação do réu em qualquer 
ação (conhecimento, execução, cautelar). Nas partes, deve haver a individuação do 
autor e do réu, colocando os dados pertinentes. 
 
 Autoridade  Juiz que será competente para a ação principal, ou, se, já houver 
uma ação principal, a cautelar será dirigida a esse juiz, que será prevento. O autor, 
após o cumprimento do deferimento da liminar, terá o prazo de 30 dias para propor 
a ação principal, caso contrário, a liminar perderá o seu efeito. 
 
 Não será deferida a cautelar se não houver um litígio. Deve haver um perigo de 
dano (“periculum in mora” e “fumus boni iuris”) entre as partes, pois não existe uma 
cautelar consensual. O fundamento é a demonstração genérica do perigo da demora. 
Caso não seja deferida a liminar, deve demonstrar também o “meritum”, o objeto da 
causa, devendo mostrar que será proposta