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a educação no brasil

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REQUISITO 
PARA 
ADMISSÃO 
Educação 
Infantil* 
(Facultativa) 
Creches 
Pré-escola 
Variável 
3 anos 
Variável 
Variável 
Ter de 0 a 3 anos 
Ter de 4 a 6 anos 
Ensino Fundamental 8 anos 720 anuais Ter 7 anos ou + 
 
Ensino 
Superior 
Graduação 
 
Pós-graduação 
Variável 
(2 a 6 
anos) 
Variável 
(2 a 6 
anos) 
Variável 
 
Variável 
Ter concluído o 2o 
Grau e ter sido 
aprovado no exa- me 
vestibular 
Ter concluído a 
graduação 
* A educação infantil, que é concebida como etapa preliminar da escolaridade, só 
começou a ser organizada e regulamentada após a Constituição Federal de 1988. 
** Quando inclui habilitação profissional, pode durar 4 ou 5 anos. 
O sistema de ensino administrado pelos Estados é constituído por creches, pré-escolas, 
escolas de 1o Grau, escolas de 2o Grau e, em alguns Estados, universidades. Há uma 
tendência para que o 2o Grau fique cada vez mais sob a responsabilidade dos Estados e 
que creches e pré-escolas fiquem com os Municípios. 
Os Municípios atuam prioritariamente no ensino pré-escolar e fundamental. Estão 
incluídos nesses sistemas de ensino creches, pré-escolas, escolas de ensino fundamental 
(principalmente as localizadas no meio rural) e, em poucos Municípios, escolas de 2o 
Grau. 
Do ponto de vista administrativo, cada sistema de ensino é regulado por um órgão 
normativo e gerido por um órgão executivo central. Assim, no plano federal, as normas de 
funcionamento são estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação, e as decisões 
políticas, de planejamento e execução administrativa são de responsabilidade do Ministro 
de Estado, assistido pelas diversas secretarias, órgãos e serviços que compõem o MEC. 
Em cada Estado e no Distrito Federal, as funções normativas são de responsabilidade do 
respectivo Conselho Estadual de Educação (CEE), e as funções administrativas e de 
fiscalização do ensino privado de 1o e 2o Graus são exercidas pela respectiva Secretaria 
Estadual de Educação (SEE). Ao nível de Município, são os Conselhos Municipais de 
Educação (e, na ausência deste, o respectivo CEE) e as Secretarias, ou Departamentos, 
de Educação que exercem, respectivamente, as funções normativas e administrativas. 
Fica claro, assim, que cada sistema possui autonomia no que se refere à contratação de 
professores e funcionários, e à administração de seus recursos. 
Existem no Brasil 42,2 milhões de estudantes matriculados no sistema educacional, 
incluindo escolas pré-primárias, classes de alfabetização, ensino fundamental, ensino 
médio, ensino superior e pós-graduação, cuja distribuição, bem como o número de 
estabelecimentos e de docentes podem ser observados no quadro que se segue. 
NÍVEIS DE ENSINO VARIÁVEIS 1991 1993 
PRÉ-ESCOLAR Estabelecimentos 57.842 84.366
 Funções Docentes 166.917 197.206
 Matrícula 3.628.285 4.196.419
CLASSE DE 
ALFABETIZAÇÃO Estabelecimentos 51.944 50.646
 Funções Docentes 89.291 75.413
 Matrícula 1.655.609 1.584.147
ENSINO FUNDAMENTAL Estabelecimentos 193.700 195.840
 Funções Docentes 1.295.965 1.344.045
 Matrícula 29.203.724 30.548.879
ENSINO MÉDIO Estabelecimentos 11.811 12.556
 Funções Docentes 259.380 273.539
 Matrícula 3.770.230 4.183.847
ENSINO SUPERIOR Estabelecimentos 893 873
 Funções Docentes 133.135 137.156
 Matrícula 1.565.056 1.594.668
PÓS-GRADUAÇÃO Estabelecimentos 83 91
 Funções Docentes 29.351 *31.346
 Matrícula 54.174 55.229
Fontes: MEC/SPE/SEEC e MEC/CAPES 
* Os docentes da pós-graduação atuam simultaneamente na graduação e estão portanto 
também incluídos nas funções docentes deste nível de ensino 
2.1 NÍVEIS E MODALIDADES DE ENSINO 
2.1.1 Educação infantil 
A educação infantil, concebida como etapa preliminar da escolaridade, visa proporcionar 
condições para o desenvolvimento físico, psicológico e intelectual da criança de 0 a 6 
anos, em complementação à ação da família. Ela compreende o atendimento realizado 
em creches, para crianças de 0 a 3 anos; e a pré-escola, destinada a crianças de 4 a 6
anos. 
Embora o setor público venha desenvolvendo e mantendo programas para crianças com 
idade inferior a 7 anos, sua responsabilidade nesse setor é bem recente. Somente a partir 
da Constituição Federal de 1988, a educação infantil passou a ser formalmente de 
responsabilidade dos Estados, cabendo aos municípios fomentar o seu desenvolvimento. 
O setor não-governamental atua fortemente nessa área. Programas não-formais, 
envolvendo a participação das famílias e comunidades são encontrados em todo o país. O 
próprio MEC tem incentivado a experimentação de formas e métodos não-convencionais, 
envolvendo uma maior participação comunitária e articulação do poder público. 
A rede de educação infantil no país é ainda bastante restrita. Conforme os dados 
apresentados na tabela abaixo, apenas 17,5% da população de 0 a 6 anos está sendo 
atendida por algum programa nesse nível. 
Crianças de Crianças atendidas Total de 
0 a 6 anos 0 a 4 anos 4 a 6 anos atendimentos 
23.116.078 667.736 3.375.834 4.043.570 
(100%) (2,9%) (14,6%) (17,5%) 
Fontes: Fundação IBGE e MEC 
 
2.1.2 Educação fundamental 
O ensino fundamental, também denominado ensino de primeiro grau, é 
constitucionalmente obrigatório, destina-se à formação da criança e do pré-adolescente de 
7 a 14 anos de idade, e tem como objetivos: a) o domínio progressivo da leitura, da escrita 
e do cálculo, enquanto instrumentos para a compreensão e solução dos problemas 
humanos e o acesso sistemático aos conhecimentos; b) a compreensão das leis que 
regem a natureza e as relações sociais na sociedade contemporânea; e c) o 
desenvolvimento da capacidade de reflexão e criação, em busca de uma participação 
consciente no meio social. 
O currículo pleno do 1o grau compreende um núcleo comum e uma parte diversificada. O 
núcleo comum, obrigatório a nível nacional, abrange as seguintes áreas: a) Comunicação 
e expressão (Língua Portuguesa); b) Estudos sociais (Geografia, História, e Organização 
Social e Política do Brasil), com ênfase ao conhecimento do Brasil na perspectiva atual do 
seu desenvolvimento; e c) Ciências (Matemática, Ciências físicas e biológicas). A parte 
diversificada está a cargo de cada sistema de ensino e, quando for o caso, de cada 
escola, atendendo às características regionais e locais da sociedade, da cultura, da
economia e da clientela. 
Para que a universalização do ensino fundamental se efetive, conforme se determina, 
Estados e Municípios promovem anualmente e, às vezes conjuntamente, um 
levantamento da população em idade escolar e procedem à sua chamada para a 
matrícula. 
Dados recentes do Serviço de Estatística do Ministério da Educação mostram que 91% da 
população de 7 a 14 anos tem acesso à escola. 
Porém, se por um lado o país logrou alcançar níveis significativos de cobertura da 
clientela em idade escolar, por outro, a qualidade do ensino é bastante baixa. 
Dados recentes mostram elevadas taxas de repetência no ensino fundamental, que 
tendem a ser superiores a 50% para os alunos de 1ª série. 
O problema de evasão precoce é relativamente menor, atingindo apenas 2,3% dos alunos 
de 1ª série, mas alcançando marcas mais significativas na medida em que os fracassos 
educacionais se acumulam, chegando a 32% ao final da 4ª série. 
Portanto, repetência e evasão constituem hoje grandes desafios para o sistema de 
educação nacional. 
2.1.3 Ensino médio 
O ensino de 2o grau objetiva a) o aprofundamento e a consolidação dos conhecimentos 
adquiridos no ensino fundamental; b) a preparação do educando para continuar 
aprendendo; c) a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos 
produtivos, relacionando a teoria com a prática; e d) a preparação do aluno para o 
exercício de profissões técnicas. 
O currículo