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resumo - Proc. Penal I

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03-06-2013
O interrogatório é primordialmente um meio de defesa, mas pode servir, secundariamente, de prova nas ocasiões em que o réu decide dar uma versão.
Prova é tudo aquilo que o juiz pode valorar na sentença.
O silêncio do réu não pode ser valorado, mas a fala pode.
Art. 187, CPP
Tolera-se a mentira do réu, mas tem limite.
Se o réu aponta outrem como autor do delito, sabendo que não era, comete denunciação caluniosa.
Se o réu alega que confessou o crime pois foi torturado na delegacia, enquanto não foi, isso também é vedado.
Art. 185, parágrafo §2º, CPP
Interrogatório por vídeo-conferência
Resolução 105 do CNJ
Art. 207, CPP
Testemunha direta: É aquela que teve contato com o fato.
Testemunha indireta: É aquela que não viu o fato, mas deste ficou sabendo.
Testemunha própria: Sabe alguma coisa do fato, de firma direta ou indireta.
Testemunha imprópria: É aquela que nada sabe a respeito do fato, mas seu depoimento pode esclarecer alguma questão. Ex: testemunha abonatória, perito que não conhece o fato em si, etc.
Testemunha/ testemunha numerária (estão dentro do número legal a ser arrolado dependendo do rito): presta o compromisso legal de dizer a verdade.
Informante/ testemunha informante (podem ser arroladas diversas, sem contabilizar para o rol legal): não presta o compromisso legal de dizer a verdade.
Vítima não é testemunha.
Prova pode ser pericial
A perícia deve ser feita por um perito oficial do estado ou por dois não oficiais com formação na área específica em que forem periciar.
A perícia oficial pode ser contestada e se a mesma for repetida, pode ser indicado assistente técnico.
A perícia não se esgota sozinha como prova absoluta, a mesma é valorada, interpretada.
Lei 9296/96 - interceptação telefônica
Art. 2º
Requisitos:
- Só pode ser feita para fins criminais
- Demonstração de indícios mínimos de autoria ou participação
- Esgotamento de todos os meios tradicionais de prova, é preciso demonstrara a imprescindibilidade da interceptação
- Crime punido com reclusão
Prazo de 15 dias, podendo ser renovado por mais 15, tantas e quantas vezes necessário, desde que haja fundamentação adequada do juiz.
No curso de uma interceptação, pode ser descoberto outro crime, nesses outros crimes, a interceptação só pode ser usada como prova se houver conexão. Se não for conexo, o Estado não pode ignorar o crime, mas também não pode usar a interceptação como prova, a interceptação funciona uma notícia-crime, a partir da qual se pode desencadear outra investigação, mesmo que esse outro crime seja punido com detenção.