RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA
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2. Atelectasia por compressão.
Ocorre quando qualquer processo patológico im-
pede a reexpansão pulmonar. A principal causa e
suas divisões são:
\u2022 Pressão extrapulmonar: pneumotórax, derrame
pleural, herniação abdominal e grandes tumo-
res extrapulmonares.
3. Atelectasia por deficiência de surfactante:
\u2022 A deficiência ou ausência do surfactante deter-
mina o colapso alveolar. E encontrada na sín-
drome da angústia respiratória do recém-nas-
cido (membrana hialina), na síndrome de an-
gústia respiratória do adulto (SARA), na pneu-
monite acitínica (pneumonia por irradiação) e
na embolia pulmonar.
4. Atelectasia por deficiência de mobilização da cai-
xa torácica:
\u2022 Paralisia ou paresia da musculatura torácica:
poliomielite, doenças neurológicas.
\u2022 Restrição de movimento por qualquer causa (por
exemplo, pós-trauma).
Localização
A atelectasia pode ser de um pulmão inteiro, lobar,
segmentar e subsegmentar. Quando subsegmentar de-
termina o aparecimento de faixas atelectásicas.
Sinais radiográficos
Diretos
\u2022 Aumento da densidade local (opacidade).
\u2022 Deslocamento das cissuras interlobares (retração).
\u2022 Ausência de broncograma aéreo.
Indiretos
\u2022 Elevação do diafragma.
\u2022 Atração do mediastino.
\u2022 Redução dos espaços intercostais.
\u2022 Hiperinsuflação compensatória.
\u2022 Deslocamento do hilo e das cissuras.
\u2022 Herniação transmediastínica do pulmão.
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74 RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA
DERRAME PLEURAL
Compreende o extravasamento de líquido não-in-
flamatório em uma cavidade pleural, determinando o
aparecimento de uma imagem densa delimitada inter-
namente por uma linha curva denominada parábola de
Damoiseau. No estado normal existem de 10-15 ml de
líquido entre as pleuras visceral e parietal. O líquido
acumula-se primeiramente por gravidade no seio costo-
frênico posterior. Pequenos derrames podem ser detec-
tados usando a incidência em decúbito lateral com
raios horizontais (Laurell), US e TC. Quando detectado
na telerradiografia em PA, no seio costofrênico lateral, o
seu volume é de no mínimo 100-200 ml.
Objetivos das imagens diagnósticas:
\u2022 Detecção do derrame e diferenciação de outras
doenças pleurais, como espessamento fibroso e
tumores.
\u2022 Detecção de doença pulmonar ou abdominal em
associação.
1. Causas:
\u2022 ICC, infecções bacterianas e virais, tumores, obs-
trução linfática, pancreatite aguda, embolia pul-
monar e trauma.
2. Tipos e sinais radiográficos:
A) Derrame pleural livre:
\u2022 Opacidade homogênea delimitada internamen-
te por uma linha curva (sinal da parábola).
\u2022 Apagamento dos ângulos costo e cardiofrê-
nicos.
\u2022 Borramento do contorno do diafragma.
\u2022 Velamento parcial ou total do hemitórax.
\u2022 Desvio do mediastino para o lado oposto, e
do diafragma para baixo.
\u2022 Mobilidade do líquido livre (Laurell).
B) Derrame loculado.
As aderências entre a pleura visceral e parietal
resultam no desenvolvimento de coleções sep-
tadas.
\u2022 No PA: opacidades redondas maldefinida
\u2022 No perfil, ou mais freqüentemente nas
obliquas:opacidade semicircular cujoslimites
formam um ângulo obtuso com a parede
rácica.
C) Derrame interlobar.
Resulta do acúmulo de líquido nascissuras
sendo mais freqüente na horizontal do que r
oblíquas. São denominados de tumores e'
evanescentes, pois desaparecem com otratamento
da doença subjacente. O diagnóstico difere n
cial é feito com a atelectasia do lobo médio
\u2022 Opacidade homogênea de formabiconvexa
, esférica ou elíptica, afilando-se pi
progressivamente em suas extremidades la
laterale medial.
D) Derrame subpulmonar (infrapulmonar).
Localiza-se entre a base do pulmão e o
diafragma. As radiografias mostram aparenteelevação
da hemicúpula frênica. A esquerda, um
mento da distância entre o pulmão aeradoe
bolha de ar do estômago maior do que 2cm
pode ser detectado.
11. Paquipleuriz.
É uma lesão residual, determinada pelo
espessamento fibroso dos folhetos parietal e visceral. F
de ser seguida de calcificação pleural (
paquipleuriz calcificada). Ver a carapaça pleural nocapítulo
sobre tuberculose.
12. Empiema.
E o acúmulo de líquido denso e purulento no
paço pleural. E imóvel ou se moveminimamente
com o decúbito. O ultra-som revela a presença
debris em correspondência.
Observação:
O velamento do hemitórax com o mediastino co
trado, sugere o diagnóstico de derrame pleural assa
ado à atelectasia.
ATELECTASIA E DERRAME PLEURAL 75
Fig. 6-1.
Atelectasia do lobo superior esquerdo. (A) PA. (B) Perfil. (C) PA penetrado com esôfago contrastado. Opacidade
homogênea (1) no terço médio para superior do hemitórax esquerdo, sem broncograma aéreo em seu interior,
retraindo a cissura oblíqua homóloga (setas), com atração do mediastino superior (desvio de traquéia, esôfago e
aorta) (pontas de setas) e elevação da hemicúpula frênica (*). Observar a hiperinsuflação compensatória do lobo
inferior esquerdo e notar a discreta redução dos espaços intercostais.
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I
Fig. 6-2.
Atelectasia dos segmentos basais do lobo inferior esquerdo. (A) Perfil. Opacidade (1) sem broncograma aéreo
determinando atração da cissura oblíqua (seta). (B) Tomografia linear. Massa (retângulo) obstruindo obrônquio
correspondente.
Fig. 6-3.
Atelectasia. Hemitórax opaco. PA. Observar o
velamento difuso do hemitórax esquerdo com atração
de todo o mediastino. Hiperinsuflação do pulmão
direito com passagem do pulmão direito para o lado
esquerdo (hérnia transmediastínica). Paciente com
obstrução do brônquio principal esquerdo, por
volumoso tampão mucoso retirado à broncoscopia.
ATELECTASIA E DERRAME PLEURAL 77
Atelectasia do lobo superior direito. (A) PA. (B) Perfil. Opacidade homogênea sem
broncograma aéreo com retração da cissura horizontal devida à redução volumétrica
do lobo superior direito. Hiperinsuflação compensatória no restante do parênquima
pulmonar. Paciente havia aspirado um pequeno grão de feijão.
Fig. 6-5.
Fig. 6-6.
Derrame pleural. PA. Localizado no terço inferior do
hemitórax esquerdo determinando o sinal da
parábola. Obstrução do seio costofrênico lateral
esquerdo.
Derrame pleural livre. PA. Velamento da metade
inferior do hemitórax esquerdo apresentando o sinal
da parábola.
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Fig. 6-7.
Derrame pleural li vre. (A) PA. Velamento do terço inferior do hemitórax direito. (B) Laurell. Líquido livre no
espaço pleural (setas).
Fig. 6-8.
Derrame intercissural esquerdo. Perfil (setas).
ATELECTASIA E DERRAME PLEURAL 79
B
Fig. 6-9.
Derrame pleural interlobar. Tumor fantasma. (A) PA. Opacidade homogênea elipsóide na cissura horizontal
(seta), simulando um tumor. Velamento do seio costofrênico lateral direito associado. (B) PA. Desaparecimento
da imagem pós-tratamento da insuficiência cardíaca, confirmando a natureza da lesão.
Fig. 6-10. Fig. 6-11.
Derrame infrapulmonar esquerdo. PA. Aumento da Derrame pleural livre e volumoso. Hemitórax opaco
distância entre o pulmão (1) e a bolha de ar do à esquerda. PA. Velamento total com desvio do
estômago (2). mediastino para a direita.
80 RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA
Fig. 6-12.
Derrame pleural livre. PA. Observar o velamento de terço médio para inferior do
hemitórax direito. Notar o sinal da parábola (setas), com desaparecimento da
hemicúpula frênica e do átrio direito e o desvio do mediastino para esquerda.
ATELECTASIA E DERRAME PLEURAL 81
Fig. 6-13.
Derrame pleural livre. (A) PA. Opacidade determinando o desaparecimento da hemicúpula frênica direita e
velamento do seio costofrênico homolateral. (B) Perfil. Localização posterior da coleção líquida com velamento
total do seio costofrênico posterior com visualização de uma única cúpula frênica (esquerda). O líquido é
li mitado pela cissura oblíqua (*). (C) Laurell. Observar o acentuado
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