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História das Relações Públicas

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semântica, irão 
demarcar naturalmente os territórios da atuação 
profissional. Embora seja propugnada uma revisão que dê 
à norma legal ares de modernidade, a lei deve continuar 
mantendo as características de generalidade e amplidão 
ora predominantes, pois reafirma-se que genérico e amplo 
é o campo de atuação da profissão de Relações Públicas. 
A nova redação da lei deve privilegiar o caráter gerencial da 
profissão por ser esse seu traço mais relevante e a maior 
contribuição que pode oferecer em termos de obtenção de 
resultados. 
2 – REGISTRO PROFISSIONAL 
Sendo a decisão da categoria a manutenção da 
regulamentação, o corolário é que as condições de registro 
profissional continuam exatamente como indicadas na Lei. 
Portanto, situações como as apresentadas pela Associação 
Internacionalmente de Relações Públicas – IPRA, que 
aceita como associados no Brasil pessoas sem habilitação 
legal, ou das Forças Armadas, e ainda do funcionalismo 
público que realizam atividades de Relações Públicas por 
intermédio de pessoas não registradas, continuam não 
encontrando amparo legal, sendo obrigação dos 
CONRERPs exigir o acatamento da Lei e manter sua 
atividade fiscalizadora com vigor. 
3 – CAMPO CONCEITUAL 
3.1 – Funções e Atividades Específicas 
3.1.1 – Nova Conceituação 
A revisão da lei dentro do espírito exigido pela categoria 
acima assinalado, leva à necessária modificação daquilo 
que, junto com a definição, constituem o âmago da 
Cláudia Peixoto de Moura (Organizadora) 
134 
profissão: a especificação dos comportamentos próprios 
que materializam sua natureza e que na Lei Nº. 5.377 
aparecem no Capítulo II – Das Atividades Profissionais, e 
no Decreto Nº. 63.283, que regulamenta a Lei, aparecem 
no Capítulo II – Do Campo e da atividade Profissional. 
Os profissionais de Relações Públicas do Brasil consideram 
que sua contribuição à sociedade dar-se-á no 
desenvolvimento de ações cujo escopo profissional 
precípuo detalham a seguir: 
São Funções das Relações Públicas: 
diagnosticar o relacionamento das entidades com seus 
públicos; 
prognosticar a evolução da reação dos públicos diante das 
ações das entidades; 
propor políticas e estratégias que atendem às 
necessidades de relacionamento das entidades com seus 
públicos; 
implementar programas e instrumentos que asseguram a 
interação das entidades com seus públicos. 
São atividades Específicas de Relações Públicas realizar: 
. diagnósticos e auditorias de opinião e imagem; 
. pesquisas de opinião e imagem; 
. planejamento estratégico de comunicação institucional; 
. programas que caracterizem a comunicação estratégica 
para a criação e manutenção do relacionamento das 
instituições com seus públicos de interesse; 
. ensino de disciplinas de teorias e técnicas de Relações 
Públicas; 
. acompanhamento e avaliações das ações acima 
descritas. 
(http://www.abrpsaopaulo.com.br/guiabrasileiro/legislacao/f
ederal/ parlamentonacional.htm). 
CONCLUSÃO 
Hoje, mais do que nunca, com todos os problemas que o Brasil vem 
atravessando, com as inquietações geradas na sociedade pelas mudanças 
constantes no governo, com a violência que está permeando o dia-a-dia do 
cidadão brasileiro, as Relações Públicas são extremamente necessárias porque 
podem utilizar-se de instrumental adequado às necessidades imediatas e 
mediatas das organizações que representam os diversos segmentos da 
sociedade. 
Na atualidade o que se constata é que boa parcela da população quer 
participar ativamente das decisões, exige esclarecimentos, é suscetível a 
processos de conscientização, deseja criticar e expressar exatamente o que 
pensa. 
História das Relações Públicas 
135 
As Relações Públicas podem atuar num processo conjunto com os órgãos 
representativos da sociedade, procurando demonstrar que todos são co-
participantes e não "meros executores de decisões". 
É conveniente enfatizar que o desenvolvimento do mundo moderno emitiu 
uma grande fatura a ser paga. Todos os dias assistimos ou tomamos 
conhecimento dos conflitos entre patrões e empregados, entre povo e Governo. 
Existem, ainda, muitas lideranças que hesitam em divulgar informações, 
impedindo a comunicação entre as entidades que representam ou dirigem e o 
público. Não levam em conta a importância dos públicos interno e externo, 
esquecem que podem utilizar-se das ferramentas e técnicas de Relações 
Públicas para otimizar o desenvolvimento de suas atividades, minimizando, 
muitas vezes, o custo e as conseqüências indesejáveis. Os instrumentos de 
Relações Públicas podem ser trabalhados com eficácia como medidas 
preventivas; o que ocorre, na maioria das organizações, é que a utilização do 
conjunto de técnicas só é lembrada no sentido curativo. 
A cada dia que passa, outros fatos são incorporados à história das 
Relações Públicas, uma área que permite aos profissionais atuar de forma 
multidisciplinar. E assim vamos construindo o nosso espaço de trabalho - seja na 
academia, no setor produtivo, na área governamental ou no terceiro setor. 
REFERÊNCIAS 
AGUIAR, Edson Schettine. Relações Públicas – vinte anos até hoje. Revista de 
Comunicação, ano 3, nº 12, setembro/1987. 
AGUIAR, Edson Schettine. A saída pode estar na interação do ensino de 
segundo e terceiro graus. Revista de Comunicação, ano 4, nº 16, outubro/1988. 
BRANDÃO, Elizabeth Pazito. O desafio das relações públicas no Brasil. Artigo 
publicado na Revista Comunicação: discursos, práticas e tendências. Autores: 
Barros, A.; Duarte, J.; Martinez, R. (orgs.). Ed. Rideel/Uniceeub, Brasília/DF, 
2001. 
KUNSCH, Margarida Maria Krohling (org.). Comunicação e educação – 
caminhos cruzados. São Paulo, Loyola, 1986. 
Cláudia Peixoto de Moura (Organizadora) 
136 
KUNSCH, Margarida Maria Krohling. Pesquisa brasileira de comunicação: os 
desafios dos anos 90. Revista Brasileira de Comunicação – INTERCOM, vol. 
XVI. Nº 2, julho/dezembro de 1993 (pp. 44-65). 
LAKATOS, Eva Maria e MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia do 
trabalho científico. 4.ed., São Paulo, Atlas, 1990. 
MELO, José Marques de. (coord.) Pesquisa em comunicação no Brasil – 
tendências e perspectivas. Cortez Editoa/Intercom, São Paulo, 1983. 
MELO, José Marques de. (coord.) Diagnóstico das Escolas de Comunicação 
Social – comissão de especialistas de comunicação social. Brasília/DF, 
1986/1987. 
MELO, José Marques de. (coord.) A pesquisa em comunicação no Brasil: 
avaliação e perspectivas. Brasília/DF, CNPq, 1989. 
MELO, José Marques de. (org.) O ensino de comunicação e os desafios da 
modernidade. Simpósios em Comunicação e Artes nº 8. São Paulo, ECA/USP, 
1991. 
MELO, José Marques de. O Brasil no cenário da pesquisa em comunicação. 
Documento elaborado no Encontro Mundial de Cientistas da Comunicação. São 
Paulo, Brasil, 1992. 
SILVA JUNIOR, Celestino Alves. Pós-graduação em educação e socialização 
do conhecimento. Revista Universidade e Sociedade – publicação da ANDES – 
Sindicato Nacional. Brasília/DF, nº 7, 1994 (págs. 98/101). 
Documentos eletrônicos 
www.eca.usp.br/alaic/boletim1/kunsch 
www.abrpsaopaulo.com.br/guiabrasileiro/legislacao/federal/parlamentonacional.ht
m 
História das Relações Públicas 
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O campo profissional de Relações Públicas e a entrada das 
Multinacionais no Brasil: uma análise através da perspectiva da 
Pesquisa Histórica (1956-1979) 
Gisele Becker66 (PPGCOM-PUCRS) e Carla Lemos da Silva67 (PPGCOM-
PUCRS) 
Resumo 
A partir da aplicação da metodologia da pesquisa histórica, que busca a 
problematização da realidade em que vivemos com base não apenas em 
consulta a bibliografias, mas com outras fontes produzidas pelo ser humano ao 
longo da história, e considerando também que não apenas as fontes de 
documentação oficial constroem os olhares para o mundo contemporâneo,