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Resumo Processo Civil

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DIREITO PROCESSUAL CIVIL
MATERIAL X FORMAL
Direito material é o conjunto de regras e princípios que disciplina as relações jurídicas entre as pessoas pertinentes a bens da vida ou utilidades da vida, impondo obrigações e garantindo direitos. e.g. código civil, código penal.
Direito formal é o conjunto de regras e princípios que disciplina as relações das pessoas que buscam a prestação da tutela jurisdicional como propósito de se obter a efetiva garantia do direito material. e.g. código de processo civil, código de processo penal.
LIDE
“Conflito de interesses caracterizado pela existência de uma pretensão resistida.” Francesco Carnelutti.
JURISDIÇÃO (iuris dictio)
É o ato pelo qual o Estado, por intermédio do poder judiciário soluciona, quando provocado e em caráter substitutivo, os conflitos de interesses estabelecidos entre as pessoas em geral. Se o Estado brasileiro está obrigado, segundo a própria Constituição Federal, a construir uma sociedade livre, justa e solidária, a erradicar a pobreza e a marginalização e a reduzir as desigualdades sociais e regionais, e ainda, a promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação (art. 3° da CF), os fins da jurisdição devem refletir essas idéias.
Características Essenciais: 
São as características capazes de permitir o reconhecimento dessa função quando comparada com as demais funções do Estado, e presentes como regra em todas as manifestações jurisdicionais.
Inércia – O Estado-juiz só atua se for provocado (Ne procedat iudex ex officio – o juiz não procede de ofício).( Art.2ª, CPC ) O provimento jurisdicional a ser emitido deve estar limitado pela pretensão manifestada pelo autor. Porém, há exceções em que o juiz deverá agir de ofício, como por exemplo, o Art. 989, CPC.
Substitutividade – O estado substitui a atividade das partes, impedindo a justiça privada (autotutela).
Natureza Declaratória – O estado não cria direitos subjetivos, somente reconhece direitos preexistentes.
Atuação do Direito – Incidência da ordem legal ao caso concreto. 
Definitividade� - A atuação resultará em uma decisão (Coisa Julgada Material – não passível de alteração)
Existência de Lide� - Conflito de Interesses.
Escopos da Jurisdição:
Sociais – pacificar com justiça e educar a sociedade;
Jurídico – atuação da vontade concreta do direito Objetivo; O estado tem por finalidade manter íntegro o ordenamento jurídico.
Político – Afirmação do poder estatal, culto às liberdades públicas e garantias de participação do jurisdicionado nos destinos da sociedade.
JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA
É a administração pública de interesses privados. 
- Não há substitutividade; 
- Não há definitividade, porém, há coisa julgada formal (passível de alteração);
- Não há lide; partes; 
- Mutabilidade da decisão.
Entre várias teorias que tentam explicar jurisdição voluntária, destaca-se como majoritária na doutrina a que se poderia denominar de “teoria clássica”, segundo a qual a jurisdição voluntária não teria natureza de jurisdição, mas sim de função administrativa. Segundo esta teoria, não se poderia falar em processo, havendo ali mero procedimento, não se podendo falar em partes, mas em interessados.
Se opõe a esta teoria a revisionista, ou jurisdicionalista. A qual considera a jurisdição voluntária como jurisdição propriamente dita, falando-se na existência de processo de jurisdição voluntária, bem como na existência de partes. Podendo, portanto, haver processo sem lide, porém, jamais sem pretensão.
O juiz pode transformar uma ação voluntária em contenciosa, quando perceber que um dos requerentes esá agindo de má-fé e prejudicando excessivamente o outro.
TUTELA JURISDICIONAL
Tutela Jurisdicional é uma modalidade de tutela jurídica, ou seja, uma das formas que o estado assegura a proteção a quem seja titular de um direito subjetivo ou outra posição jurídica de vantagem. Não se pode confundi-la com jurisdição, pois nesta todos têm direito a que a função do Estado seja prestada. Mas, nem todos têm direito a tutela jurisdicional.
“É o amparo que, por obra dos juízes, o Estado ministra a quem tem razão num processo” Dinamarco.
COMPETÊNCIA
Como o poder jurisdicional deve ser distribuído, dá-se o nome de competência à jurisdição que pode e deve ser exercida por um órgão, ou por vários órgãos, em face de um determinado grupo de casos. A Constituição Federal define as varas “justiças”. O que não é da competência das “justiças” trabalhista (art. 111 e ss.), eleitoral (era. 118 e ss.) e militar (era. 122 e ss.) é da competência, por exclusão, da “justiça comum”. Dentro desta, também por exclusão, o que não for da “justiça” federal (arts. 108 e 109) é da competência da “justiça” estadual. 
Competência Internacional
Antes de se verificar qual o juízo competente deve-se examinar se a hipótese pode ser submetida ao Estado brasileiro, para que este exerça a função jurisdicional. Neste sentido, o Código de Processo Civil brasileiro enumera as causas que serão julgadas pelo Poder Judiciário brasileiro, seja obrigatoriamente (competência internacional exclusiva – art. 89 da CPC) ou de forma facultativa (competência internacional concorrente – art. 88 da CPC). No caso do art. 88 da CF, a decisão proferida em outro país pode ter validade no território nacional, desde que seja ela devidamente homologada pelo STJ (art. 105, I, i, CF).
Competência Interna
Critério para fixação da competência 
- O CPC traz as seguintes regras - Chiovenda: 
em razão da matéria/natureza (art. 91);
em razão do valor da causa (art. 258);	 ( Critério Objetivo (observa particularidades da causa)
em razão da pessoa (qualidade especial da pessoa) – ex.: foro do incapaz/alimentos; foro privilegiado
em razão da função/hierarquia (art. 93); ( Critério Funcional
em razão do território (art. 100); ( Critério Territorial ou Competência de Foro Geral (domicílio do réu) ou Especial (sit. da coisa; local onde deve ser cumprida a obrigação; local onde se deram os fatos.)
Regra geral – a ação fundada em direito pessoal e a ação fundada em direito real sobre bens móveis serão propostas, em regra, no foro do domicílio do réu – art. 94, caput. Neste sentido, nem sempre a competência determinada entre os referidos arts. 94 a 100 é relativa, sendo importante advertir que o art. 95 estabelece competência absoluta.
Regras especiais - situação da coisa; local onde deve ser cumprida a obrigação; local onde se deram os fatos.
Causas em que a União for autora, ré ou interveniente – será o foro da Capital do Estado – art. 99, I. 
Fazenda Pública não tem foro privilegiado.
Domicílio da mulher para as ações de separação, conversão em divórcio e anulação de casamento (art. 100, I)
Domicílio ou residência do alimentando – art. 100, II. 
Domicílio do devedor – art. 100, III 
Pessoa jurídica – sua sede – art. 100, V, “a”. 
Lugar da agência ou sucursal para as obrigações que contraiu – art. 100 IV, “b”. 
Lugar que exerce atividade principal quando a ré for sociedade de carece de personalidade jurídica – art. 100,IV, “c”, 
Onde a obrigação deve ser satisfeita para a ação que lhe exigir o cumprimento - art.. 100, IV, “d”. 
Reparação do dano – art. 100, V (domicílio do autor, local do fato domicílio do réu), 
Lugar do ato ou fato para ação em que for réu administrador ou gestor de negócios alheios.
**O especial prevalece sobre o geral.
4.3 Competência – É agrupada em dois grupos, absoluta e relativa, cuja separação é essencial em razão das formas e dos momentos próprios para a argüição do defeito, bem como em razão das conseqüências distintas ocasionadas pela transgressão de preceitos referentes a cada uma delas. 
1) absoluta: Os indicadores de competência absoluta constituem grupo de regras cogentes, determinadas no interesse público, não se admitindo que as partes possam