RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA
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diagnóstico clí-
nico e não radiológico.
\u2022 Ocorre mais freqüentemente em pacientes
submetidos à ventilação mecânica com pressão posi-
tiva.
Traumático
\u2022 O ar penetra parietalmente através de ferimentos
perfurantes.
\u2022 Cirurgias do abdome superior.
\u2022 Toracocentese e biópsia torácica.
\u2022 Traumatismo nos pulmões e brônquios.
\u2022 Fratura de costela.
Fístula broncopleural
\u2022 Tuberculose é a etiologia mais freqüente.
\u2022 Rompimento de lesão subpleural levando a em-
piema e pneumotórax.
ENFISEMA PULMONAR E PNEUMOTÓRAX 89
\u2022 Persiste, habitualmente, por um longo tempo. \u2022 Redução do volume pulmonar com aumento da
\u2022 Pleurite evoluindo para paquipleuriz. sua densidade.
\u2022 Pode aparecer associado a líquido na cavidade
CONSIDERAÇÕES RADIOGRÁFICAS pleural (hidropneumotórax).
\u2022 Desvio do mediastino contralateral no pneumo-
\u2022 Limite externo nítido, pleura visceral visível. tórax hipertensivo.
\u2022 Ausência de parênquima periférico no hemitórax
acometido pelo pneumotórax. Não se visualiza a
vascularização periférica.
90 RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA
A
Fig. 7-1.
Enfisema centrolobular avançado. Tomografia computadorizada. (A) Ápice. (B) Terço médio. Acentuação da
marcas pulmonares (espessamento do interstício axial) e hipertransparência (diminuição dos valores de
atenuação do parênquima pulmonar).
B
Enfisema panlobular. (A) PA. (B) Perfil. Observar o aumento do volume pulmonar, a hipertransparência
difusa redução do número e calibre dos vasos. Notar a presença do tórax em "tonel". Infecção pulmonar associa
na base esquerda.
ENFISEMA PULMONAR E PNEUMOTÓRAX 91
B
Fig. 7-3.
Enfisema panlobular. (A e B) PA e perfil. Pulmões aumentados de volume, hipertransparentes, com atenuação
da vasculatura, com retificação e rebaixamento das hemicúpulas frênicas, aumento dos espaços retroesternal,
retrocardíaco e hipercifose torácica.
Fig. 7-4.
Enfisema centrolobular. Hipertransparência e
diminuição do número e do calibre dos vasos.
Notar o enfizema parasseptal associado e sinais de
hipertensão arterial pulmonar.
92 RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA
A
Fig. 7-5.
Enfisema pulmonar. (A) PA em inspiração. (B) PA em expiração. Observar o volume das grandes bolhas, de
paredes finas, no lobo superior direito, maior na inspiração.
A B
Fig. 7-6.
Enfisema pulmonar difuso (bolhoso). Notar, além dos sinais clássicos do enfisema, a presença de numerosas
bolhas esparsas pelos pulmões. No perfil é evidente a retificação das hemicúpulas frênicas.
ENFISEMA PULMONAR E PNEUMOTÓRAX 93
7-7.
Enfisema pulmonar associado à pneumonia.
Tomografia computadorizada. Observar o aspecto
não homogêneo da consolidação pneumônica
devido à destruição parenquimatosa prévia.
7-8.
Enfisema pulmonar parasseptal. Tomografia computadorizada. (A e B) Pequenas bolhas junto à pleura visceral e
aos septos interlobulares. Ainda não existe pneumotórax.
94 RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA
Fig. 7-9.
Enfisema cicatricial grave. PA. Extensas lesões
específicas e residuais nos lobos superiores e severo
enfisema cicatricial predominante nas bases.
Fig. 7-10.
Enfisema pulmonar cicatricial. Extensa destruição
parenquimatosa com áreas hipertransparentes
associadas a áreas importantes de fibrose nos terços
médios dos pulmões. Notar a ausência davasculatura
nas áreas enfisematosas.
Fig. 7-11.
Bronquiectasias. Tomografia computadorizada. Dilatação e notável espessamento das paredes brônquicas.
A
ENFISEMA PULMONAR E PNEUMOTORAX 95
Fig. 7-12.
Asma grave. Hiperinsuflação pulmonar difusa com
preservação da vasculatura. Não existe destruição
parenquimatosa pulmonar ou formação de bolhas.
Pneumotórax espontâneo. Observar a linha da pleura
visceral (setas).
Fig. 7-13.
Pneumotórax PA. Notar a presença de ar na cavidade
pleural. Observar a linha da pleura visceral (setas).
Aumento da densidade do pulmão colapsado (*).
7-15.
Pneumotórax espontâneo. Reabsorção do
pneumotórax. Mesmo caso anterior.
96 RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE
DE MEDICINA
Fig. 7-lb.
Pneumotórax volumoso à esquerda. PA. Grande
coleção de ar na cavidade pleural. Observar o
pulmão colabado junto ao hilo (*).
A
Fig. 7-17.
(A) PA. Volumoso pneumotórax à direita determinando acentuado colabamento pulmonar. (B) PA.
Desaparecimento do pneumotórax. Regressão.
ENFISEMA PULMONAR E PNEUMOTÓRAX 97
Fig. 7-18.
Hidropneumotórax à direita. Acúmulo de ar e líquido
(*) na cavidade pleural. Pulmão colapsado (setas).
Fig. 7-20.
Pneumotórax (setas) e abscesso pulmonar (*) na base
direita, em associação. Observar o derrame pleural
opacificando o seio costofrênico lateral direito.
Fig. 7-19.
Hidropneumotórax volumoso. Rotura da parede de cavidade em lobo superior. Notar o grande nível líquido que
se estende livremente no espaço pleural.
98 RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA
Fig. 7-2 1.
Pneumomediastino e
enfisema de partes moles
cervicais. Notar a
presença de ar no
mediastino
estendendo-se à região
cervical.
B
D
Fig. 7-22.
Pneumotórax associado a enfisema mediastínico e de partes moles. Tomografia computadorizada do tórax.
(A) Topograma indicando os níveis dos cortes e evidenciando os enfisemas. (B) janela para mediastino.
(C e D) janela para parênquima. Presença de ar na cavidade pleural (1), no mediastino (2) e nas partes moles (3)
do hemitórax esquerdo.
ENFISEMA PULMONAR E PNEUMOTÓRAX 99
Fig. 7-23.
Pneumotórax e pneumopericárdio
associado a coleções densas (*) no
espaço pleural (seta) e no espaço
pericárdico (pontas de setas).
Paciente com tuberculose pleural e
pericárdica.
B
Fig. 7-24.
Pneumotórax por ruptura de bolha. Enfisema cicatricial associado. (A e B) Tomografia computadorizada.
Pneumotórax (1), bolhas (2) e aderências pleurais (3) impedindo a maior expansão do pneumotórax.
100 RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA
Fig. 7-25.
Pneumotórax drenado. PA. Presença de dreno
tubular, mal posicionado (não direcionado para o
ápice) na cavidade pleural, promovendo com isto
redução do volume do pneumotórax.
TUMOR DE PULMÃO
Léo de Oliveira Freitas + MarceIo SoutoNacif
PAPEL DA RADIOLOGIA
1. Diagnóstico.
2. Estadiamento.
3. Acompanhamento terapêutico.
Observação: é extremamente importante compa-
rar as radiografias atuais com os exames anteriores,
pois uma lesão suspeita de malignidade pode estar
presente em uma radiografia prévia e inalterada por
vários anos, excluindo o diagnóstico de tumor.
CARCINOMA BRONCOGÊNICO
\u2022 Incidência: Masculino > Feminino.
\u2022 Epidemiologia: tabagismo, idade, genética, entre
outros.
\u2022 Histologia:
\u2014Carcinoma de células escamosas (epidermóide).
E o mais comum e o que mais cavita.
- Adenocarcinoma (sem relação definida com o
fumo).
\u2014Carcinoma de grandes células.
\u2014Carcinoma de pequenas células.
Achados radiográficos
1. Transparência pulmonar normal.
2. Enfisema obstrutivo (hiperinsuflação).
3. Atelectasia.
8
4. Condensação pneumônica (pneumonia arrastada).
5. Nódulo (até 3 cm).
6. Massa (mais de 3 cm).
7. Massa: abscedação neoplásica.
8. Sinais de disseminação tumoral:
\u2022 Derrame pleural.
\u2022 Derrame pleural e atelectasia.
\u2022 Linfonodomegalia hilar e mediastinal.
\u2022 Invasão parietal (partes moles e/ou óssea).
\u2022 Metástases para o próprio pulmão.
\u2022 Metástases à distância.
V NÓDULO PULMONAR SOLITÁRIO
Um padrão especial de apresentação do câncer do
pulmão é o nódulo solitário, definido como lesão ova-
lada, de limites precisos, não escavada e possuindo
menos que 3 cm de diâmetro.
Numerosos critérios são descritos para a distinção
entre nódulo benigno ou maligno, porém os únicos si-
nais específicos da natureza benigna são a identificação
de um dos tipos benignos de calcificação e a absoluta
ausência de crescimento da lesão em um período de dois
anos.
Anderson
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