RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA
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óssea.
Os sinais de raquitismo são mais evidentes nos
locais de crescimento ativo (úmero proximal, no an-
tebraço distal e nos joelhos).
A osteomalácia é mais freqüente em pacientes
com insuficiência renal (hiperparatireoidismo secun-
dário) ou com deficiência de absorção de vitamina D
(síndromes de má absorção).
Pode existir "fraqueza" óssea com fraturas patoló-
gicas associadas.
Ao exame radiológico o raquitismo é caracteriza-
do por:
\u2022 Osteopenia generalizada.
\u2022 Aumento das regiões terminais dos arcos costais
(rosário raquítico).
\u2022 Deformidade das curvas nos ossos longos, princi-
palmente fêmur e tíbia.
\u2022 Alargamento da placa de crescimento e formação
de taça ou alargamento da metáfise, principal-
mente no úmero proximal, no rádio e na ulna dis-
tal e no fêmur distal.
Radiologicamente a osteomalácia é caracterizada
por:
\u2022 Osteopenia generalizada.
\u2022 Linhas radiotransparentes, simétricas e perpendi-
culares à cortical, que são denominadas de "
pseudofraturas" (zonas de Looser), mais comuns na
bacia e no colo do fêmur.
Escorbuto
É determinado pela falta de vitamina C na dieta,
resultando basicamente na redução da atividade dos
osteoblastos.
OSTEOARTICULAR II 171
Sinais radiológicos
\u2022 Osteoporose difusa com afilamento das corticais.
\u2022 Leve aumento da densidade da cortical da epífises
(sinal de Wimberger).
\u2022 Pequenos osteófitos nas metáfises (esporão de
Pelkan).
\u2022 Linhas densas nas metáfises (linhas do escorbuto).
\u2022 Reação periosteal.
Hiperparatireoidismo
A forma mais comum é a secundária, causada pela
insuficiência renal levando à hipocalcemia e hiperpla-
sia das glândulas paratireóides. Radiologicamente o
hiperparatireoidismo secundário possui sinais expres-
sivos nas mãos:
\u2022 Osteoporose difusa.
\u2022 Reabsorção subperióstica.
\u2022 Erosões ósseas subcondrais.
\u2022 Pequenos cistos subcondrais nas interfalangianas.
\u2022 Calcificações vasculares e de partes moles.
DOENÇA DE PAGET
É uma doença óssea metabólica caracterizada
pela destruição do osso e sua subseqüente substituição
por osso alargado e espessado. Este osso anormal pos-
sui trabeculado grosseiro e desordenado (padrão mo-
saico de remodelagem), com fluxo sangüíneo muito
aumentado em seu interior. Resumidamente é caracte-
rizada por atividade osteoclástica aumentada e forma-
ção osteoblástica subseqüente, resultando em proli-
feração óssea anormal.
Os locais mais comuns de comprometimento são:
pelve, crânio, fêmur, tíbia e vértebras.
Aspectos radiológicos
\u2022 Na fase inicial, osteolítica ou quente: notamos uma
lesão osteolítica que destrói a cortical conhecida
como osteoporose circunscrita.
\u2022 Na fase intermediária ou mista: a destruição óssea
é acompanhada por reação periosteal (osteoblásti-
ca) predominante. Ocorre espessamento e alarga-
mento do osso.
\u2022 Na fase fria: aumento difuso da densidade óssea,
com aumento e alargamento do osso e acentuado
espessamento da cortical.
A complicação mais freqüente da doença de Paget
é a fratura patológica. A complicação mais grave é a
degeneração sarcomatosa, ocorrendo destruição
óssea osteolítica, ruptura da cortical e formação de mas-
sa em tecidos moles adjacentes.
V TUMORES
Podem ser divididos em dois grupos
Benigno Maligno
Primários Primários
Secundários
\u2022 Os achados clínicos mais úteis relacionados com
pacientes sob suspeita de lesões ósseas ou tecidos
moles são:
\u2013 A idade do paciente.
\u2013 A duração dos sintomas.
\u2013 A velocidade de crescimento do tumor.
\u2013 O tipo de lesão: osteolítica e osteoblástica.
\u2022 Na avaliação de tumores ou de lesões ósseas tu-
morais, devem ser pesquisadas várias característi-
cas radiológicas básicas, incluindo:
\u2013 Local da lesão.
\u2013 Morfologia da periferia da lesão.
\u2013 O tipo de matriz (cartilaginosa-hipertransparente
ou óssea-hipotransparente).
\u2013 Tipo de destruição óssea.
\u2013 A reação periosteal (ininterrupta-benigno; in-
terrompida-maligno).
\u2013 A presença ou ausência de extensão para partes
moles.
Critérios de benignidade e de malignidade
Benigno Maligno
Limite Preciso I mpreciso
Halo de esclerose Presente Ausente
Insuflação Positiva Negativa
Cortical Íntegra Rompida
Partes moles Normal Acometida
Contôrno Nítido Indefinido
Reação perióstica Mais comum nos tumores malignos
Como os tumores ósseos são classificados:
Lesões ósseas Lesões condróides Lesões fibrosas Cistos Outros
Osteoma Encondroma Fibroma não ossificante Cisto ósseo simples Tumor marrom
Displasia fibrosa Cisto ósseo aneurismático Granuloma eosinofílico
Osteocondroma Fibroma condromixóide Fibrossarcoma Tumor de células gigantes
Osteossarcoma Condroblastoma Sarcoma de Ewing
Condrossarcoma
172 RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA
Fig. 12-1.
Telerradiografia de tórax em PA. Anemia falciforme.
Rarefação da densidade óssea com o padrão
trabecular grosseiro em arcos costais.
Fig. 12-3.
Radiografia simples do abdome em AP. Anemia
falciforme. Notar a rarefação óssea difusa com áreas
de padrão trabecular grosseiro na coluna vertebral e
bacia. Hepatoesplenomegalia.
AFig. 12-2.
Radiografia simples da coluna dorsal em perfil.
Anemia falciforme. Notar osteopenia associada ao
aspecto trabecular grosseiro e a deformidade em platô
na região central das plataformas dos corpos vertebrais
(pontas de setas), característico da anemia falciforme
(drepanocitose).
Fig. 12-4.
Radiografia simples da coluna lombar. Anemia
falciforme. (A) AP. (B) Perfil. Notar a osteoporose, o
trabeculado ósseo grosseiro e a depressão central nos
platôs vertebrais (degrau).
OSTEOARTICULAR II 173
Fig. 12-5.
Radiografia do fêmur em AP e perfil. Osteomielite
aguda. Notar áreas focais de destruição metafisária
incluindo a cortical com elevação do periósteo e
aumento de partes moles, associado ao apagamento
dos planos gordurosos. Metáfise (1), cortical (2) e
partes moles (3).
Fig. 12-6.
Radiografia simples do pé em AP. Osteomielite no pé
diabético. Notar o edema de partes moles, destruição
aleatória da cortical e medular e osteoporose difusa
nas falanges do terceiro pododáctilo. Observar a
amputação do quarto e quinto pododáctilos.
Fig. 12-7.
Radiografia do fêmur em AP e perfil. Osteomielite
crônica. Destruição da cortical e medular (seta) com
lesões líticas no interior (áreas de necrose) e
alargamento (invólucro). Notar fragmentos ósseos
densos (seqüestros \u2014 *).
Radiografia simples do fêmur
em AP. Osteomielite crônica.
Observar lesões líticas nas
metáfises e diáfises, reação
perióstica extensa (invólucro),
pequenas áreas líticas
indicando abscedação, trajeto
fistuloso e seqüestro ósseo
também demonstrados.
Fig. 12-8.
174 RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA
Fig. 12-10.
Radiografia do joelho
em AP. Osteoporose.
Notar a redução difusa
da densidade óssea.
Fig. 12-9.
Radiografia em perfil da coluna lombar. Tuberculose.
Erosão cortical com destruição do platô vertebral
superior (seta) e do disco M.
Fig. 12-11.
Radiografia do antebraço em AP e perfil.
Osteoporose. Notar a redução difusa da densidade
óssea com fraturas no terço proximal da diáfise da
ulna e do rádio (setas).
OSTEOARTICULAR II 175
Fig. 12-12.
Radiografia simples da
coluna torácica em perfil.
Osteoporose. Observar a
rarefação óssea com
deformidade em cunha
do corpo vertebral
(vértebras bicôncavas).
A
Fig. 12-13.
Radiografia simples do joelho. Escorbuto. (A) AP e perfil. (B) AP do joelho direito e esquerdo. Observar a
osteoporose difusa com afilamento das corticais, aumento da densidade da cortical (setas), osteófito (círculos) e
linhas densas na metáfise (pontas de setas). Em (A) notar fratura de tíbia e fíbula associada.
176 RADIOLOGIA PRÁTICA PARA O ESTUDANTE DE MEDICINA
Radiografia simples das mãos. Hiperparatireoidismo secundário.
(A e B) Notar a osteoporose difusa, reabsorção subperióstica, erosões
ósseas, pequenos cistos subcondrais
Anderson
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