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Direito Processual Civil

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na cautelar terá apenas o julgamento antecipado da lide, e o deferimento 
da liminar, sem envolver na ação principal. 
 
 A partir do deferimento da liminar, cabe apenas embargos de terceiro, mas na 
ação principal, para o terceiro que estiver com o bem, garantir a sua posse. 
 
 O prazo para promover a ação principal é de 30 dias após o deferimento da 
liminar. A liminar será válida até sentença da ação principal. 
 
 
XII - MEDIDAS CAUTELARES TÍPICAS E ATÍPICAS: 
 
 Arresto  Art. 813 a 821 do CPC; 
Ação cautelar que objetiva resguardar o direito à propositura de ação futura, 
mediante a viabilização da penhora. 
 
 Bens Sujeitos ao Arresto: 
 Penhoráveis  São aqueles bens que podem sofrer o arresto; 
 
 
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 Requisitos para a Concessão da cautelar  O juiz concederá a cautelar verificado 
que o autor deve trazer provar literal (juntando título líquido e certo). 
 Prova literal da dívida líquida e certa; 
 Art. 813 do CPC; 
 Prova da titularidade  O autor deve demonstrar que é titular e o réu é o 
devedor do crédito – por meio do título irá demonstrar quem é o devedor. 
Art. 813. O arresto tem lugar: 
I - quando o devedor sem domicílio certo intenta ausentar-se ou alienar os bens que possui, ou 
deixa de pagar a obrigação no prazo estipulado; 
II - quando o devedor, que tem domicílio: 
a) se ausenta ou tenta ausentar-se furtivamente; 
b) caindo em insolvência, aliena ou tenta alienar bens que possui; contrai ou tenta contrair 
dívidas extraordinárias; põe ou tenta pôr os seus bens em nome de terceiros; ou comete outro 
qualquer artifício fraudulento, a fim de frustrar a execução ou lesar credores; 
III - quando o devedor, que possui bens de raiz, intenta aliená-los, hipotecá-los ou dá-los em 
anticrese, sem ficar com algum ou alguns, livres e desembargados, equivalentes às dívidas; 
IV - nos demais casos expressos em lei. 
 
 Pressupostos do Arresto  Elementos essenciais que o juiz analisará para deferir a 
liminar o arresto. 
 Prova documental (art. 814, inciso I, do CPC)  Qualquer documento que 
demonstre a fumaça do bom direito e o perigo da demora, sem deixar a prova 
literal; 
 Justificativa prévia (art. 814, inciso II, do CPC)  Ocorre no momento antes 
de deferir a liminar. É a oitiva do autor em audiência, é unilateral para 
indeferimento da “inaudita altera pars”; 
 Caução (art. 816, inciso II, do CPC)  Dispensa justificação. Oferecida caução 
pelo autor, será dispensada a justificativa prévia. 
Art. 814. Para a concessão do arresto é essencial: 
 
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I - prova literal da dívida líquida e certa; 
II - prova documental ou justificação de algum dos casos mencionados no artigo antecedente. 
Parágrafo único. Equipara-se à prova literal da dívida líquida e certa, para efeito de concessão 
de arresto, a sentença, líquida ou ilíquida, pendente de recurso, condenando o devedor ao 
pagamento de dinheiro ou de prestação que em dinheiro possa converter-se. 
(...) 
Art. 816. O juiz concederá o arresto independentemente de justificação prévia: 
(...) 
II - se o credor prestar caução (art. 804). 
 Legitimação: 
 Pólo: 
o Ativo  Autor da Ação Principal; 
o Passivo  Devedor, Fiador, Avalista. 
 
 Arresto  Caberá quando o credor tiver título líquido e certo. Tem por objetivo 
garantir a penhor de um bem futuro. 
 
 Arrestar  recolher os bens do devedor que irão servir de garantia. O bem poderá 
ficar com o devedor quando for o fiel depositário. 
 
 Todos os bens que puderem ser penhoráveis poderão sofrer o arresto, atentando 
ao limite da dívida. No art. 649 do CPC, está o rol dos bens absolutamente 
impenhoráveis. No art. 655 e 655-A, estão o rol dos bens arrestáveis e penhoráveis. 
 
Art. 649. São absolutamente impenhoráveis: 
I - os bens inalienáveis e os declarados, por ato voluntário, não sujeitos à execução; 
II - os móveis, pertences e utilidades domésticas que guarnecem a residência do executado, 
salvo os de elevado valor ou que ultrapassem as necessidades comuns correspondentes a um 
médio padrão de vida; 
 
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III - os vestuários, bem como os pertences de uso pessoal do executado, salvo se de elevado 
valor; 
IV - os vencimentos, subsídios, soldos, salários, remunerações, proventos de aposentadoria, 
pensões, pecúlios e montepios; as quantias recebidas por liberalidade de terceiro e destinadas 
ao sustento do devedor e sua família, os ganhos de trabalhador autônomo e os honorários de 
profissional liberal, observado o disposto no § 3o deste artigo; 
V - os livros, as máquinas, as ferramentas, os utensílios, os instrumentos ou outros bens 
móveis necessários ou úteis ao exercício de qualquer profissão; 
VI - o seguro de vida; 
VII - os materiais necessários para obras em andamento, salvo se essas forem penhoradas; 
VIII - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família; 
IX - os recursos públicos recebidos por instituições privadas para aplicação compulsória em 
educação, saúde ou assistência social; 
X - até o limite de 40 (quarenta) salários mínimos, a quantia depositada em caderneta de 
poupança. 
§ 1o A impenhorabilidade não é oponível à cobrança do crédito concedido para a aquisição do 
próprio bem. 
§ 2o O disposto no inciso IV do caput deste artigo não se aplica no caso de penhora para 
pagamento de prestação alimentícia. 
 
Art. 655. A penhora observará, preferencialmente, a seguinte ordem: 
I - dinheiro, em espécie ou em depósito ou aplicação em instituição financeira; 
II - veículos de via terrestre; 
III - bens móveis em geral; 
IV - bens imóveis; 
V - navios e aeronaves; 
VI - ações e quotas de sociedades empresárias; 
VII - percentual do faturamento de empresa devedora; 
VIII - pedras e metais preciosos; 
IX - títulos da dívida pública da União, Estados e Distrito Federal com cotação em mercado; 
 
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X - títulos e valores mobiliários com cotação em mercado; 
XI - outros direitos. 
§ 1o Na execução de crédito com garantia hipotecária, pignoratícia ou anticrética, a penhora 
recairá, preferencialmente, sobre a coisa dada em garantia; se a coisa pertencer a terceiro 
garantidor, será também esse intimado da penhora. 
§ 2o Recaindo a penhora em bens imóveis, será intimado também o cônjuge do executado. 
Art. 655-A. Para possibilitar a penhora de dinheiro em depósito ou aplicação financeira, o 
juiz, a requerimento do exeqüente, requisitará à autoridade supervisora do sistema bancário, 
preferencialmente por meio eletrônico, informações sobre a existência de ativos em nome do 
executado, podendo no mesmo ato determinar sua indisponibilidade, até o valor indicado na 
execução. 
§ 1o As informações limitar-se-ão à existência ou não de depósito ou aplicação até o valor 
indicado na execução. 
§ 2o Compete ao executado comprovar que as quantias depositadas em conta corrente referem-
se à hipótese do inciso IV do caput do art. 649 desta Lei ou que estão revestidas de outra forma 
de impenhorabilidade. 
§ 3o Na penhora de percentual do faturamento da empresa executada, será nomeado 
depositário, com a atribuição de submeter à aprovação judicial a forma de efetivação da 
constrição, bem como de prestar contas mensalmente, entregando ao exeqüente as quantias 
recebidas, a fim de serem imputadas no pagamento da dívida. 
 
 Na poupança, se houver acima de 40 salários-mínimos, poderá ser penhorada. O 
limite para bloqueio