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Método_de_Ensino

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do pensamento e 
solução criativa; 
- criar situações didáticas (discussões, exercícios, provas, conversação dirigida etc.) 
em que os alunos possam aplicar conteúdos a situações novas ou a problemas do 
meio social; 
- desenvolver formas didáticas variadas de aplicação do método de solução de 
problemas. 
 
Garantir a solidez dos conhecimentos 
 Este princípio tem como apoio na afirmação de que o desenvolvimento das 
capacidades mentais e modos de ação é o principal objetivo do processo de 
ensino de que é alcançado no próprio processo de assimilação de 
conhecimentos, habilidades e hábitos. A assimilação de conhecimento não é 
conseguida se os alunos não demonstram resultados sólidos por um período mais 
longo ou menos longo. O atendimento desse princípio exige do professor constante 
retomada (recursão) do conteúdo, exercícios de fixação, tarefas individualizadas a 
alunos que apresentem dificuldades e sistematização dos conceitos básicos do 
conteúdo. 
 
Levar à vinculação trabalho coletivo-particularidades individuais 
O trabalho docente deve ser organizado e orientado para educar a todos os 
alunos da classe coletivamente. O professor deve empenhar-se para que os alunos 
aprendam a comporta-se, tendo em vista o interesse de todos, ao mesmo tempo em 
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que presta atenção nas diferenças individuais e as peculiaridades de aproveitamento 
escolar. 
Para isso, podem ser adotadas as seguintes medidas: 
- explicar com clareza os objetivos da atividade docente, as expectativas em relação 
aos resultados esperados e as tarefas em que os alunos estarão envolvidos; 
- desenvolver um ritmo de trabalho de acordo com o nível máximo de exigências que 
se pode fazer para aqueles grupos de alunos; 
- prevenir a influência de particularidades desfavoráveis ao trabalho escolar (colocar 
nas primeiras carteiras os alunos com problemas de visão ou audição; dirigir-se com 
mais frequência a alunos distraídos e dar mais detalhes de uma tarefa a alunos mais 
lentos); 
- considerar que a capacidade de assimilação da matéria, a motivação para o estudo e 
os critérios de valorização das coisas não são iguais para todos os alunos: tais 
particularidades requerem uma atenção especial do professor a fim de colocar alunos 
isolados em condições de participar no coletivo. 
 
O processo ensino-aprendizagem da matemática 
A importância do lúdico no processo ensino-aprendizagem da matemática. 
As dificuldades encontradas por alunos e professores no processo ensino e 
aprendizagem da matemática são muitas e conhecidas. Por um lado, o aluno não 
consegue entender a matemática que a escola lhe ensina, muitas vezes é reprovado 
nesta disciplina, ou então, mesmo que aprovado, sente dificuldades em utilizar o 
conhecimento "adquirido", em síntese, não consegue efetivamente ter acesso a esse 
saber de fundamental importância. 
Hoje em dia, o que é importante (principalmente no que refere ao Ensino Básico) 
não é o conteúdo, porque o conteúdo esquece, mas desenvolver as capacidades dos 
alunos. 
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O processo de ensino e aprendizagem da Matemática deve ser bem trabalhado 
nas escolas, para que futuramente os alunos não apresentem dificuldades graves, 
quanto a construção deficiente do pensamento lógico-abstrato. 
Atualmente o ensino da Matemática se apresenta: descontextualizado, inflexível 
e imutável, sendo produto de mentes privilegiadas. O aluno é, muitas vezes, um mero 
expectador e não um sujeito partícipe, sendo a maior preocupação dos professores o 
cumprimento do programa. Os conteúdos e a metodologia não se articulam com os 
objetivos de um ensino que sirva à inserção social das crianças, ao desenvolvimento 
do seu potencial, de sua expressão e interação com o meio. 
A utilização de técnicas lúdicas: jogos, brinquedos e brincadeiras direcionadas 
pedagogicamente em sala de aula podem estimular os alunos a construção do 
pensamento lógico-matemático de forma significativa e a convivência social, pois o 
aluno, ao atuar em equipe, supera, pelo menos em parte, seu egocentrismo natural. 
Numa situação desafiante, as crianças utilizam os conhecimentos que já têm para 
desenvolver raciocínios com significado pessoal. Os jogos pedagógicos, por exemplo, 
podem ser utilizados como estratégia didática antes da apresentação de um novo 
conteúdo matemático, com a finalidade de despertar o interesse da criança, ou no final, 
para reforçar a aprendizagem. 
Conforme afirmam FIORENTINI e MIORIM (1996), O professor não pode 
subjugar sua metodologia de ensino a algum tipo de material porque ele é atraente ou 
lúdico. Nenhum material é válido por si só. Os materiais e seu emprego sempre devem 
estar em segundo plano. A simples introdução de jogos ou atividades no ensino da 
matemática não garante uma melhor aprendizagem desta disciplina. De fato, é 
imperioso viver o processo de ensino-aprendizagem da Matemática em diálogo com os 
alunos e não para os alunos. O professor é alguém que provoca diálogos, que os 
reforça e que harmoniza as propostas de solução, tendo como pressuposto os saberes 
científicos. 
Ensinar não é somente transmitir, transferir conhecimentos de uma cabeça para 
a outra(s). Ensinar é fazer pensar, é estimular o aluno para a identificação e resolução 
de problemas, ajudando-o a criar novos hábitos de pensamento e ação. Deste modo, o 
professor deve conduzir o aluno à problematização e ao raciocínio, e nunca à absorção 
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passiva das ideias e informações transmitidas. Além disso, para ser um bom 
comunicador, o professor deve gerar empatia, deve tentar colocar-se no lugar do aluno 
e, com ele, problematizar o mundo. Dessa maneira, irá simultaneamente transmitir-lhe 
novos conteúdos e ajudá-lo a crescer no sentido do respeito mútuo, da cooperação e 
da socialização. 
Para Polya (1981), "aprender a pensar" é a grande finalidade do ensino. A 
aprendizagem deve ser ativa, motivadora e processar-se em fases consecutivas. 
Assim, para este autor, devem ser proporcionadas situações de aprendizagem que 
despertem o interesse dos alunos e em que eles sejam desafiados a descobrir 
resultados e a estabelecer relações. Considera ainda que a aprendizagem deve ter em 
conta o "princípio das fases consecutivas", em que uma fase exploratória precede a 
formalização de conceitos, culminando com a integração numa estrutura conceitual. 
Cabe então descobrir novos jeitos de trabalhar com a matemática, de modo que as 
pessoas percebam que pensamos matematicamente o tempo todo, resolvemos 
problemas durante vários momentos do dia e somos convidados a pensar de forma 
lógica cotidianamente. A matemática, portanto, faz parte da vida e pode ser aprendida 
de uma maneira dinâmica, desafiante e divertida. Conscientes do grande desafio que é 
preparar os nossos alunos para um futuro, que se nos afigura já altamente tecnológico, 
e que exige de cada indivíduo um enorme potencial criativo que lhe permita lidar com 
situações do dia-a-dia profissional, cada vez mais diversificadas e complexas, não será 
difícil apoiar incondicionalmente esta última perspectiva de Matemática - a da 
"construção do próprio saber". 
 
Situação Didática 
A situação didática é formada por atividades que podem ser definidas como 
sendo os “meios” usados pelo professor a fim de que o aluno vivencie as experiências 
necessárias ao desenvolvimento de competências e habilidades fazendo com que a 
aprendizagem seja significativa. Valoriza a investigação, a integração, a cooperação e 
incentiva a ação do aluno. É o estímulo à cooperação entre o grupo (alunos e 
professor) e busca o desenvolvimento de habilidades como características básicas do 
processo de aprendizagem. 
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A situação didática deve ser