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RESUMO - Direito do Trabalho I - 2° Bi

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de custos, lucratividade
Regulamentação legal: País assimilou a tendência com alguns instrumentos jurídicos: Lei 6019/1974 (trabalho temporário), Lei 7102/1983 (serviços de segurança bancária), Lei 8863/1994 (estende possibilidade a estabelecimentos comerciais, industriais, residenciais e de prestações de serviços
Súmula 331 doTST
Não pode terceirizar a atividade principal da empresa. Se a empresa terceirizar a atividade fim ou as atividades essenciais, será reconhecido o vínculo de emprego. Se houve subordinação direita com o tomador (responsabilidade pode ser solidária ou subsidiária) também haverá vínculo de emprego.
A PRESCRIÇÃO NO DIREITO DO TRABALHO
No campo do direito civil existem dois tipos de prescrição: 
a) prescrição extintiva: prescrição na qual a pessoa perde um direito e 
b) prescrição aquisitiva: prescrição na qual a pessoa ganha um direito, ex: usucapião.
           No direito do trabalho não existem nenhuma hipótese de prescrição aquisitiva, existindo somente e prescrição extintiva (porque é ela que garante a segurança jurídica).
A prescrição é matéria de direito material e está tratada no Código Civil. Por prescrição entende-se como: Perda da pretensão por não ser exercida no prazo legal (C.C. art. 189) e também pela perda do direito de exigir o cumprimento de uma obrigação por já ter escoado o prazo fixado em lei para o seu exercício. A prescrição não se confunde com a decadência, porque na prescrição eu tenha a perda do direito de ação e na decadência eu tenho a perda do direito em si.
Assim, a prescrição é conceituada como:
Instituto de direito material
Não extingue o direito subjetivo
Direito subsiste mas não pode ser exercido
Encobre a eficácia da pretensão (CC - art. 189)
Subsiste obrigação moral
Os fundamentos da prescrição são:
PUNIÇÃO À NEGLIGÊNCIA DO CREDOR
PRESUNÇÃO DE PAGAMENTO OU PERDÃO
PRESUNÇÃO DE ABANDONO OU RENÚNCIA
MECANISMO DE REDUÇÃO DE DEMANDAS
INTERESSE SOCIAL
A prescrição foi prevista em 1950 que era a fase da escravidão, quando a pessoa tinha até 1 ano para reclamar até o término do contrato, depois ela podia discutir os últimos 10 anos. Em 1917 e pessoa tinha 05 anos para discutir o contrato, independentemente se der durante a vigência do contrato ou depois da extinção. Em 1943 a CLT passou a prever 02 anos de tempo da prescrição; Por fim, em 1988 a CF alterou a regra da CLT:
CF/1988 - art. 7º, XXIX
5 anos - para trabalhadores urbanos e rurais (na vigência do contrato)
2 anos – após a extinção do contrato
CLT – art. 11 e EC 28/2000
Ou seja, se eu entrar com a ação durante a vigência do contrato, eu posso discutir os últimos 5 anos.
O marco inicial de contagem é o ajuizamento da ação e o prazo começa a contar a partir da data de ciência da lesão por parte do trabalhador. Sendo que:
a)    Se a lesão for sucessiva: a cada mês eu tenho a prorrogação da lesão a prescrição é parcial;
b)    Se a lesão for decorrente de um único ato: não gera conseqüências futuras, e pessoa tem 5 anos a partir desse ato para ajuizar a ação.
Não confundir os institutos de PRESCRIÇÃO, DECADÊNCIA E PRECLUSÃO:
	Prescrição
	Decadência
	Preclusão
	Extingue a ação
Prazo inicia com violação do direito
Supõe direito nascido e efetivo que pereceu sem a ação;
Ação nasce depois do direito
Prazo definido em lei
Prazo suspende e interrompe
Admite renuncia
Invocada – direitos patrimoniais(ver CPC, 219, § 5º - Lei 11280/2006)
Atinge só ações condenatórias
JUIZ PODE DECLARAR DE OFÍCIO, EXCETO SE FOR DE DTO PATRIMONIAL. Sendo que, para a jurisprudência, quando se tratar de dtos patrimoniais a parte deve arguir.
	Extingue o próprio direito
Prazo inicia com o nascimento próprio direito
Supõe direito que embora nascido, não se efetivou
Ação nasce com o direito
Prazo na lei ou vontade
Não suspende nem interrompe
Não admite renúncia
Conhecida e declarada de ofício
DE DTO MATERIAL
	Instituto de direito processual
Fundamento: necessidade de impulsionar o processo
Perda, extinção ou consumação de uma faculdade processual
Espécies: temporal;
Lógica;
Consumativa;
pro judicato;
DE DTO MATERIAL.
Em ação declaratória não há prescrição.
O juiz possui o poder de dar despachos, decisões interlocutórias, sentenças e acórdãos, sendo que, somente na sentença e nos acórdãos incide o instituto da preclusão, pois, depois de proferida aquela sentença o Juiz não poderá modifica-la, exceto se for por embargos de declaração ou quando houve equívoco quanto aos pressupostos de admissibilidade.
Não corre a prescrição para menor de 18 anos, a justificativa é porque, rigor, ele não poderia estar trabalhando.
O FGTS prescreve em 30 anos, sendo que, empregados domésticos possuem os mesmos direitos que os demais trabalhadores. No que concerne ao DANO MORAL ele se prolonga no tempo, portanto, mesmo que ultrapasse o tempo de 05 anos, o dano moral pode ser arguido. No caso de acidente do trabalhador o dano moral inicia-se no momento em que o trabalhador teve ciência que o dano ocorreu. 
Na aposentadoria por invalidez: conta da data da concessão de aposentadoria; Se o trabalhador é afastado e volta a trabalhar: conta a partir  da alta médica. Se ele volta a trabalhar mais ainda está doente a prescrição não se inicia.