A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
25 pág.
Geologia

Pré-visualização | Página 5 de 7

Cristalização de sais 
Quando a água no interior de fissuras eva-
pora, sais podem ficar presentes no local e 
cristalizarem-se, exercendo pressão contra 
as paredes da rocha. 
Congelamento da água 
A água quando congela, aumenta de volu-
me, dentro de fissuras, essa variação causa 
pressão nas paredes da rocha. 
Físico-biológico 
Causado pela entrada de raízes de plantas 
nas fissuras da rocha, causando sua que-
bra. 
Intemperismo Químico 
São as alterações na mineralogia das ro-
chas devido à presença de agentes quími-
cos. Os elementos químicos mais solúveis 
são transportados modificando os minerais 
constituintes, e por consequência, desa-
gregando a rocha. 
Hidrólise 
Mais comum em climas tropicais úmidos, a 
hidrólise representa a entrada de água na 
rocha. Os ions H+ e OH- atacam principal-
mente os silicatos eliminando a sílica Si e o 
potássio K. 
Acidólise 
Comum em ambientes frios, causada pela 
presença de ácido vindo da decomposição 
parcial de matérias orgânicas. Esse ácido 
atacam e eliminam o Ferro Fe e o Alumínio 
Al. 
Hidratação 
Quando ocorre a incorporação do íon OH- 
na composição do mineral, este se trans-
forma em outro, alterando sua estrutura. 
Oxidação 
A incorporação do íon O- - na composição 
do mineral causa uma modificação nos íons 
de Fe++ e uma consequente alteração na 
sua estrutura. 
Carbonatação 
A incorporação do íon CO3
- - causa a disso-
lução principalmente de rochas calcárias. 
Separando seus componentes e alterando 
a estrutura. Ocorre muito em chuvas áci-
das. 
18 
Renan Salvate Campos Geologia 
Solos 
O principal produto do intemperismo é o 
solo. Formado pela desagregação e de-
composição da rocha sã, podendo ser 
transportado ou não. O processo formador 
do solo é chamado pedogênese. 
O solo pode ser residual, caso o intempe-
rismo atue localmente e o solo não se mo-
vimente, ou pode ser um solo transporta-
do, que sofreu erosão e perdeu as caracte-
rísticas da rocha de origem. 
Como material anisotrópico, apresenta 
resistência diferente de acordo com a dire-
ção da força. 
Solo Residual 
Os solos residuais podem ser divididos em 
solo maduro e solo residual jovem, que são 
resultados do intemperismo da rocha alte-
rada e da rocha sã seguindo o perfil: 
 
� Rocha sã: Rocha não alterada 
� Rocha alterada: Rocha que sofreu pe-
quena desagregação devido ao intem-
perismo, menos resistente e mais per-
meável que a rocha sã. 
� Solo Residual Jovem: Totalmente desa-
gregado, mas contem características da 
rocha sã, menos resistente e mais per-
meável que a rocha alterada. 
� Solo Residual Maduro: Totalmente 
desagregado, sem nenhuma relação 
com a rocha sã, resistência menor que 
do solo residual jovem e menor perme-
abilidade devido à pequena granulome-
tria e a compactação. 
 
SRJ e SRM também são chamados de rego-
lito. 
Solo Transportado 
As principais formas de transporte do solo 
são a gravidade, a água e o vento, por isso 
eles são classificados pelo seu transporte. 
Transporte gravitacional 
Queda de bloco – Rockfall 
De reologia rúptil, ocorre quando há o ven-
cimento do atrito em fraturas ou na super-
fície de contato dos clastos, que caem pelo 
seu próprio peso. Formam depósito de 
blocos e depósito de talus. 
 
Deslizamento – Sliding 
De reologia rúptil, ocorre devido ao cisa-
lhamento ao longo de superfícies planas de 
19 
Renan Salvate Campos Geologia 
descontinuidade físicas definidas. Resulta 
em falhas normais de alta encosta. 
Também chamado de deslizamento planar. 
 
Escorregamento – Slumping 
De reologia rúptil, ocorre devido ao cisa-
lhamento ao longo de superfícies curvas de 
descontinuidade físicas definidas. Resulta 
em depósitos dobrados de baixa encosta. 
Também chamado de deslizamento rotaci-
onal. 
 
Corrida de massa 
Fluxo viscoso descendente com frente ro-
chosa de grandes blocos seguida por um 
rio de 50% de volume detrítico. Alto poder 
destrutivo. 
 
 
Tipos de solos transportados 
Depósito de talus 
Proveniente da queda de blocos de encos-
tas, predomínio de blocos grandes no solo. 
 
Colúvio 
Proveniente do transporte de sedimentos 
pela água da chuva, predomínio de solo 
fino. 
 
Alúvio 
Solos típicos das planícies fluviais, proveni-
entes de deposições sucessivas de materi-
ais transportados e depositados pelos cur-
sos de água. Apresentam várias camadas 
de sedimentos de granulometria variada. 
 
Arenoso 
Proveniente de deposito de sedimentos 
pelo mar, rios ou vento. Apresenta poros 
grandes entre os grãos pelos quais a água e 
o ar escoam com relativa facilidade. Nesse 
escoamento, a água pode levar considera-
velmente sais minerais, contribuindo para 
tornar o solo pobre desses nutrientes. 
 
20 
Renan Salvate Campos Geologia 
 
Análise de perfis do solo 
Os solos são materiais difíceis de transpor-
tar para laboratório, o que obriga a analisa-
lo em campo. Para isso faz-se sondagens 
com equipamentos eletromagnéticos ou 
ondas de rádio, que com a mudança de 
velocidade das ondas conseguem descobrir 
que material está sob a superfície daquele 
local. 
Sondagem SPT, conhecido como sondagem 
à percussão, é um processo de exploração 
e reconhecimento do subsolo, utilizado na 
engenharia civil para se obter subsídios 
que irão definir o tipo e o dimensionamen-
to das fundações que servirão de base para 
uma edificação. A sigla SPT significa “stan-
dard penetration test” ou ensaio de pene-
tração padrão. 
As principais informações obtidas com esse 
tipo de ensaio são: 
• A identificação das diferentes ca-
madas de solo que compõem o 
subsolo. 
• A classificação dos solos de cada 
camada. 
• O nível do Lençol freático. 
• A capacidade de carga do solo em 
várias profundidades. 
O ensaio consiste na cravação vertical no 
solo, de um cilindro amostrador padrão, 
através de golpes de um martelo. São ano-
tados os números de golpes necessários à 
cravação do amostrador em três trechos 
consecutivos de 15 cm sendo que o valor 
da resistência à penetração (NSPT) consiste 
no número de golpes aplicados na crava-
ção dos 30 cm finais. Após a realização de 
cada ensaio, o amostrador é retirado do 
furo e o testemunho é coletado, para pos-
terior classificação que geralmente é feita 
pelo método Tátil-visual. 
Quanto maior for o cilindro sem fraturas, 
mais resistente é o solo. 
��� � �����	
���
�	
��
����������	
���
�	��	�����	�� 
���
� �∑ 
��
������� � 10��	��	
���	�
�	����
�����	
���
�	��	
	����	��	
���	�
�	����
�� 
 
21 
Renan Salvate Campos Geologia 
Erosão 
Erosão é a destruição e transporte do solo 
e das rochas, em geral feito pela água ou 
vento. Esses sedimentos são transportados 
para as partes mais baixas do terreno e se 
responsabilizam pelo assoreamento dos 
cursos d’água. 
Em solos cobertos pela vegetação a erosão 
é quase inexistente, porém quando o solo 
é desmatado os processos intempéricos 
atuam com maior intensidade e provocam 
uma erosão severa que pode levar a deser-
tificação. 
O principal agente erosivo é a chuva, as 
gotas d’água quando caem desagregam os 
grãos do solo e os transportam em seu 
escoamento superficial. Também são res-
ponsáveis os rios, o vento, o mar e a gravi-
dade. 
O escoamento superficial em inicia o traba-
lho de remoção em 
superfícies lisas, um 
processo lento e 
uniforme de retirada 
do solo em camadas 
finas, processo co-
nhecido como erosão laminar. 
Quando essa erosão escava o solo uma 
profundidade