RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA
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RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA


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a traquéia para a direita. Metástases hepáticas
associadas(*).
TUMOR DE PULMÃO 109
Fig. 8-12.
Tumor maligno. Carcinoma broncogênico não
demonstrado. PA. Observar o comportamento
agressivo do tumor que determinou, primeiramente, a
atelectasia dos lobos médio e inferior direito e,
posteriormente, derrame pleural. A punção aspirativa
demonstrou o caráter hemorrágico do líquido.
Fig. 8-13.
Tumor pulmonar com metástase para pleura.
carcinoma broncogênico. Implantes nodulares na
pleura visceral. Observar a atelectasia, com desvio do
mediastino para a direita, associado a derrame pleural.
Tumor de Pancoast. (A) PA. (B) Perfil. Típica lesão apical direita com destruição dos primeiros arcos costais direitos.
Efeito de massa desviando a traquéia para a esquerda. Paciente apresentava ptose palpebral, enoftalmia e miose.
110 RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA
Fig. 8-15.
Tumor de Pancoast. PA.
Lesão apical esquerda.
Destruição dos primeiros
arcos costais esquerdo.
Enfisema pulmonar
associado.
Fig. 8-16.
Metástases
hematogênicas
(i mplantes
secundários), múltiplas
lesões nodulares
difusas, de tamanho e
densidade variados,
associadas a derrame
pleural bilateral.
TUMOR DE PULMÃO 111
Fig. 8-17.
Met s hematogênicas. (A) PA. (B e C) Tomografia computadorizada. Múltiplas imagens nodulares, de
tamanhos e densidades variadas, mas evidentes nas bases.
112 RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA
Fig. 8-18.
Metástases hematogênicas. PA. Múltiplas imagens nodulares,
de tamanhos e densidades variados, mas evidentes nas
bases. Notar pequeno derrame pleural direito associado.
Metástases em "Bala de canhão". (A) PA. (B) Perfil. Metástases hematogênicas de osteossarcoma localizado na
metáfise do fêmur direito.
TUMOR DE PULMÃO 113
Metástase com derrame pleural esquerdo. (A) PA. (B) Perfil. Múltiplas lesões nodulares em ambos os pulmões.
(C) Observar a prótese metálica no úmero pós-fratura patológica determinada por metástase óssea lítica.
Fig. 8-2 1.
Explosão metastática. Carcinoma de tireóide.
Incontáveis nódulos difusos em ambos os pulmões.
Notar cateter venoso profundo para quimioterapia na
veia subclávia direita.
114 RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA
B
Fig. 8-22.
Linfangite carcinomatosa. (A) PA. (B) Tomografia linear. Observar o extenso infiltrado intersticial e a
linfonodomegalia hilar bilateral. Edema intersticial por obstrução linfática.
Fig. 8-23.
Tumor primário desconhecido. Metástases
hematogênicas e linfáticas. Observar imagens
nodulares no parênquima pulmonar e a
linfonodomegalia mediastinal.
Fig. 8-24.
Síndrome de Pierre-Marie. Osteoartropatia
hipertrófica. Espessamento do periósteo e aumento
do volume das partes moles vizinhas. Derrame
articular associado.
TUMOR DE PULMÃO 115
Pneumectomia à direita. Pós-operatório. (A) Topograma. (B) Janela para mediastino. Observar a hiperinsuflação
compensatória do pulmão esquerdo com desvio rotacional do mediastino, ocupando parte do leito pulmonar
direito. Notar o espessamento da pleura parietal e mediastinal envolvendo uma coleção homogênea hipodensa.
Fig. 8-26.
Pneumectomia direita. Observar hemitórax direito
opaco, desvio do mediastino para a direita,
hiperinsuflação do pulmão esquerdo com hérnia
transmediastínica associada.
116 RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA
Tumor benigno. Condroma. (A) PA. Imagem nodular de limites precisos, homogênea, em topografia hilar
direita. (B) Tomografia linear. A lesão determina compressão e afastamento dos brônquios lobar superior e
intermediário. Observar a ausência de sinais de invasão.
Fig. 8-28.
Tumor benigno. Hamartoma. Perfil. Massa de
contornos ondulados, perímetro nítido contendo
típicas calcificações em pipoca em seu interior.
TUMOR DE PULMÃO 117
Fig. 8-29.
Tumor de pleura benigno. Fibroma "mamute" da
pleura. Velamento da quase totalidade do hemitórax
direito. Notar a hipertransparência basal de grande
significado radiológico associada a desvio do
mediastino para o lado oposto.
Fig. 8-30.
Mesotelioma maligno. (A) PA. (B) Perfil. (C) Tomografia linear. Massas com densidade de partes moles, limites
precisos, com o maior eixo em contato com a parede torácica e determinando com ela a formação de um
ângulo obtuso, mostrando sua localização extra-pulmonar. O estudo histopatológico demonstrou a malignidade
do mesotelioma. 0 paciente não apresentava história de exposição ocupacional às fibras do asbesto.
CARDIOVASCULARI
Léo de Oliveira Freitas + Marcelo Souto Nacif
A importância da radiografia simples na avaliação
cardíaca diminuiu recentemente devido ao advento de
novos exames não-invasivos e mais informativos,
como o ecocardiograma, incluindo a avaliação por Dop-
pler, a tomografia computadorizada (TC) e, mais
recentemente , a ressonância magnética (RM), que tor-
nou-se o método de imagem de mais valia no estudo
cardiovascular.
Porém, o estudo radiológico convencional conti-
nua fornecendo importantes informações anatômicas
e fisiológicas sobre o sistema cardiovascular, de ma-
neira simples, segura e barata. Desta forma, além de
nos permitir uma abordagem inicial e relativamente
segura da circulação pulmonar, a radiologia conven-
cional sempre será o primeiro método de estudo na
investigação por imagem do sistema cardiovascular.
Observação: devemos considerar que muitas do-
enças e sinais radiográficos estarão presentes nos capí-
tulos 9 e no 10 simultaneamente, devendo os dois se-
rem estudados em conjunto, associando os textos e as
imagens.
V EXAMES
Radiografias
\u2022 Rotina mínima: PA e perfil esquerdo com esôfagocontrastado .
\u2022 Rotina completa: oblíqua anterior esquerda e di-
reita.
Exames especiais
\u2022 Ecocardiografia.
\u2022 Tomografia computadorizada.
\u2022 Ressonância magnética.
\u2022 Angiotomografia.
\u2022 Angioressonância.
\u2022 Cineangiocoronariografia.
3 CORAÇÃO NORMAL
A) No PA: dividir o coração em 2 lados
Lado esquerdo (3 segmentos)
Inferior
Borda lateral do átrio direito
(AD)
Superior
Veia cava superior (VCS) até a
fase adulta
No idoso passa a ser o ramo
ascendente da aorta
B) No perfil
Contorno anterior Contorno posterior
Aorta ascendente Átrio esquerdo
Artéria pulmonar Ventrículo esquerdo
lnfundíbulo
Ventrículo direito
Lado direito (2 segmentos)
Inferior
Borda lateral do ventrículo
esquerdo (VE)
Médio
Tronco da pulmonar
Auriculata esquerda
Superior
Croça da aorta
119
120 RADlOLOGlA PRÁTlCA PARA O ESTUDANTE DE MEDlClNA
Observar a relação das câmaras cardíacas, grandes vasos e as válvulas em AP e perfil, respectivamente. Imagem
modificada do NETTER.
CARDlOVASCULAR I 121
3 REGIÃO HILAR
Região hilar
Hilo direito (BA V) Hilo esquerdo (ABV)
Brônquio Artéria
Artéria
Veia
3 OBSERVAÇÕES
\u2022 O hilo esquerdo é mais elevado que o direito.
\u2022 A base pulmonar é mais vascularizada que o ápi-
ce.
\u2022 A base direita é mais vascularizada que a esquer-
da.
\u2022 Para aferir a área cardíaca utiliza-se o índice car-
diotorácico, onde imaginariamente o coração de-
veria caber dentro de um dos hemitóraces. Logo:
A+BC/2.
3 AUMENTO DAS CAVIDADES
1. Átrio direito:
\u2022 Aumenta para direita.
2. Ventrículo direito:
\u2022 Aumenta para cima.
\u2022 Aumenta para frente (perfil, redução do espa-
ço retroesternal).
\u2022 Elevação da ponta do coração (VE).
3. Átrio esquerdo:
\u2022 Aumenta para cima (sinal do passo da bailari-
na \u2014 aumento do ângulo da Carina, maior que
90°

o normal é 60°).
\u2022 Aumenta para direita (sinal do duplo contor-
no).
\u2022 Aumenta para esquerda (auriculeta abaulada
entre o tronco da pulmonar e o VE).
\u2022 Aumenta para trás (ocupando o espaço retro-
cardíaco e quando o esôfago se opacifica ob-
serva-se a típica compressão extrínseca).
4. Ventrículo esquerdo:
\u2022 Arredondamento do ápice esquerdo sem au-
Anderson
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Excelente material Como faço para baixar este arquivo?
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