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Materiais
Serão provenientes de escavações de cortes ou de áreas de empréstimos (selecionados nos Estudos Geotécnicos do Projeto de Engenharia);
Requisitos técnicos:
Enquadrarem-se nas classificações de 1ª ou 2ª categorias;
Isentos de matérias orgânicas (turfas e argilas orgânicas);
CBR > 2% e expansão < 4%. Se for camada final do aterro a expansão <2%;
Equipamentos
TE
GD – 
TA – 
CR
MT
CB
MN
KL – Rolo liso
KC – Rolo “pé de carneiro”
KP – Rolo Pneumático
Seção transversal
Execução
Primeira providência executiva do empreiteiro é a marcação dos pontos de “off-set” dos aterros; - Iniciar sempre pelo ponto mais baixo em camadas horizontais;
Prever caimento lateral, para rápido escoamento de água de chuva;
Escalonar ou zonear praças de trabalho, onde as três etapas do trabalho de aterro não se atrapalhem.
Situação mais sensível à execução de aterro é a ocorrência de uma chuva quando o material está espalhado e pulverizado, antes da compactação;
Na possibilidade desta ocorrência, a camada deverá ser "SELADA", isto é, ser rapidamente compactada com rolos lisos ou equipamento de pneus para que seu topo seja adensado e “impermeabilizado”. Caso contrário, a camada encharcada deverá ser totalmente removida para bota-fora ou submetida a ciclos de secagem antes do prosseguimento dos serviços.
Em aterros executados sobre área alagada, antes da execução da primeira camada do aterro deve ser viabilizada a drenagem da área. Não havendo possibilidade de escoamento ou remoção da água existente, a primeira camada do aterro deve ser executada com material granular permeável (areia, pedregulho ou fragmentos de rocha), funcionando como dreno que evita ascensão de água capilar advinda da fundação.
Em regiões com predominância de areia, havendo conveniência técnica e permissão dos fiscais, pode-se admitir a execução do aterro com esse material.
Os caminhões caçamba, após serem carregados pelas carregadeiras ou escavadeiras descarregam o material no local especificado em projeto;
Os tratores com lâmina e motoniveladoras viabilizam o espalhamento com satisfação (as motoniveladoras possuem maior produtividade).
Embora seja um serviço difícil, é preciso compactar a superfície da saia de aterro, após o acerto final. Isto pode ser conseguido com pequenos rolos compactadores tracionados por guincho acoplado à tratores.
Todas as camadas do aterro devem ser compactadas à umidade ótima mais ou menos 3% até se obter massa específica aparente seca máxima de 100%. Os trechos que não atingirem as condições mínimas de compactação devem ser escarificados, homogeneizados, levados á umidade ótima e novamente compactados.
Deve ser cuidadosamente verificada a inclinação dos taludes.
No caso de execução de aterros sobre solos moles ou de baixo suporte, estes devem ser retirados, executando-se nichos de no máximo 5 m (perpendicular ao eixo) x 10 m (ao longo do eixo). Aterrar os nichos logo após a escavação;
Devem-se proteger os taludes com drenagem adequada e plantação de gramíneas.
Etapas de execução
Lançamento do material pelo equipamento de transporte;
Espalhamento em camadas com espessura da camada máxima de 30 cm + 20%. Para as camadas finais, 20 cm + 20%;
Homogeneização e retirada de blocos ou matacões;
Determinação da umidade natural (“Speedy”) => Acrescenta ou retira água;
Compactação propriamente dita de cada camada;
Regularização conforme projeto.
Compactação
Pressão estática (rolo liso) => deformação “plástica” => Solos argilosos (3 a 5 kg/cm2);
Pressão vibratória (rolo liso ou corrugado) => redução de vazios por “fricção” entre as partículas do solo => solos arenosos (0,5 a 1 kg/cm²) e argilosos;
Maior força de coesão => maior pressão necessária;
Compactadores leves (<5,0 Ton) => Solo arenoso;
Compactadores pesados (>10,0 Ton) => Solo argiloso.
Especificação
As especificações modernas definem apenas o Grau de Compactação (G%) mínimo a ser atingido;
Corpo de Aterro (60,0 cm até a CFT) => G=95% PN;
Camada Final de Aterro (CFA) => G=100% PN;
A umidade deverá estar compreendida entre Wót-3% < W < Wót+3%;
As espessuras das camadas finais deverão estar entre 20 e 30 cm;
A exigência do G% aumenta com a importância da obra (Ex.: base de pavimentos para grandes cargas rodoviárias, barragens, fundação de edifícios, etc.);
O controle da compactação deverá ser feito da seguinte forma:
01 ensaio de compactação para cada 1.000 m3 de corpo de aterro;
01 ensaio de densidade “in situ” para cada 100 m da CFA (alternando posições).
Controle topográfico
Controle de cotas (uso de cruzetas de marcação a cada 20 m). Admite-se erro de 5,0 cm. Controle de largura (com trena a cada 20 m). Controle do ângulo do talude (Teodolito e mira ou gabarito de madeira).
	
	
	
	
Empréstimos
São áreas indicadas no projeto onde devem ser escavados materiais a utilizar na execução de aterros. Tais áreas servem para suprir a deficiência volumétrica proveniente dos cortes.
Precedido pelas operações de desmatamento, destocamento e limpeza, e verificação dos marcos topográficos (RN’s). Procura-se sempre agregar finalidade à escolha de uma área para empréstimo (melhorar a drenagem, suavizar a topografia, permitir a visibilidade, etc.). Alarga-se o corte para melhorar visibilidade e drenagem. Cria-se banquetas de corte. Retira-se material do lado interno de curvas (evitando-se sempre Mat. 3ª Cat.).
Materiais
Preferencialmente materiais de 1ª e 2ª Cat. Devem ser isentos de matérias orgânicas. Para corpo de aterro: CBR>2% e Exp. <4%.
Equipamentos
TE
CR ou ES
CB ou MT
MN
Execução
A escavação deve ser precedida do desmatamento, destocamento e limpeza da área de empréstimo;
No caso de caixas de empréstimo laterais, as bordas internas devem se localizar a uma distância mínima de 5,0 m e com declividade longitudinal que permita a drenagem das águas pluviais. As bordas externas devem distar 2,0 m do limite da faixa de domínio;
As bordas da caixa de empréstimo devem ser em taludes estáveis.
Condicionantes ambientais
Observar a Lei de Uso e Ocupação do Solo (municipal);
Lei do Silêncio, segurança e conforto do usuário e dos moradores;
Recuperação ambiental das áreas afetadas pelas obras, após o encerramento das atividades;
Preservação dos cursos d´água;
Preservação das espécies de fauna rara.
Medição
Pelo volume do material “in natura”, portanto com base nas RN’s originais;
No caso de caixas de empréstimo com dificuldade de cubação, pode-se fazê-la por intermédio do fator de um conversão.
Equipamentos de terraplanagem